AUTOR CONVIDADO

Por que resolvi agir por amor e não por medo

Uma vida segura e feliz é o que todo mundo quer, concorda? Pois é, não sei. Primeiro por que sempre pensei que toda unanimidade rasa é burra. Duvido muito do senso comum. Mas é isso que nos vendem na TV, nos jornais, na mídia em geral. Precisamos nos mostrar felizes, se não estaremos marcados socialmente. Temos que fazer aquele seguro do carro, da casa, de vida, de saúde, se não estaremos muito vulneráveis nesse mundo perigoso.

Ansiamos pela sensação de pertencimento e para isso precisamos nos parecer com quem é o nosso ideal social. Bem sucedidos, bem casados, inteligentes, ricos, talvez não necessariamente ricos, mas que demonstrem estar bem financeiramente. Assim, nossas referências serão aceitas no grupo de interesse. E agora temos novidades!

Precisamos também ser politicamente corretos, conectados, ter opiniões bombásticas sobre assuntos diversos.
Isso é sustentável? O quanto preciso me esforçar para bancar parecer igual? E por que mesmo?

Quando decidi mudar minha maneira de agir diante do meu mundo fui pesquisar, investigar outras formas de viver. Umas das primeiras leituras foi “O Homem Sem Grana – Vivendo Uma Ano Fora do Sistema Econômico” do Mark Boyle, no qual ele relata sua experiência na Inglaterra. A reação da minha filha mais velha ao ver a capa do livro foi imediata: “- Mãe, a gente vai ficar pobre?” Agora parece engraçado, mas na época ela me deixou em dúvida sobre o impacto que as minhas decisões teriam. Eu queria um mundo diferente, e teria que lidar com algo mais do que somente os meus medos para a mudança. Medo de filho é coisa forte. De todo modo, segui.

Entendi quais eram os medos que me guiavam. Quais os que me impediam e quais os que me impulsionavam a agir. Os medos são alertas importantes. A decisão de aprender a lidar com eles tem que ser própria e tem de ser consciente.

Quando digo que acredito na humanidade, que creio estarmos melhorando e não piorando, sinto a dúvida dos amigos em relação a minha capacidade de julgamento da realidade. Sim, queridos, eu reconheço a negligência em Mariana, sou consciente das dores do etnocentrismo na Europa e enxergo com clareza as incapacidades da administração pública no Brasil. Mas não é isso que me move ou me paralisa.

Ser responsável socialmente tem me desafiado a olhar estes medos e conversar com eles. Não se pode ignorá-los pois eles tendem a ficar escondidos e aparecer nas horas mais impróprias. Em vez disso encaro e encontro outra forma de agir. Não fosse assim não poderia estar trabalhando em zonas de conflito de tráfico. Sem acreditar no melhor das pessoas nem começaria o trabalho com moradores de rua.

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Autor do Artigo
Roselia Araújo Vianna
Sobre o Autor
Mãe da Laura e da Isadora. Apaixonada pelo Victor, com quem felizmente casou-se. Mora na zona rural de Porto Alegre, portanto é aprendiz de agricultora e cuidadora da terra. Mestre em Comunicação e Marketing, atua profissionalmente com projetos sociais. Em formação como Terapeuta Ayurveda, na Escola Brahma Vidyalaya e estudante de filosofia, por conta própria.
1 Comment
  1. Gostei das indicações do site, mas não entendi qual foi sua mudança de vida de fato, a que deixou sua filha com medo…. vc saiu de um emprego estável e foi para outro? Desculpe se sou intrusiva, mas esse assunto de medo e mudanças realmente me interessa…Obrigada

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