Você autorizaria sua biografia?

biografiaAssunto polêmico de alguns dias atrás, julgado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e que, até então, não me prendera a atenção, por acreditar que se tratava apenas de uma disputa de egos, a repercussão gerada fez com que eu parasse para pensar um pouco mais sobre as biografias e todos os aspectos que delas decorrem.

Como você se sentiria em ver o seu passado divulgado?

Claro, que quando não se é uma celebridade, ou pessoa pública, ou com qualquer notoriedade que enseje a curiosidade popular, não há porque se preocupar com esse assunto, já que mesmo no seio da própria família, seus atos poderão ser totalmente ignorados ou passarem despercebidos.

Sem entrar no mérito da questão da liberdade de expressão, com a qual concordo plenamente – por ter como regra de conduta de que nada deve ser proibido, cabendo a cada ser usar de seus dons em plenitude e se responsabilizar por suas obras – gostaria de tecer algumas considerações e convidá-los a refletir sobre suas próprias memórias.

Imagine que uma pessoa comum torne-se, de repente, alguém cujo foco de vida interesse a outras pessoas, ou realize algo importante que mereça ser registrado e a sua história de vida passe a ser alvo de atenção. Porém, essa criatura que alcançou a fama, o respeito ou a admiração, quer “apagar” do seu passado momentos que não julga gloriosos, dignos ou condizentes com a sua reputação atual.

Há motivo para constrangimento em uma situação que já passou? Se tudo está em constante transformação e modificação e nada permanece da mesma forma como se iniciou – como bem nos mostra o enunciado da Lei da Mudança (Lei 12 do Codex), deve-se ocultar ou manipular o desenrolar lógico e normal de uma experiência?

A observação de um fato nem sempre condiz com o que aquilo representa para os envolvidos na situação, uma vez que cada individualização tem uma percepção diferente desse mesmo fato.  E é aí que entram as diversas pesquisas que os biógrafos sérios fazem, entrevistando o maior número possível de envolvidos nas histórias, para registrar suas diferentes opiniões a fim de que o leitor final possa ter sua própria visão do personagem.

Por outro lado, também somos os criadores de tudo que se passa em nossa existência e isto serve tanto para os biografados, quanto para os biógrafos.

Senão, vejamos o que nos dizem as três primeiras Leis do Capítulo III do Codex, que trata do aparecimento dos fatos objetivos nas dimensões:

  1. A Lei dos Protótipos: “Toda energia emitida finaliza-se numa forma.”.
  2. A Lei da Realidade: “A realidade só existe individualizada no espaço mental de quem a formou e não tem dimensão.”.
  3. A Lei da Autoridade: “A autoridade para o Universo é a criação e a responsabilidade sobre a criação. Todo ser que cria uma ideia ou um sentimento deve se responsabilizar por ele, pelo seu desenvolvimento e pelas suas consequências.”.

Resumindo, poderíamos dizer: um ser emite uma energia (e já sabemos que energia é igual à informação) e essa energia toma uma forma. Essa forma só é realidade na mente desse ser que a criou e que é responsável por essa sua criação, pelo seu desenvolvimento e pelas suas consequências.

Para aprofundar o entendimento ou esclarecer as dúvidas, deixo como sugestão a leitura dessas Leis no Codex, com os seus respectivos comentários.

E aí, abrindo o velho baú de suas memórias, você as publicaria ou autorizaria sua publicação, ciente de que fez a cada momento o melhor que lhe era disponível?

Seja Luz!

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