Prepare-se para ser sustentável, agora

Outro dia fui almoçar com uma amiga querida, daquelas que a gente fica prometendo encontrar. Sabem? “Vamos agendar alguma coisa?” “Claro, vamos, tô com saudades!” E o tal encontro é adiado, transferido, ou mesmo cancelado indefinidamente. Mas enfim conseguimos.

Atenta que é, ela marcou num restaurante natureba, cuidando pela minha condição de evitar carnes. Foi ótimo! Começando por encontrá-la e colocar os assuntos em dia, o lugar e a comida vegana, tudo no ponto.

Um dos assuntos foi a nossa transformação ao longo dos anos de convívio e as viradas de vida, pessoal e profissional, a chegada do Pedro e suas belezuras e minha preocupação em mudar a Isadora de escola para uma mais ecológica. Neste ponto começamos a desfiar as opções de cada uma. E vieram as dúvidas expressas dela: como poderia seguir uma alimentação vegetariana, se adora carne, ou como ser mais sustentável ambientalmente, se não consegue separar o lixo no escritório.

Alguém se identificou?

Siiimmmmm. Todo mundo teve, tem ou terá esse momento de reflexão. Aquela hora em que acreditamos que somos assim e pronto. Não dá pra mudar. É difícil, a família não acompanharia, os colegas de trabalho iriam até estranhar.

Acredito que as coisas acontecem quando tem de acontecer e cada um sabe o que quer da vida. Que nunca falte amor, compaixão e respeito, tudo o mais se ajeita.

Sei que as pequenas mudanças de hábito que adotei parecem terem me transformado em uma pessoa totalmente sustentável. Mas só parece. Na realidade do dia a dia ainda tento me educar para uma série de questões, como deixar de usar detergentes químicos ou evitar o desperdício de comida em casa. Estou em processo, como você. E o caminho não é curto.

Tenho amigos nessa caminhada há mais tempo e ainda não se consideram plenamente sustentáveis. Mas o que é ser um ser humano sustentável?

Penso que ser sustentável vem primeiro de perceber o mundo e se perceber no mundo. Não seria obrigação (se bem que neste ponto em que estamos com o planetinha, sim, É OBRIGAÇÃO), não é modismo, não deve ser uma angústia. Diferente de uma organização buscando impactar menos o meio ambiente em resposta a leis de governo ou de mercado, para os indivíduos essa iniciativa precisa vir de dentro para fora. Pelos meus óculos percebi que pequenas ações levam a resultados duradouros.

Se me incomodou o destino do que usamos e descartamos, então me coube reduzir o consumo, reutilizar materiais, fazer compostagem dos orgânicos, enviar para a reciclagem o possível. Quando percebi que a fome do mundo não é pela pouca produção de alimentos, mas pelo desperdício, ganância e mais valia, resolvi que queria profissional e pessoalmente trabalhar para combater isto. No momento em que a realidade da criação e morte de animais para nosso consumo evidenciou pra mim uma violência brutal, resolvi deixar de comer carne. Resolvi alterar a minha realidade quando deixei de assistir novelas, noticiários, propagandas, e ainda tenho informação suficiente para viver.

Tudo isto só pra reafirmar: podemos alterar o que nos incomoda. Veja lá no seu coração e sinta se tudo está como gostarias. Se não estiver, pense no “que” e no “por quê”. E quando os motivos forem fortes o suficiente para encorajar uma mudança, então mude.

Só não demore muito, tá?!

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Autor do Artigo
Roselia Araújo Vianna
Sobre o Autor
Mãe da Laura e da Isadora. Apaixonada pelo Victor, com quem felizmente casou-se. Mora na zona rural de Porto Alegre, portanto é aprendiz de agricultora e cuidadora da terra. Mestre em Comunicação e Marketing, atua profissionalmente com projetos sociais. Em formação como Terapeuta Ayurveda, na Escola Brahma Vidyalaya e estudante de filosofia, por conta própria.
1 Comment
  1. Belo artigo!
    Cada um de nós pode contribuir para a sustentabilidade do planeta, ao seu modo.
    Encontrar a melhor forma e adaptá-la às suas condições é a maneira mais eficaz para iniciar o processo.
    Gratidão!

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