Você está mais para joio ou para trigo?

É bem difícil que alguém não saiba, pelo menos intuitivamente, o que é joio. Joio é aquela gramínea que quando aparece no meio de uma plantação de trigo causa danos ao grão levando até mesmo ao seu sufocamento, porque ele leva para si os nutrientes da terra e impede que outros vegetais sejam alimentados.

A novidade é que JOIO é um outro nome para a CIZÂNIA, o mesmo que desarmonia, maledicência, confusão “plantada”  num campo, seja ele de ideias, de relacionamentos, ou de afeto, por exemplo.

Cizânia e joio são exatamente a mesma palavra em duas formas diferentes: discórdia.

Quem tornou a palavra joio famosa foi Jesus, em sua parábola que aparece relatada no Evangelho em Mateus 13:24-46.

«Jesus lhes propôs outra parábola: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo. Mas enquanto os homens dormiam, veio um inimigo dele, semeou joio no meio do trigo e retirou-se. Porém quando a erva cresceu e deu fruto, então apareceu também o joio. Chegando os servos do dono do campo, disseram-lhe: Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? pois donde vem o joio? Respondeu-lhes: Homem inimigo é quem fez isso. Os servos continuaram: Queres, então, que vamos arrancá-lo? Não, respondeu ele, para que não suceda que, tirando o joio, arranqueis juntamente com ele também o trigo. Deixai crescer ambos juntos até a ceifa; e no tempo da ceifa direi aos ceifeiros: Ajuntai primeiro o joio e atai-o em feixes para o queimar, mas recolhei o trigo no meu celeiro.» (Mateus 13:24-30)

É bastante interessante que a história relate que “enquanto os homens dormiam” chegou um inimigo… O que seria esse dormir?

Falta de consciência. A gente não percebe mesmo o quanto a cizânia faz parte de nosso dia-a-dia e está presente nas mais ingênuas conversas, corriqueiramente, como se fossem apenas observações desinteressadas…

É um post nas redes sociais levando ao risinho do mal; é uma observação sobre o comportamento que alguém não tinha visto; é um “tenho certeza de que ele sabia e se fez de bobo…”. Sempre algo “jogado”, semeado no escuro da insconsiência de quem ouve, para apenas depois, dar frutos e fazer um estrago!

O Senhor das terras, contudo, não permite que os empregados acabem de cara com o joio. Isso me espanta, mas é tão óbvio, que acaba provocando um riso aliviado:

É PRECISO QUE A CIZÂNIA CRESÇA EM MEIO AO TRIGO, QUE SE MOSTRE, QUE SE REVELE, QUE FIQUE À VISTA DE TODOS PARA, SOMENTE MAIS TARDE, SER SEPARADA EM FEIXES E LANÇADA AO FOGO.

A gente não acaba com a discórdia sem se dar conta dela e precisa dar tempo para que ela cresça e tome forma, para aí sim, separá-la da harmonia, porque quando joio e trigo começam a crescer são muito parecidos… Se não forem até a a hora da colheita, do fruto, do dano em si, o joio nos engana.

Quando falamos aqui nos artigos e em nossas palestras do DESPERTAR isso quer dizer, objetivamente, que temos que ter consciência e estarmos acordados. Além disso, se tivermos maturidade emocional e energética suficientes para aguardarmos o curso dos acontecimentos, aquilo que não presta se revela, toma forma e só aí, pode ser ceifado definitivamente e lançado ao fogo da ruptura em nossas vidas, quebrando o ciclo de sufocamento.

Mas eu não me esqueci do título desse artigo. Peço licença ao seu coração para fazer a pergunta que só você pode responder: o que você tem sido, joio ou trigo?

Pergunto franca e honestamente e sei que somos um e outro em determinadas fases da vida. Mas agora que a questão foi colocada, espero que nunca mais seja trigo ou joio sem saber-se trigo ou joio e por causa disso, entender também a conseqência de “estar” alimento ou erva daninha… Porque energia emitida é energia devolvida… Porque toda energia acaba numa forma… Porque você sabe, tanto quanto eu, que a gente não está aqui para isso…

Na dúvida, gente boa, SEJA LUZ!

Um comentário
  1. Nossa, sinceramente….. às vezes sou joio, às vezes trigo. Trigo sempre desperta, de coração, alma, de Luz, mas infelizmente o joio muitas vezes sem perceber ou achando que não terá grandes consequências. Gratidão!

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