O Poder Transformador

poder transformador

Este artigo também poderia ter como título “Surdos e cegos ao que não queremos”, porém dada à minha profissão de psicanalista, utilizo, como sempre, o recurso do questionamento motivacional e íntimo, para que cada um possa fazer suas avaliações e tirar o melhor proveito de cada escolha.

Não costumo misturar o trabalho que me proporciona a sustentação de minhas condições necessárias ao equilíbrio físico na terceira dimensão, com a proposta assumida num plano cósmico maior, visando o desenvolvimento de uma consciência coletiva mais sutil e penta dimensional.

Porém, mais uma vez a necessidade da transparência, que venho salientando em quase todos os artigos anteriores, me empurra a fazer agora algumas observações do ponto de vista do analista, para que fique bem clara a repercussão de cada ato pessoal, aos que ainda não entenderam a responsabilidade de sua participação neste novo ciclo planetário.

Fora de qualquer julgamento ou da observação ética, moral e filosófica, gostaria de propor um exercício de reflexão sobre algumas atitudes que, inconscientemente ou com ilusória ingenuidade, podemos constatar diariamente no convívio pessoal ou a cada vez que entramos nas redes sociais.

Alguém já parou para pensar o que existe atrás da repetição de determinados comportamentos? Já se questionou se insiste nessa repetição por hábito, ego, modismo ou como forma de chamar continuamente a atenção para algo que só a si interessa? Parou para verificar se o seu isolamento ou a exposição excessiva esconde aquilo que todos veem, mas que a criatura precisa convencê-los do contrário?

Pois bem, cada ser possui dentro de si todas as possibilidades para se transformar e, consequentemente mudar as situações desagradáveis ou desconfortáveis que o cercam. Para isto, basta somente a verdadeira vontade de se determinar nesse objetivo.

Os casos que me chegam ao consultório, não trazem – em sua maioria – situações com graves implicações de desvios psicológicos ou mesmo transtornos e lesões mentais que exigem uso de medicamentos ou drogas para sua estabilização.

Entretanto, a droga poderosa e mortal da resistência, que trazem dentro de si, não lhes proporciona a oportunidade de abrir os seus sentidos para descobrir novos rumos e eles continuam a permanecer cegos e surdos aos que lhes são diferentes, perpetuando, assim, um comportamento patológico.

É o transtorno da mudança, do novo, do desconhecido… É a dúvida em assumir novas responsabilidades ou permanecer na mesmice de sempre… É a prepotência de se acreditar sempre com a razão… É a ilusão em colocar no outro a culpa pela sua infelicidade… Resumindo em uma única palavra: é o MEDO. Medo de se enxergar como os outros o veem e de abrir os ouvidos para entender além das palavras.

Quando eles se dão conta de que podem mudar o rumo de suas vidas e se apossam do poder transformador que neles habita, conseguem compreender o valor e a responsabilidade de seus atos, assim como o quanto de tempo desperdiçaram fazendo poses, caras e bocas fictícias para mascarar aquilo que estava claro para todos os demais, menos para eles mesmos.

Além dessas considerações, há o fator da energia que permeia tudo e todos os envolvidos. Será que existe uma noção exata da amplitude da energia emitida? E qual será o retorno dessa energia?

Parece fácil? Não, certamente não o é, mas é possível iniciar uma avaliação. Muitos precisam de ajuda para chegar lá.  Empenham-se num trabalho árduo buscando autoconhecimento e, ao conhecerem suas possibilidades as expandem para os que os cercam, abrindo novos rumos e direções.

Este é um trabalho único e definitivo? Não; necessita de constante atenção e transformação a cada passo, mas com conhecimento e consciência de seu potencial e de suas possibilidades, assim como do plano de crescimento que o Universo disponibiliza a todas as individualizações, o objetivo pode e deve ser alcançado.

Desculpem-me os ortodoxos, mas além da ciência ou da crença, há um padrão onde tudo está em conexão permanente, com infinitas sincronias, permitindo que a harmonia se estabeleça.

Não basta o conhecimento do Codex, com suas sábias Leis, nem a repetição da poderosa frase “Seja Luz”, se não utilizarmos o foco dessas poderosas Leis e dessa infinita Luz no sentido de transformar os nossos padrões de entendimento e de expansão.

Devemos sempre nos lembrar de que pouco importa ter muita luz ou ser apenas um farol, um farolete, ou uma lanterna, se não temos um foco a iluminar e, especialmente, se não temos consciência dessa luz.

Acima dessas considerações, não nos esqueçamos de que o único foco sobre o qual temos total e amplo domínio e poder transformador somos nós mesmos.

Que os nossos olhos e ouvidos se abram não apenas para emitir, mas também para acolher, reter e transformar!

Seja farol, SEJA LUZ!

Matérias em sites e blogs

Eduardo Shinyashiki

EDUCAÇÃO: O PODER DE TRANFORMAR VIDAS. A educação, em todos os seus sentidos, forma e transforma vidas. A escola tem a importante e árdua tarefa de orientar os ...

Você tem que ver isso!

Gramo / Yssane Gayet / El Poder de Transformar el Arte

La artista plástica Yssane Gayet nos contó de los emprendimientos artísticos de la zona del Lago Ypacaraí. El arte como herramienta de identidad y progreso.

5 Comments
  1. Muuuito bom, Iara querida! 👋👋👋👋👋 Gratidão!!!

  2. Reply
    Janice valeria Pedro 22/04/2016 at 6:22 PM

    Fluente, profundo e verdadeiro Iara…visivel tua transformação, lindo.
    Processo de desenvolvimento em franco amadurecimento.
    Corajoso!
    Sou fã numero 1!
    Estágios diferentes, ritmos diferentes, pluralidade da nossa existência neste aqui e agora, seguimos juntos, formando este magnífico mosaico que chamamos de vida.
    Bom te-la por perto neste espaço de tempo.
    Abraços.

  3. Nossa… arrasou Iara. Mais claro e transparente que esse artigo impossível, você escreveu como profissional que é, mas acima de tudo como uma das pessoas mais amorosas que já conheci nesta existência, sou muito grata a Fonte por proporcionar essas lições através de pessoas tão dedicadas e comprometidas.. Gratidão imensa!!

  4. Foco …sempre..bom lembrar..grata..!!!

  5. Reply
    Cláudia Sampaio 25/04/2016 at 5:00 PM

    Iara, precisei ler seu artigo umas 3 vezes (e precisarei reler ainda mais). No primeiro, minha reatividade foi evidente. Sua reflexão calou-me fundo, a ponto de ouvir meu próprio vazio. Sinceramente, cada vez que o li, senti algo diferente, no nível da resistência que impus a minha compreensão. Toda a vez, que um texto alcança este nível, sabemos que o potencial de ruptura com nossas ilusões e máscaras é grande, mesmo que isto, seja bastante perturbador, é igualmente, libertador. Como você colocou: “Não basta o conhecimento do Codex, com suas sábias Leis, nem a repetição da poderosa frase “Seja Luz”, se não utilizarmos o foco dessas poderosas Leis e dessa infinita Luz no sentido de transformar os nossos padrões de entendimento e de expansão.” Não basta mesmo, e o trabalho nem bem começou (ao menos para mim). Gratidão pelo incentivo. ❤ Seu artigo me lembrou de uma imagem: “A luz só penetra onde houver transparência.” Beijo. https://www.facebook.com/LuadeProverbia/photos/a.337496852950807.87022.337459849621174/1064788646888287/?type=3&theater

Leave a reply

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Unaversidade