O Pão Nosso de Cada Dia nos Dai Hoje

GRUPO 3 - INÍCIO EM 10 de Novembro de 2018 Vivência inédita ministrada pelo Grupo Era de Cristal e Unaversidade, com objetivo de transformação ...

Todo 16 de Outubro é o Dia Mundial da Alimentação, “(…) que teve início em 1981, é atualmente celebrado em mais de 150 países como uma importante data para consciencializar a opinião pública sobre questões relativas à nutrição e à alimentação.”¹

O dia existe porque mais de 870 milhões de pessoas, no mundo², se encontram em situação de insegurança alimentar, que quer dizer, especificamente, que ou não sabem o quê e quando comerão novamente, ou se alimentam tão pobremente, em termos de nutrientes, que não mantém o padrão de saúde. Dessas, 106 milhões em estado 3, ou gravíssimo, que marca o seguinte dilema: ou há uma próxima refeição, juntamente com cuidados médicos, ou a morte é certa.

Insegurança alimentar, um nome bonito para FOME é consequência de ROUBO. Não furto, roubo mesmo, o delito que tipifica dano físico à vítima. O bem em questão é a vida que fica muito prejudicada quando o roubo ocorre.

Nem sempre o agente causador do roubo é descoberto, mas normalmente, estamos falando de gestores públicos, de políticas internacionais, de desvio de verba, de propinas, de caixinhas, de acertos entre nações, de controle populacional, de escolhas egoístas, de escravidão – seja para usos comerciais, seja pelo estado – de tudo o que cai na conta da Teoria da Conspiração, termo usado para marcar a ferro quente aqueles que saíram da caixinha e começam a ver a realidade nua e crua, horrível, sinistra, dual.

O alimento sempre foi a tônica da humanidade. Somos essa civilização porque nos concentramos em comer, mais e melhor. Saímos do estado dito “primitivo” para domesticar a natureza ao redor e criar mais alimento, coletivamente. Não funcionou. Num planeta com 8 bilhões de humanos catalogados e 12 bilhões estimados por outras fontes, não há alimento suficiente nos moldes propostos, que incluem que se pague por eles e nem sempre se trabalhe por eles. É bastante diferente analisar a situação quando se fala de comunidades que plantam e não obtém uma boa colheita e comparar isso aos bilhares que não plantam, mas querem obter o recurso dos que o fazem.

Todo dinheiro do mundo não torna nossos desertos férteis, nossos mares potáveis e nossas montanhas acessíveis. Nem reverte o ciclo natural das estações, ou faz nascer, espontaneamente, cocos em macieiras.

“Sim, estamos trabalhando para isso”, diz a tecnologia.

“Não, não deveríamos”, diz o bom senso.

O planeta, com todos os seus habitantes, sejam quantos forem, é mais do que suficiente para nos abrigar com fartura. A estrutura permite a vida e não se trata de diminuir o número de humanos, mas sim, de entender como é que a natureza funciona e estar ao lado dela, não contra ela.

O Paraíso pensado para humanos está disponível desde que aparecemos por aqui e continua Paraíso para as espécies que não foram manipuladas pelo homem. Há um equilíbrio perfeito entre necessidade e consumo, desde que não se mexa em nada. Não acredita? Pergunte a uma bactéria ou a um texugo se eles consomem mais do que precisam!

E isso me leva à oração do Mestre Jesus, na parte ” O pão nosso de cada dia nos dai hoje”. Bem interessante que não esteja no plural… Não é “uma cesta de pães nos dai para o mês inteiro porque tenho preguiça de ir buscar todo dia”. E o pão é “nosso”, a nossa medida, o necessário para cada um…

No tempo de Jesus já se vendia pães. Considerando que na Parábola dos Pães e Peixes o discípulo disse que seria preciso 200 denários para alimentar 5 mil homens (0,04 denário para cada pessoa) e um denário era equivalente a um dia de trabalho (31,00, arredondando pelo salário mínimo atual), com R$ 1,24 um homem comia pão e peixe, a se fartar, para o dia todo, usando o termo “alimentar” como nutrir perfeitamente.

A segurança alimentar de que o planeta precisa é o resultado da fórmula simples:

USAR OS RECURSOS EXISTENTES + NA MEDIDA NECESSÁRIA + NO AGORA

É de “pão” que se precisa,

É grão amassado com água, não qualquer outra coisa…

É até a fome passar, não por prazer apenas…

É para aquela refeição, sem estocar…

O papo sobre a relação do pão que alimenta o corpo com o pão citado amplamente por Jesus e é alimento para a alma, fica para um próximo artigo. Acho essa insegurança alimentar energética – a falta de fé, de compreensão, de entendimento, o comércio de almas, os gurus mercadores, os que roubam seu direito à filiação e ao acesso a tudo que existe – muito mais séria, até, porque influencia inclusive na falta de comida objetiva.

Posso ouvir nitidamente Jesus falando comigo e me dando a amorosa lição do Dia Mundial da Alimentação:

“Por enquanto, come e dá de comer repartindo o teu pão. Nem todos o têm neste agora e é imperativo compartilhar. Escolhe por ter para apenas hoje e se possível, colabora para isso com teu trabalho. Teu denário é mais que suficiente e pensa, finalmente, se tu mesma roubas… Se não o pão do corpo, o pão da alma. Podes fazer isso?”

Sim, Mestre, posso. Gratidão.

Seja Luz!

O Pão Nosso de Cada Dia nos Dai Hoje

Blog do Magno – janeiro de 2017 – http://blogdomagno.com.br/ver_post.php?id=171230

9 Comments
  1. Lendo o artigo veio à minha mente um video que assisti ontem, onde o Daciolo aparece em sua igreja junto a vários pastores pedindo que apenas naquele dia tudo o que fosse arrecadado dos fiéis fosse repartido igualmente entre os fiéis. Os pastores estavam bem reticentes…

    Outra coisa que lembrei foi de um curso gratuito no Descola sobre Economia Colaborativa, onde a professora (me esqueci o nome da moça), explicava que a premissa básica da economia tradicional é: “os recursos são escassos, portanto não tem pra todo mundo”.
    E ela seguia dizendo que o erro já está na primeira parte da premissa, pois os recursos não são escassos, portanto tem para todo mundo!
    O que se torna escasso na economia tradicional é o acesso aos recursos, já que se se acredita que são escassos, então não é possível repartir, compartilhar, e quanto antes você conseguir os seus (e estocar), mais esperto você é…
    Triste.
    Mas, existe uma esperança! Pois tem pra todo mundo, se tivermos a visão do compartilhamento.
    Basta cada vez mais pessoas tomarem consciência do engano na premissa básica, ficando… longe do medo e perto do Amor! Agindo a partir dessa base.
    Codex, seu danadinho… ❤
    Lindo artigo!
    Gratidão, Ale!

    • Pois é, Joana. A cada dia, não é só do pão nosso que precisamos, não… É da consciência nossa e da opção nossa de iluminar as mentes e corações, por todos os caminhos. Enquanto as premissas certas estiverem distantes de quem controla o jogo – políticos, economistas, gestores, líderes mundiais – a batalha continuará, cada vez mais feroz.
      Vmaois trabalhando, passo a passo. A gente chega lá sim!
      Gratidão!
      Alê Barello

  2. Que lindo Alexandra. Bendita sejais! Gratidão, gratidão, gratidão!

  3. Reply
    Zeneide Batista 16/10/2018 at 4:45 PM

    Mais claro que isso impossível, realmente há equilíbrio , desde que não se mexa em nada… no momento nos resta o trabalho de formiguinha, para ir aos poucos mudando padrões e medo da escassez lembrando quem somos e que compartilhar se faz necessário.
    “O Paraíso pensado para humanos está disponível desde que aparecemos por aqui e continua Paraíso para as espécies que não foram manipuladas pelo homem. Há um equilíbrio perfeito entre necessidade e consumo, desde que não se mexa em nada. “……

  4. Lindo artigo!
    Gratidão, Alê, por permitir tanta reflexão!
    Repartir o pão, literalmente, permitiria uma compreensão da necessidade justa.
    Quanta sobra e desperdício seriam evitados.
    Quanta vida seria resgatada.
    Quanto comprometimento seria despertado.
    Enquanto uns sonham com a vida confortável desejada, esquecendo de considerar tudo que já têm,
    Outros apenas gostariam de ter direito a uma vida digna.
    Enquanto alguns se martirizam em manter seus impérios pessoais, acumulando o que nunca utilizarão,
    Outros recolhem avidamente as migalhas que lhes são atiradas.
    Independente de sistema econômico,
    De regime social ou político,
    De interesses nacionais ou internacionais,
    O que mantém essa miséria
    É a cegueira da compreensão,
    É a tirania da prepotência,
    É a ausência de empatia…
    Que os corações despertos
    Possam acordar os sentimentos, adormecidos ou anestesiados,
    Fazendo com que cada um
    Se comprometa em honestamente
    Conseguir, repartir, doar e,
    Consequentemente, multiplicar
    Os dons, as bênçãos,
    O PÃO NOSSO DE CADA DIA!

  5. Reply
    Mirtes Ferreira Pegorer 16/10/2018 at 8:43 PM

    Uau,grata por mostrar o tema alimentação de uma forma sobre a qual nunca refleti,embora faça por intuicao talvez,um combate forte ao desperdício aqui em casa, um reaproveitamento de tudo que é possível, alimentando uma composteira com o que não dá pra usar mesmo e utizando a abençoada terra gerada para produzir mais alguns alimentos no jardim,e o pouco que sobra no prato ou na panela, alimento para animais da rua.Enfim ainda há muito que é possível melhorar nessa relação diária com o alimento,e grata a Iara,por completar de forma maravilhosa o assunto.🌱

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