Para épocas de intolerância, aprendamos com as flores

FlorDe repente, nos damos conta de que tudo parece estar de ponta cabeça, de pernas para o ar, virado do avesso. Enfim, quase que incompreensível.

O mundo fervilha e vêm à tona os casos mais desconcertantes de intolerância, de beligerância, de egocentrismo, de violência, de mentiras, de trapaças, de disfarces, de desajustes espalhados em todos os setores da sociedade global. Quando puxamos o fio do desacerto ele começa dentro dos nossos próprios lares e se estende por todo o planeta.

Estávamos preparados para isso? Bem, não sei se a palavra correta é “preparados”, mas alertados de que isso ocorreria, não podemos negar que já o fomos há algum tempo. A transição planetária nos preparava para períodos de grande agitação, antes da retomada da rota em direção a um planeta mais equilibrado e justo.

Mesmo assim não nos apercebemos das pequenas mudanças e só quando os resultados começam a nos incomodar é que nos espantamos. E o espanto é necessário, pois nos desperta e nos coloca em postura de reflexão.

Nos meus últimos artigos tratei de alguns hábitos e treinamentos que poderíamos desenvolver para aprimorar o nosso contato com as outras individualizações.

Porém, entender, compreender e aceitar as diferenças, não quer dizer que precisamos incorporar comportamentos que nos incomodam e com os quais não nos identificamos.

Lembrei-me do exemplo das flores, que nascem em meio ao esterco e tiram do adubo tudo que lhes é saudável e útil, mas não permitem que a acidez da terra lhes roube o frescor e a beleza.

A sabedoria nos mostra que não devemos permitir que os desajustes que nos rodeiam impeçam que desenvolvamos todas as nossas potencialidades.

Precisamos entender que esses desacertos não nos pertencem por serem devidos única e exclusivamente às situações que os causaram e que – acima de tudo – eles podem e devem ser modificados, como regra do constante movimento e da ininterrupta transformação.

A cada dia que passa, a transparência se torna um fator imprescindível em nossas vidas. Conviver com as ações mutantes – que se desenrolam a partir dos focos de clareza e nitidez – modifica o nosso comportamento e permite que possamos desenvolver novas experiências fundamentadas na limpidez de nossos atos.

Somos todos um e o mesmo. Se fazemos parte deste momento é porque o Universo espera e aceita a nossa contribuição no ajuste do processo de evolução planetária.

Seria importante que pudéssemos colaborar exercendo o exemplo das flores: espalhando o perfume, com humildade, misericórdia e amor.

Que sejamos flores cujo aroma agradável se estenda àqueles que nos cercam!

Seja Luz!

Comments

  1. Mirtes Pegorer

    Avisos não faltam..mas quando a gente realmente percebe e sente as modificações muito perto de nós é que nos damos conta do quanto tudo está em movimento desordenado(para os padrões de costume!),difícil de aceitar ,mas necessário e urgente! Grata,Iara!

  2. Maura Azevedo

    Gratidão, Iara! E nós, para “clarear”, harmonizar e “entender” o nosso papel nesse tempo e lugar, vamos buscar e vivenciar o caminho / espaço do coração! Sejamos Luz!