Quarto corpo energético

memoriaOs corpos densos

O quarto, terceiro, segundo e primeiro corpo fazem parte do bloco “dimensional”.

São corpos que têm existência apenas quando decidimos ter experiências numa dimensão e assim, vão diferir de plano para plano.

Enquanto os outros três (sétimo, sexto e quinto) sempre nos acompanham, num agora “sem tempo, nem espaço”, o bloco mais concreto (quarto, terceiro, segundo e primeiro, em alguns casos) só é formado quando entramos num plano dimensional.

Podemos entender essa configuração como “a queda de Adão”, no caso do planeta Terra, o momento em que passamos do absolutamente sutil, para o Universo denso.

Mais uma vez, gostaríamos de lembrar que a explicação de ordem da formação dos corpos é didática, pois todos eles são formados ao mesmo tempo: o primeiro bloco, de uma só vez (sétimo, sexto e quinto) e o segundo também, de uma vez só (quarto, terceiro, segundo e primeiro).

O quarto corpo: as memórias de uma existência

Quando adentramos numa dimensão necessitamos de um receptáculo de registro de experiências, por isso, imediatamente, é formado um corpo de memórias daquela existência, que é também o nosso corpo emocional.

Arquivo que computa desde momento de nossa chegada, o quarto corpo é apenas um registro mesmo, uma forma de guardar toda e qualquer experiência, como ela verdadeiramente aconteceu.

Mas, misteriosamente, temos o desagradável hábito de relacionar experiências com sentimentos e mais ainda: de tomar tudo o que acontece como que partindo exclusivamente de nós mesmos, e então, fazemos uma confusão danada nesse processo!

Esse é um dos detalhes da separação, que fica mais evidente no segundo bloco de corpos, porque nos coloca num ambiente concreto, muitas vezes numa dimensão que contempla o tempo e o espaço, de uma só vez!

Porque nos vemos separados a partir do ângulo denso, nosso consciente guarda as experiências através do nosso ponto de vista. O quarto corpo é fundamental para a nossa “saúde cósmica”: ele arquiva a experiência holisticamente, no todo, com todas as implicações que conhecemos e desconhecemos. Numa questão qualquer, todos os envolvidos são levados em consideração: o quarto corpo é onisciente.

Talvez um exemplo prático auxilie a compreensão: supondo que um indivíduo tenha sido atropelado. Ele mesmo não prestou atenção no farol e adiantou-se um segundo, achando que teria tempo de atravessar em segurança. Um motorista vinha em sua direção e desatento ao amarelo, não  diminuiu a velocidade, confiando no que via e no tempo que ainda tinha para passar “tranquilamente”.

O consciente dos dois envolvidos registrará a situação assim:

O pedestre:

“Sou culpado porque corri e não esperei o vermelho e o motorista é culpado porque não me viu!”

O motorista:

“Sou culpado porque não diminui a velocidade ao ver o amarelo e o pedestre é culpado porque não me viu!”

O quarto corpo, porém, registrará apenas isso:

“Uma análise superficial dupla provocou um atropelamento. Ambos os envolvidos diretamente apresentavam excesso de confiança. Ao redor deles havia energia de bênçãos sendo dispensada por quem via o corpo e o carro, para que houvesse paz”.

Este corpo não faz julgamentos, não guarda mágoas, rancores, críticas, dúvidas e nunca aponta erros; simplesmente registra o que aconteceu, no tempo e no espaço, com todos os envolvidos.

Contudo, quando não arquivamos as situações no quarto corpo e as deixamos presentes no consciente (e no inconsciente, em forma de imagens e relações abstratas) com componentes de julgamento e apenas através de nosso ponto de vista, sofremos as consequências físicas de nossas escolhas. Somatizamos, criamos doenças emocionais no corpo físico. A dor daquele atropelamento não passa nunca mais, ou volta a cada vez que uma situação parecida — no caso do exemplo, excesso de confiança — retorna à vida prática. O que deveria ser arquivo vira experiência no corpo físico, novamente.

Consciente e inconsciente são receptáculos de experiências do corpo físico; o quarto corpo é arquivo de memórias de experiências de uma dimensão e acima dele, no bloco fundamental, está o sexto corpo, aquele que registra as memórias de todas as existências, em qualquer plano e qualquer dimensão.

Quando não temos mais corpo físico, as memórias do quarto corpo são absorvidas pelo corpo de memórias cósmicas e entram para o registro geral daquela individualização.

Enquanto isso, com o nosso corpo denso, numa existência como a que vivemos agora no Planeta Terra, é importante que trabalhemos organizadamente com nossos arquivos.

Sempre que possível, e principalmente quando uma situação nos causa impacto emocional, force seu olhar para ver o todo.

“O que aconteceu naquela discussão? O que eu pensava? O que o outro pensava? Do ponto de vista dele, por que gritou? Posso olhar para isso em 360 graus? E o que vejo?”

Assim que acalmar o seu consciente num exercício objetivo de ver o todo, pense que esta experiência precisa ser arquivada e sair do escopo do corpo físico e do terreno mental. Libere-a para seguir em frente. Solte as tensões, solte as dores, solte as lágrimas e deixe o arquivista trabalhar! O perdão é isso e está nesse nível: soltar… deixar ir, entendendo que se há erro, ele está na situação e não nas pessoas. Estas, são perfeitas, um nível acima. O que fugiu ao controle foi a situação.

Da mesma forma que soltou um arquivo/experiência, pode pegá-lo quando quiser! É seu por direito.

A paz/momento, a alegria/momento, a felicidade/momento, a coragem/momento, a ousadia/momento que precisa neste agora está arquivada no seu quarto corpo. Tire o registro de lá e traga-o para o seu corpo físico e para a sua mente.

Desta interação entre corpo, mente e quarto corpo nasce a saúde emocional da qual necessitamos para a plena realização de nosso potencial nesta existência.

Seja Luz!

19 Comments
  1. O texto sobre o 4 corpo é muito interessante, porém bastante complexo. Gratidão a todos.

  2. Ler, reler, entender e praticar a lição de olhar para as situações de uma outra maneira “360 graus”…..e questionar em mim o que vejo.. Praticando…. praticando!!

  3. Perfeito! “Desta interação entre corpo, mente e quarto corpo nasce a saúde emocional da qual necessitamos para a plena realização de nosso potencial nesta existência.”
    Muito grata!

  4. Inspiradíssima, Alê.
    Adorei o artigo!
    Sou grata por viver aqui e agora!
    <3

  5. “Mas, misteriosamente, temos o desagradável hábito de relacionar experiências com sentimentos …” Percebo que temos padrões, temas que em determinadas situações difíceis parecem que “botões são apertados” e ganham um tamanho exagerado, que de imediato fogem a nossa percepção. Parecem que são memórias celulares prontas para explodir !! É necessário que façamos uma “limpeza” dessas memórias ?? Agente que tem o arquivo cheio de “pólvoras”, muitas vezes sem saber nomeá-las, podemos fazer algo para nos ajudar ? Grata !!

    • Marcia: o que temos que limpar SEMPRE é nossa ferramenta emocional do aqui e do agora, o consciente, o inconsciente… Quanto ao quarto corpo, o trabalho dele ele faz sozinho, UFA! Ainda bem! 🙂

  6. Reply
    Marilda Carvalho Benevides 04/11/2013 at 2:00 PM

    Fiquei com dúvida quanto ao arquivamento…precisamos de autorizá-las, ou seja, depende da nossa vontade? E as memórias do 4 corpo quando não temos mais corpo físico vão para o 6 corpo?
    Grata,
    Marilda

    • Isso, Marilda: quando não temos mais corpo físico tudo o que era do quarto corpo e estava arquivado, o sexto corpo absorve. Por isso, começamos os artigos do sétimo, para o primeiro corpo, vocês já entenderam!
      Quanto à autorização: não. Ele faz isso sozinho. O que podemos fazer para nos ajudar quanto à parte emocional é olhar as coisas e sistuações nesta amplitude dos 360 graus. Para que nada reste da situação no corpo físico. Isso. 🙂

  7. Brilhante!
    Alê e toda a Equipe, muito obrigada!
    Então essa história de sentir e interiorizar e sofrer e… tem que ser substituída por observar “de fora” e aprender pra não precisar repetir, pra entender, perdoar e crescer. D+!
    Não é fácil, mas bastante lógico. Agora é estar atenta e procurar por em prática no dia-a-dia.

  8. Ser imparcial em situações que nos envolvam emocionalmente, não emitindo juízo de valor.
    Treinar, treinar, treinar e treinar.

    Grata!

    • Rose, acho que é muito difícil conseguir se isentar de sentir. Mas, pelo menos, vamos entender que isso não precisa ficar nem na mente, nem no corpo. Deixar ir, junto com o que já irá para o registro. Doi na hora, faz feliz na hora, causa raiva na hora. Aí, a gente solta e a experiência é arquivada e os sentimentos que vieram com ela ou a partir dela são soltos também. Ruim é ficar com isso na esfera do presente sendo que já passou. Vamos tentando. 🙂

  9. Maravilhoso texto! Entendi que não devemos deixar o EGO se sobrepor, nunca, às situações. Codex: Não oferecer resistência, deixar ir…
    Gratidão!

  10. Até ontem a tarde eu achava que tinha um ótimo equilíbrio emocional, depois da noite com meu pai no hospital, sob impacto emocional mito forte e inesperado, já não sei como reagir, li, sei que é tudo que eu preciso saber hoje, mas sem condições de assimilar.

  11. Temos muito preconceito com a RENDIÇÃO, que não é fraqueza ou perda, é uma poderosa não resistência. Aprendemos que o que tem força na vida é a luta, “tá pensando o que, ninguém me faz de bobo”. Cristo deu a segunda face e Maria simboliza o feminino dentro de nós !!!. Render-se significa desistir da fixação em cima dos resultados. Parar de focar no mundo exterior e começar a nos ocupar mais com o que acontece dentro de nós. Que eu me renda a meu poder feminino !! Bjos iluminados a todos !!

  12. É simples e ao mesmo tempo é complicado, pois envolve emoções!!! Como deixar de lado esse nosso ímpeto de sempre ter a verdade, de sempre ter razão? Experiências que deveriam estar simplesmente arquivadas no 4º corpo viraram lixo sobrecarregando meu corpo físico.
    É muito bom ver que isso pode ser revertido, só mudando o foco da minha atenção. Gratidão a Alê e ao grupo Era de Cristal!!!!

  13. Parece que depois que tomei consciencia de tudo isso,ficou mais dificil o perdoar,esquecer ,me sinto mais atingida pelos erros dos outros proximo de mim ,me afetam mental e fisicamente. Como se faltasse sangue em mim ,força para fazer meus orgãos funcionarem perfeitos .Demora muito meu processo de esquecimento ,do consciente e do inconsciente ,como se aquilo estar ali para me deixar nervosa ou triste. Vou virar eremita deste jeito.

  14. Elucidador!

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