Reconciliação e Unidade

parqueDepois de tantos dias frios e chuvosos, o sol reapareceu e, com ele, voltou uma enorme vontade de sair da toca quentinha e novamente sentir a brisa no rosto, o cheiro da grama, o cantar dos pássaros…

Por horas andei pelo parque sentindo o benefício do sol de inverno e constatando o quanto precisamos dele, da sua luz, do seu calor, da sua energia.

Todos que ali estavam, compartilhavam do mesmo presente e, mesmo que de formas diferentes, aproveitavam as dádivas de uma manhã tão linda!

Ao lado de um bebê, cuja mãe cantarolava cantigas infantis e embalava suavemente o carrinho para adormecê-lo, seguia um idoso acompanhado de dois enfermeiros que empurravam a cadeira de rodas e conversavam com ele, procurando mantê-lo atento.

Ciclistas e skatistas empenhavam-se em manobras desafiadoras e arriscadas, testando seus equipamentos e suas habilidades. Um rapaz ensinava sua mãe a andar de patins e ela parecia uma criança, encantada que estava com sua façanha!

A adolescente do interior se deslumbrava com a beleza do lugar e a surpresa de encontrar tanta vegetação no coração da metrópole. Grupos de rapazes e moças, sarados, malhados, tatuados, de cabelos coloridos e extravagantes, corriam, respirando compassadamente.

Na beira do lago, os patos e marrecos se divertiam procurando arrancar das mãos desavisadas de algumas crianças, o saco das pipocas que elas lhes atiravam.

Enquanto uns se divertiam, outros trabalhavam. Cinegrafistas concluíam os preparativos para filmagens que seriam realizadas no local, repórteres entrevistavam algumas celebridades, enquanto garis trocavam os sacos das lixeiras, policiais faziam a ronda, faxineiras limpavam os banheiros e os funcionários dos quiosques de alimentos prosseguiam em suas tarefas.

Por se tratar de um dia de semana, o número de visitantes locais não era muito grande, mas havia um número significativo de estrangeiros, maravilhados com a abundância das flores dos suinãs e dos mulungus.

Sentei-me em um banco e pensei em tudo o que havia visto. O parque, naquele momento, representava um território alheio ao mundo exterior. Sua paisagem, sua paz, sua exuberância, sua tranquilidade transmitiam aos frequentadores o exemplo vivo do Decreto para este Ciclo: a Lei da Reconciliação.

Naquele momento, naquele local, estávamos todos, todas as individualizações, reconciliados, unidos pela semelhança da busca pelo Sol, pelo ar puro, pelo espaço comum, pela beleza, pela saúde, pela vida que brotava de cada ser.

A partir dessa reflexão, as ideias foram se ligando, entrelaçando situações e fiquei presa a um emaranhado de enunciados das outras leis.  Mas apesar da quantidade de pensamentos, a mente permanecia quieta, consciente de que esse momento luminoso poderá ser repetido a cada instante.

Na sabedoria do Universo, a presença do Sol em nossas vidas nos mostra que tudo gira em torno da Luz: a Luz que funde as nossas semelhanças e realça a beleza das individualizações, levando-as, indiscutivelmente, para a Unidade.

11 Comments
  1. Reply
    Edilce Maria Maia Berberian 05/07/2013 at 9:08 AM

    Linda conexão, linda Iara !

  2. Reply
    Carmen Ruiz Zanim 05/07/2013 at 11:03 AM

    O mais belo texto que li nesses últimos tempos. Obrigada por mostrar a lei da Reconciliação e Unidade nessa prática tão comum em nossas vidas………….gratidão ao grupo Era de Cristal .
    Carmen

  3. Muito grata, querida Iara…. me vi no parque com você. Que este imenso sol continue sendo em nós. Beijo de luz…

  4. Reply
    Regina Devescovi 05/07/2013 at 1:05 PM

    Que lindo texto!!!
    Agradeço pela inspiração que me traz!

    • Regina, é o Universo que nos inspira e nos une. Eu é que sou grata pelo seu comentário. Mil beijos de luz!

  5. Reply
    marcelle sampaio 05/07/2013 at 2:26 PM

    Belíssimo texto! Sua clareza e doçura me transportaram ao parque e pude compartilhar da sua experiência… Gratidão!

  6. Minha linda e querida Marcelle, saudades de você e de seu carinho. Gratidão imensa pelo seu afeto. Mil beijos de luz!

  7. foi linda essa experiência!!!!

    Quando vou ao parque tento sentar e ouvir o que o que me rodeia….

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