O Outro e Você: a vulnerabilidade nas relações

Vulnerabilidade nas relações

Ilustração: Gisele Caldas

Pensando aqui na vulnerabilidade em que nos encontramos diante dos relacionamentos em nosso dia a dia, me recordo de quando iniciei a leitura do CODEX e passei a avaliar as minhas atitudes.

Como eu agia? Como eu me relacionava com aqueles que faziam parte da minha vida: amigos, familiares, e até com as pessoas novas que eu estava encontrando?

Há tempos – aliás muito tempo, eu costumava observar como se relacionavam as outras pessoas. Não sei se foi porque tive poucas oportunidades de um relacionamento à dois, então eu percebia a dificuldade com que os “casais” se deparavam e quantas vezes se perdiam – inclusive de si mesmos.

Recordo-me de como fomos criados para casar, ter filhos e constituir família. Era um padrão – como ainda acontece hoje em dia, que deveria ser seguido. Ai de quem não se casasse, especialmente as mulheres: ficariam “encalhadas”, “prá titia”, e tantos outros “adjetivos” que denegriam a sua imagem e até fazendo-as acreditar que jamais encontrariam a felicidade.

Quantos de nós, na ânsia pela busca da felicidade no outro, buscam relações dos sonhos – com príncipes e por que não princesas? E quando algo não dá certo, tudo vira um pesadelo.

E quantos casais, que vivem há anos juntos, percebem que nem sequer se conhecem?

São muitas as situações que percebemos ao nosso redor, com as pessoas que convivemos e que não existe fórmula para que resolvam suas pendências relacionais.

Quando parámos de apontar o dedo ao outro, acusando e enfatizando a sua fragilidade ou até seus defeitos, por que não conseguimos nos colocar em seu lugar?

Cada um de nós, com sua história nesta existência – e em tantas outras nas diversas dimensões, traz um conteúdo de dores, mágoas e ressentimentos, e que só agora – para os que já despertaram, conseguem identificar as causas, e, então, aperfeiçoando o seu conhecimento e clareando sua mente e seu coração, começam a ressignificar tantos mal entendidos.

Isso sem falarmos das relações “solitárias”: aquelas individualizações – como eu por exemplo, que estão “sozinhas”, pelas circunstâncias da vida ou por opção. Estas, até que entendam que é necessário também saber relacionar-se consigo mesmo, pode viver sua existência inteira numa batalha interna.

Ainda bem que a Fonte nos “dá todas as possibilidades para o nosso pleno desenvolvimento” – Lei Universal, e ainda o tempo para despertar e relembrar a verdadeira realidade que é a vida.

Na premissa do amor – trazida pelo CODEX, temos: “Colocar o bem estar, a ocupação e os sentimentos para com os outros, acima do eu. Negar a existência do mal no mundo e não resistir. O amor segue o curso da menor resistência.”

A lei do Amor nos diz claramente que cada um se ocupe do outro, tanto em termos de sentimento quanto do bem estar, ou seja, “colocar-se no lugar do outro.”

E você que me acompanha nesta reflexão? Como está agindo com o seu próximo?

Quando conseguirmos compreender-nos como individualizações, que somos partes de um Todo, enxergando o outro e seguindo o “curso da menor resistência”, onde “um privilegia o outro e acontece a reciprocidade, entrelaçando-se na relação de amor e colocando o outro acima do eu”.

Preste atenção nas suas atitudes e saberá se seu discurso combina com suas ações.

SEJA LUZ!

6 Comments
  1. Nossa é tudo assim mesmo…
    .Observar,sentir, se colocar no lugar do outro.
    Aceitar, entender,compreender.
    Estou já um tempinho fazendo isso.
    Somos todos um.
    Lindo texto Alê.
    Gratidão.

  2. Excelente!!!
    A base da autodescoberta: “Preste atenção suas atitudes e saberá se seu discurso combina com suas ações.”, mas tem que ser com olhos de ver, porque as vezes enganamos a nós mesmos.
    Adorei suas reflexões, comungo as, na minha “unicidade”. Ser só e ser todos.

  3. Sim, Fatima , dificil viver a dois , diferente de voce ,vive tres relacionamentos longos e cada um com seu tipo , acho que ainda vivencio o mesmo defeito , a dificuldade de aceitar os defeitos do outro, isto me leva a stress as vezes , mas adoro viver a dois , apesar de ser bem mais dificil , pois vc abdica de ser tanta coisa, tive uma experiencia de ficar sozinha durante 5 anos , foi muito compensador profissionalmente , mas eu nao aguentei , me senti muito so. Hoje nada e facil , mas o AMOR compensa tudo e apos o autoconhecimento tudo ficou mais leve , e consigo viver melhor a dois. Gratidao, Texto no dia e hora certa.

  4. Fátima, que linda sua reflexão. “Ainda bem que a Fonte nos “dá todas as possibilidades para o nosso pleno desenvolvimento” – Lei Universal, e ainda o tempo para despertar e relembrar a verdadeira realidade que é a vida.” Perfeito gratidão.

  5. Gisele mais uma gratidão!!

  6. Querida Fátima, grata por sua sabedoria e pelo belíssimo artigo. O mais difícil nem sempre é se relacionar com os outros, mas aceitar a sua própria alma!
    Gisele, seu coração está em minha mão!
    Grata, meninas!

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