Sobre seu amigo Universo e suas respostas

Na semana passada, escrevi um artigo sobre o envio de energia coletiva e sua falta de funcionalidade.

Terminei dizendo:

“Mas isso é assunto para um próximo artigo, na semana que vem…”

A “semana que vem” chegou e é hora de começar a falar sobre o assunto (avisando que pretendo continuar com o tema até ter certeza de transmitir toda a informação passada), abordando algumas coisas complicadas, como a própria noção de Universo.

UNIVERSO é a representação semântica do conceito “UM LADO”.  Fica mais fácil de compreender que até mesmo ele, o Universo, não se entende como dual ou separado? 🙂

Assim, não “falamos” COM o Universo e sim, conosco! Mais nos “ouvimos” e nos “percebemos” do que “falamos” e se isso é um nó na sua cabeça, precisa prestar atenção em suas perspectivas e visões de integração. Você se percebe como UM? Você tem noção de que não existe “lá fora”? Você está desperto, no sentido de admitir que é a partir de você que o mundo que vivencia existe?

Tudo bem, é difícil; trabalho para muitas existências, eu acho, e nem a nossa linguagem ajuda a interiorizar o conceito. Não é por isso que iremos desistir de, pelo menos, tentar colocar esse chapéu de abstração. Sigamos!

Seu amigo Universo é você mesmo em ação num corpo físico, neste caso, humano, perecível, temporário e tridimensional. Quase do mesmo modo, a pedrinha azul do fundo do rio é o Universo num corpo físico, mineral, perecível, temporário e tridimensional.

O Universo, tradução também de Fonte, Deus, Tudo o Que Há, etc., é sempre a experiência em ação, numa forma que pode ir de extremamente densa a totalmente etérica, até chegar ao estado de não ser — e ainda assim, continuar sendo —, impossível de entender aqui deste ponto de vista da realidade, porém, representado pela volta à Unidade. O Universo exteriorizado numa experiência retorna a Si e continua sendo…

Esse foi um dos primeiros conceitos trazidos à tona pelos amigos cósmicos a nós, Luiz e eu, em 2001.

Naquela época, nossas perguntas eram no nível de jardim de infância, do tipo: “Como ter qualquer coisa ao nosso alcance? Magia existe? Milagres acontecem? Como ter mais poder? Como fazer acontecer o que queremos? Por que ainda existe tanta dor, guerra e pobreza? Por que Deus não ouve as pessoas? Por que somos tão limitados? Para que serve tudo isso? Por que não sabemos todas as respostas?”

Continuamos sem saber todas as respostas, mas fazemos perguntas melhores. E a nós mesmos.

Quando é o ego quem pergunta, é também ele quem responde. Uma vez que seu critério investigativo torna-se mais apurado, outras “vozes” se apresentam e não é de se estranhar que os conceitos explodam na mente com um refinamento filosófico surpreendente.

O amigo Universo é o cara — você mesmo — que está tão amorosamente à disposição da experiência atual e tem um senso tão grande de compreensão de limites desta mesma experiência, que entrega a você — ele mesmo — o que é possível. Não o que é bom, o que é melhor, o que você quer ou o que você precisa. Simplesmente o que é possível.

Tudo é possível, certo? Certo. Mas nem tudo é possível neste agora, certo? Certo!

Sua pergunta será respondida quanto à possibilidade de entendimento e uso.

SOMOS O UNIVERSO NUMA EXPERIÊNCIA TRIDIMENSIONAL, NESTE AGORA.

Daí que se eu pergunto:

— Por que é que eu não posso voar? — tenho que ouvir que sou mamífera sem asas, não ave. Posso até voar, mas tenho que construir algo externo que me faça conseguir isso, pois minha experiência selecionada foi a de ter braços e pernas e não asas.

— Aha! Então eu não posso voar? Isso prova que nem tudo é possível, Amigo Universo! — contesta, quem????

O EGO!

Novamente: sua pergunta será respondida quanto à possibilidade de entendimento e uso.

  1. Possibilidade de entendimento: na comunicação do Universo com o Universo (já passamos da fase de explicação que é entre você e você) as respostas serão dadas a quem perguntou. Se é o ego quem pergunta, é ele também quem responde.

ego2

Mas quem é o EGO?

O EGO é a representação final e materializada da experiência na realidade .

Conseguimos compreender que uma fotografia de João não é João, mas a representação em forma de imagem, de um átimo de segundo, do João físico.

O EGO é essa fotografia, essa representação em forma de imagem, da experiência sendo vivenciada.

2. Possibilidade de uso: qualquer resposta que não leve a um resultado prático de aplicação não será dada.

A experiência do Universo é você vivendo neste agora e em tantos outros no aparente futuro. Aprofundando isso, pense na quantidade de outras experiências simultâneas acontecendo.

Nós não vamos passar por todas as experiências neste corpo físico tridimensional, simplesmente pelo fato disso já estar acontecendo em tantos outros!

Tem um você-Universo voando, ele tem o nome de pintassilgo, por exemplo; tem um você-Universo nadando e tem o nome de tubarão; tem até um você-Universo comendo restos e tem o nome de barata!

Tem um você-Universo consumindo desenfreadamente e usando toda a riqueza material e tem um você-Universo que sente fome e depende de que o você-Universo que tudo tem, reparta a experiência dele com o você-Universo que nada tem.

E tem muitos você-Universo tão ligados entre si que parecem ser UM. Quando pensamos em água, podemos imaginar desde o maior oceano até a menor molécula de vapor. É por isso que somos tão fascinados pela natureza: ela é mais unificada e nos dá a impressão de ser menos individualizada, mas não é.

De forma alguma, isso é limitante. Não é o caso de pensar “Ok, se estou nesta experiência, tenho que me conformar”. Sinto que é libertador saber disso com consciência, porque posso fazer de minha experiência neste tempo e neste estado, um suceder de descobertas de potenciais. Não estamos nem no começo de desvendar os recursos com os quais fomos providos para esta experiência que se desenrola e tem o nome de “minha vida”.

Tudo isso para dizer a você-Universo, neste agora, que precisa decidir quem quer falar com quem e quem vai ouvir a quem.

Como prática, podemos trabalhar nossa percepção essencial de estados: somos neste agora, o Ego ou somos o Universo?

Quem sabe depois disso tratemos de melhorar nossas perguntas…

13 Comments
  1. Não digo que estejamos divididos ou fragmentados… Mas que Somos tantos em Um, como Um em Tantos… E por falar em ouvir, estou com uma otite externa e a primeira coisa que me vem é: Exatamente o quê eu não estou querendo ouvir…

  2. Massa! Acho que entendi. no budismo diriam: Tudo é Natureza Buda! Minha mãe desde cedo tentava me explicar:
    “Não jogue as coisas no chão André, elas tem consciência e fazem parte da Consciência!”. Jung chamava de Self. No Tarô o Louco chega a lâmina d’O Mundo e percebe que dentro do Ouroboros tudo é UM. Ótimo artigo!

  3. Mesmo me sentindo, em parte, no Jardim de Infância, vou tentar melhorar meus questionamentos.

    • E vai conseguir. Se está disposta a melhorar é o próprio Universo falando. Se fosse o ego, diria: “UMPF”! Vá lá e faça acontecer!

  4. Sinto que compreendo tudo e a mesmo tempo não compreendo nada!!!

  5. HUUMMMM. O caso não é eximir-se de pedir ou desejar ao outro, que não existe mas existe, e sim quem está desejando/emitindo oquê e em que base. O desejo vem do Universo para o Universo? Vem do ego para saciar o ego? Vem do ego sem o entendimento do Universo? Ou mescla tudo e dá uma bagunça danada?
    Matutando…….

  6. =D =D =D Ansiosa pela continuação!

  7. Frase feita e frase perfeita: Somos todos Um! Não preciso viver e sentir tudo de todos, porque eles já são e vivem. Posso ser Eu – Universo e como os outros Eus, experenciando tudo o que está ao alcance. Assim?

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