Nós, as peneiras

peneira2Tem coisa mais chata do que lavar peneira?

Se você ainda não tentou, recomendo que faça já a experiência!

O que acontece é muito simples: há uma técnica específica para se retirar a sujeira de uma peneira recém-usada e outra, mais elaborada, se você a deixou de lado e aquilo que foi peneirado já está lá há muito tempo…

Primeiro, é preciso certificar-se de que na peneira ficou aquilo que você queria.

Queria, ou não queria?

Pois é! Peneirar pode ser tanto guardar um precioso conteúdo na malha, quanto deixar lá apenas o lixo e acondicionar seu tesouro em outro recipiente.

Assim, quando dizemos que algo “não passou na nossa peneira”, temos que verificar se dentro dela não está o mais importante, ou qual era o parâmetro, se é que tínhamos um, porque sem um objetivo inicial, entramos diretamente no terreno do julgamento e não se trata disso, mas de seleção.

Depois de termos estabelecido o parâmetro e ficado com o que queríamos, é hora de liberarmos espaço e higienizarmos nossa peneira e é aqui que a coisa complica…

Abra a torneira e tente lavá-la… Não funciona! A água, correspondente de nossas emoções, passa por entre os espaços e nada sai dali. Uma peneira não transborda, peneira sempre, ou seja: depois que acabamos a seleção, ela continua; vira uma segunda triagem, ainda estamos no processo de selecionar, mesmo sem consciência disso.

Para que possamos ter êxito, só há uma solução: virar a peneira, com umas batidinhas em uma superfície rígida e descartar o conteúdo. O que sobrar nas fibras da trama necessita agora de ação, milimétrica e minuciosa, ou ainda estaremos peneirando.

Mas e se nos esquecermos de lavar nossa peneira e deixarmos para depois?

Hummm…. aí, teremos um trabalhão!

O que acontece em nossas vidas neste momento atual é semelhante ao processo de seleção e limpeza das peneiras.

Durante muito tempo usamos o padrão de separar: eu aqui, eles lá; o que me serve, o que não me serve; para os outros e para mim e assim por diante.

Neste agora contínuo temos que reavaliar.

Se vamos continuar peneirando?

Mas é claro! E com aporte da transparência. Fica absolutamente claro o que é genuíno e o que é golpe. Sabemos exatamente quando alguém nos convida para uma cocriação ou quando é um desonesto “vou te usar para os meus propósitos”. Ouvimos as palavras fora de rotação de quem torce o Codex para que abrigue seu próprio ego. Está na cara o que nos serve e o que não faz mais parte de nossa caixinha de desejos. E sabe por quê?

Porque depois da Transição, nós somos as peneiras e os recipientes.

Temos que nos lavar da tralha e do lixo do passado, sem desconsiderar o que nunca nos serviu, ou seja: não precisamos passar pelas mesmas experiências novamente. Já o fizemos. Mas podemos olhar isso de outro modo.

Talvez tenhamos que pensar em excelência. Temos que aumentar nossa trama e deixar mais coisas passarem ou, de outra forma, podemos “apertar” os critérios e não nos sujeitarmos às pequenas sujeiras?

Tanto faz! O que quer que funcione para a nossa vida, felicidade e harmonia.

Agora, o mais importante, preste atenção: se você não liberar o resíduo de sua peneira, não conseguirá filtrar mais nada adequadamente.

O conteúdo que sobra afeta sempre o que vem depois. Começou com as sementes de maracujá, evoluiu para um chá de camomila e terminou com um os grãos de trigo para um pão integral. Seu resultado, sem a limpeza é um pão com sabor de maracujá e camomila.

Sem nos livrarmos das ideias anteriores, fica difícil nos abrirmos para o novo.

Eu podia não gostar de algo quando tinha 14 anos. Mas e agora? Posso me presentear com a possibilidade de experimentar? Quem peneirou anteriormente, por mim? Era a peneira da minha mãe, da minha turma, da minha escola, dos meus companheiros afetivos, do meu partido, da sociedade, da cultura?

Não é mais momento de negarmos que os acessórios externos são obsoletos: sou eu quem filtro, seleciono e escolho o que me serve.

O Novo Ciclo pede que sejamos inteiros.

Os novos tempos precisam de nossa confiança em nós mesmos.

O Universo espera de cada um de nós, apenas o que podemos fazer: o máximo de nosso potencial.

Vá em frente e jogue o lixo fora, ou aquilo que é melhor não poderá chegar.

Seja Luz!

Comments

  1. Rô Sánchez

    Gratidão, Alê querida! Sim, temos que jogar fora todo o lixo do passado (EGO, com tudo o que está contido nele), para dar espaço a Nova Era de LUZ!!! Grande abraço!

  2. Rosana Ramires

    A delicadeza de um carinho amoroso com a precisão da incisão de um bisturi. Assim é o seu ensinamento. Atingindo sempre o ponto que deve ser tocado. Obrigada minha linda. Beijos de muita luz.

  3. Fátima Pedro

    Perfeito, Alê….

    Cuidemos de ‘lavar” bem nossa peneira, depois de deixarmos ir aquilo que não nos serve mais e guardarmos tudo o que nos completa e faz sentido nesta linda caminhada cristalina.

    Grata! Como é bom sabermos distinguir o que me serve e o que não faz mais sentido para mim. 😉

  4. Cristina Haas

    A gratidão e alegria desta permissão de Encontro Unaversidade e Codex, pois neste trilhar meu tem sido a o farol me afirmado sintonia c o Caminho e o Tempo;
    A paz interior é contrastante c a mente, mas tenho claro, já foi muito mais difícil e solitário. SIM, gratidão e alegria.
    Seja Luz!