A dor da Ilusão

Quando se fala em honestidade nas situações vividas na 3ª dimensão, não raro, temos a impressão de estarmos num campo minado. É um tema tão delicado, que merece nossa reflexão, ainda mais nesta fase de transição que dura cerca de 13 mil anos para a Era da Transparência.
Muitos conceitos são ressignificados, no nível pentadimensional. Um deles, é a importante diferença entre verdade e realidade. Realidade, segundo o Codex, é o que entendemos como possível.
“A realidade, apesar de poder ser aceita e compartilhada, é um conceito individual. Ela existe na mente de quem a formou e não depende de uma determinada dimensão. […] Se no avançar do seu tempo e espaço dimensional, entenderem ser possível que um ser humano se locomova como animais que voam, aquilo se transformará em realidade. A realidade precisa caber na mente, individualmente.”
E verdade?
Verdade “é sempre o que parte da Fonte.” Este é um conceito-chave. E precisamos tê-lo em mente para desenvolver sua aplicação na nossa realidade diária – esta tridimensional ainda repleta de lutas, antagonismos, dualidade, resistência e julgamento.
Para refletir, imagine um exemplo extremo e triste, dolorosamente vivido em alguma parte do planeta:
Uma senhora resolve esconder, ocultar uma criança. Esta criança está fugindo de uma guerra, na qual é um dos alvos. Ela não tem mais ninguém e este abrigo clandestino é crucial para sua sobrevivência. Um soldado esmurra a porta controlando um pouco da brutalidade por saber que esta senhora é considerada civil e aliada.
Um brilho atroz em seus olhos suspeita da presença de alguém que na sua realidade deformada e doente merece ser torturado e exterminado – não importando a ele, quão inocente ou indefeso seja. Ele questiona:
– A senhora está escondendo alguém?
Um arrepio gelado percorre seu corpo, as mãos suam, e tentando demonstrar calma, ela afirma com certa afetação:
– Não. Não, senhor. Não estou escondendo ninguém aqui.
Ela mentiu.
Não sei você. Mas, minhas mãos tremeram apenas por digitar estas breves frases.
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Você sabia que “o aspecto contrário à verdade não é a mentira”?
E sim, a ilusão.
E que a função da consciência é apenas esta: “a separação do que é ilusório do que é verdadeiro”?
A maior ilusão é a de que não somos um, e nem o mesmo.
Quando a consciência age, todo o empenho é direcionado para “unificar as semelhanças e diminuir as diferenças”, porque a Unidade é a premissa. O contrário do amor, a lei primeira, para este plano e dimensão que ainda apresenta a dualidade é o medo e é dele que derivam a raiva, o ódio, a indiferença.
No Codex, é dito que honestidade “é a apresentação de uma ideia, de um fato ou de uma situação, sem manipulação. Isso, a consequência deste ato […] chama-se verdade.”
Sem manipulação. A manipulação é iniciada quando agimos iludidos pela dualidade, e nos esquecemos do que todos somos na verdade: Um.
“Toda entidade poderia ficar em paz, ao longo de toda sua existência, se negasse a ilusão e se rendesse à verdade.”

A pequenina criança e aquela senhora dormiram em paz.

*** Contém trechos do Codex
3030 – Mundo de Ilusões 2012 – Música

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