A senha de sempre

Artigo: Claudia Sampaio | Ilustração: Gisele Caldas

Ilustração: Gisele Caldas

Ilustração: Gisele Caldas

Lá da sua consciência mais una com a Fonte, você decidiu participar de um jogo muito instigante. Com vários desafios sucessivos, cuja superação ou integração o leva à fase seguinte. Um deles é com relação à memória, foi necessário se densificar e seus registros akashicos (inclusive sua missão) foram para um arquivo quase inacessível – parte inerente do enigma.

No extenso menu, escolheu o mais perfeito corpo, equipamento, traje, recursos adequados. Então, você ativou sua existência com seu segundo corpo, numa complexa rede que o conectava ao magnetismo do Planeta Terra – interface do jogo.  E seu holograma multidimensional foi plasmado aqui, nesta plataforma, chamado primeiro corpo.

Você poderia ter se individualizado como ametista, macaco, fungo, florzinha, penhasco, água, mas num assomo de impetuosidade lhe atraiu o humano. Eita… Em linguagem de game: very hard, not easy.

Agora, começa o jogo. Nele, vamos da perplexidade em deleite ao assombro doloroso, confusão generalizada em graus variáveis de dificuldade, nos quesitos: dualidade, tempo, espaço, livre arbítrio.

Na medida em que o jogo (a realidade) transcorre, você, sem perder o impulso criativo, tenta recriar sua própria experiência de ingresso no jogo da vida. E voilà, eis um rascunho: o videogame. Um aparelho moderno que permite a você se abstrair na virtualidade. É tão avançado que experimenta com seu eu o que é requerido numa tela – danças, batalhas, esportes, instrumentos, por exemplo. Matizes sortidos de emoções. Muito experimento. O conceito de espaço se relativizou – outros jogadores estão com você, mesmo que estejam noutro lugar, noutro fuso horário.

O mesmo raciocínio é utilizado para subverter o tempo. Este brinquedo o força a focar-se no agora. Já observaram um adulto jogando? Ele nem pisca. Cada segundo é importante. E de tão concentrado, beirando o hipnotizado, nem sente o tempo passar. Esperem, diz num muxoxo, porque estão reclamando da demora se acabei de começar? O jogo reinicia do ponto que parou, se conseguiu estabelecer uma meta mínima de aproveitamento.

Seu amigo ou irmão opta pelo vilão do jogo. Fugindo da dualidade, você compreende a diferença entre estar num jogo e ser e não irá odiá-lo por esta razão. Para descobrir novas fases, tem que ser disciplinado e habilidoso. O desbloqueio de chaves só acontece quando está preparado.

De repente, você tem um clique interno… Será que esta realidade toda que está no seu entorno não seria algo parecida com o seu game? Tecida com o material da fantasia? Esta ideia o inquietou, mas encontrou ressonância no seu coração.

Aliás, isto o fez colocar a mão sobre o peito pulsante (estou vivo?) e descobrir nele um redemoinho (chacra do timo)… Seria uma passagem secreta, um atalho? Embora, esteja fascinado, não sabe como adentrar… Então, a voz interna (a mesma que o guiou em todas as fases da vida) descreve a senha: Seja Luz! –  por um momento, você não sabe o que isto significa, mas sente e se torna luz. O torvelinho é vigoroso, na medida em que você ingressa nele. Ganha ali óculos e fones invisíveis, mas especiais – novas percepções de coisas inimagináveis e miraculosas, que curiosamente sempre existiram (realidade pentadimensional), mas que antes estavam ocultas.

Assim, adquiriu uma imunidade às avessas – como não há medo, resistência, em torno de você cintila uma vibração mágica e intensa que ecoa deste ponto central em seu peito e se derrama sobre tudo que há, nas múltiplas manifestações e traduções deste Amor. Não há disputa com o outro. Apenas a busca por se superar a cada instante. Na velocidade da Luz, você se conscientizou do seu papel neste jogo:

Se a Fonte é tudo que há e o Amor é a única e mais alta vibração que preenche todos os universos, só através do exercício deste Amor conseguimos transcender a realidade e experimentar o conceito de Verdade do Codex – “sempre o que parte da Fonte”. Siga a pista de sempre: Ame. Digite a senha mestra que libera todos os caminhos: seja Luz!

15 Comentários
  1. Clau, seus escritos são uma verdadeira viagem, que nos faz rever todas as fases que passamos até chegar neste agora, quando começamos a relembrar que somos luzes, e que a senha é Ser Luz onde estivermos, sem resistir e sem medo, sempre colocando a base AMOR.. gratidão!

  2. Giseleee…a menina com a boneca voltou…. que lindo!! Amei

  3. Amei o paralelo que você estabeleceu e a forma como desenvolveu o conceito de realidade. Parabéns Claudia!
    Como sempre, belíssima ilustração de Gisele!

  4. Só uma palavra para seu texto, Clau: PERFEITO!
    Obrigada por compartilhar!

  5. ❤ Gisele, Amada… A Menina e a Bonequinha voltaram!!! Fiquei tão tão tão feliz Gratidão, Querida, a Fonte converta cada uma destas lindezas de ilustrações que vc faz com o coração em milagres cintilantes na sua vida. _/_ ✷ ✷ ✷ ✷ ✷ ✷ ✷

  6. Este trecho “Você poderia ter se individualizado como ametista, macaco, fungo, florzinha, penhasco, água, mas num assomo de impetuosidade lhe atraiu o humano. Eita… Em linguagem de game: very hard, not easy.” – não considero o humano acima de qualquer uma destas individualizações, de modo algum. O que me parece é que elas são absolutamente integradas à Terra (não resistência) e nós ainda no processo.

  7. Responder
    Monica Moreira Pereira 02/08/2014 em 7:55 AM

    Arrasou Claudinha, adorei o paralelo. Ser Luz é a melhor senha com certeza . Beijos . Giselle Caldas ,um dia vou enquadrar todas tuas gravuras .

    • Gratidão pelo carinho, Monica! _/_ Concordo com vc sobre as gravuras da Gi – realmente merecem molduras e ampliação. Um dia, ainda vai decorar uma parede inteira da minha casinha ✷ ✷ ✷ ✷ ✷ ✷ ✷ 😀

  8. Gratidao irma Luz, txto perfeito e esclarecedor.

  9. Amei a senha. Deu plin!!!

  10. Parabéns!!! Belissimo texto Cláudia!!
    Adorei as gravuras Giselle Caldas!! Bela arte!!
    Sejam Luz!!

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