A noção de cidadania aumentou e agora abrange o planeta…

Ilustração: Gisele Caldas

Ilustração: Gisele Caldas

A cidadania planetária é um tema bastante abrangente e que precisa ser abordado em seus diferentes aspectos e com a seriedade que ele merece, por atingir todas as formas de existência.

Apesar do conceito de cidadania ser muito antigo, quando falamos especificamente em cidadania planetária o assunto muda de figura. Estamos em uma nova fase de assimilação e tratamento dessas antigas definições e, para isso, precisamos abrir as nossas mentes ao novo e ao amplo.

Se partirmos do pressuposto que esse tipo de cidadania percebe o planeta todo como uma única comunidade, devemos considerar que os interesses individuais e de cada nação também devem estar englobados em um só pensamento e funcionando como uma sociedade mundial.

Em sua origem, o termo cidadania vem do latim civitas e significa cidade, o que por si só já constata a divisão cultural, política e geográfica dos diversos lugares.

Os deveres e direitos mútuos estabelecidos entre a cidade e seus cidadãos variam, mas em geral sugerem o respeito e o cumprimento desse acordo visando o equilíbrio.

Apesar das normas estarem cada vez mais parecidas e difundidas no planeta, devido ao intercâmbio de informações e as necessidades econômicas globais, elas ainda não são representativas de um compromisso em relação ao planeta Terra, especificamente.

Ao falamos em cidadania planetária devemos considerar algo mais profundo do que o simples fato da manutenção da vida em termos de sobrevivência física.

Os nossos direitos e deveres em relação ao planeta abrangem uma extensão bem maior do que acreditamos e do que os nossos olhos físicos podem distinguir.

Claro é que devemos salvaguardar o equilíbrio do nosso ecossistema planetário, mas precisamos considerar o fato de que fazemos parte do conjunto de sistemas que compõe o Universo tal como o conhecemos, sendo ele um espaço em expansão e ainda englobando múltiplas dimensões, que formariam universos coexistentes e intercomunicativos.

A ficção nos auxilia a imaginar outras possibilidades de vida que habitariam, física ou dimensionalmente, esse incrível Universo. Mas enquanto cidadãos de um estágio planetário terrestre, qual seria o nosso posicionamento se nos deparássemos com esses outros seres?

Além dos livros e dos filmes, alguma vez nos propusemos a pensar em uma cidadania Universal? Qual a nossa atuação enquanto cidadãos do planeta Terra? Estamos desenvolvendo todo o nosso potencial de cidadania aqui? Já praticamos adequadamente o respeito e a tolerância pela diversidade?

Mais uma vez vou bater na mesma tecla de sempre. Apesar de repetitiva ela é necessária para o nosso exercício diário de compromisso com o desenvolvimento de nossos potenciais.

Terminou a época em que não precisávamos fazer qualquer esforço próprio, no sentido do crescimento, e deixávamos essa incumbência aos “deuses”, à “natureza”, aos “mestres”, aos “iluminados”, etc. E isto em todos os campos em que vivemos e atuamos, sejam eles filosóficos, religiosos, políticos, econômicos, familiares, sociais, acadêmicos, científicos, e vai por aí afora…

Hoje há a necessidade de trabalho, de entendimento, de disciplina e de busca constantes, que nos impelem a sair da zona de conforto e procurar a compreensão além do que já é estabelecido e que conhecemos imediatamente.

Se ainda estamos ligados a antigas definições, quando nos deparamos com algo mais complexo e que requer uma reflexão ou uma mudança de comportamento, nossa primeira atitude é recusarmos a informação, preferindo caminhar por rotas mais aprazíveis, onde as palavras bonitas e bem elaboradas vão ao encontro de nossas expectativas imediatas.

É comum deixar para mais tarde, para outra ocasião ou simplesmente abandonar o assunto quando sentimos o indício de um esforço iminente.

Só que não! Agora acabou o recreio e já comemos o lanche! Começa o momento do estudo para a prova.

Estamos colocando em prática, no nosso dia a dia, as bases propostas no Codex? Estamos cientes da Lei Universal? Estamos agindo em conformidade com a Lei da Reconciliação?

Temos muitas limitações e trabalhar conscientemente para superá-las já é um bom começo.

Todo e qualquer esforço vale a pena, quando o objetivo ultrapassa a barreira do que simplesmente podemos fazer, para alcançar o compromisso de diminuir as diferenças e aumentar as semelhanças, uma das regras básicas para o exercício pleno da cidadania planetária!

Seja Luz!

# Falei! 😀

8 Comments
  1. Uau….falou e falou muito bem Iara, gratidão por esse chamado amoroso,mas firme, para que possamos falar e agir em conformidade com o novo tempo. Era da transparência, agora!

    • Zeneide querida, reflexão perfeita: transparência e coerência são essenciais neste momento. Gratidão imensa!

  2. Ai sim, heim? Falou e disse. Chega de só olhar e não enxergar o que é tão óbvio. Aiaiai #vamuqurvamu ! <3 Gratidão!

  3. Verdade. Gratidão pela reflexão, Iara. Viver a cidadania, agindo com base nas Premissas e Leis do Codex, especialmente o Decreto da Reconciliação. É um desafio para todos, mas #bem_longe _do_medo e com #muito_mais_amor chegaremos lá ♡

    • Cláudia querida, força, paciência e disciplina para insistir no desenvolvimento dos potenciais. Beijos de gratidão!

  4. Reply
    Monica Moreira Pereira 11/11/2014 at 12:07 PM

    ” Todo e qualquer esforço vale a pena, quando o objetivo ultrapassa a barreira do que simplesmente podemos fazer, para alcançar o compromisso de diminuir as diferenças e aumentar as semelhanças, uma das regras básicas para o exercício pleno da cidadania planetária! ”
    Iara querida , disse tudo, Há uma grande diferença das pessoas que ficam num mesmo lugar , que seria a zona de conforto , e das pessoas que moram em outras cidades e países , Lá fora , no exterior voce experimenta tantos sentimentos diferentes , que muitos imigrantes adoecem , a zona é de desconforto o tempo inteiro , até que um dia vc sonha que voltou ao país de origem, o panico se instala em sua mente ,porque você não quer voltar ,a partir dali, aquele país adotado virou sua zona de conforto e vc encara tudo , os preconceitos ,a lingua , as pessoas como uma parte de vc , você vira cidadão do mundo, da Terra . Penso que o processo interplanetário será o mesmo, teremos nossa fase de adaptação e dificuldades ,mas depois aprenderemos a amar o desconhecido . Gratidão pela reflexão. Seja Luz.

    • Pois é, querida Monica. Só quando enfrentamos desafios é saímos para a vida e crescemos. Beijos de gratidão pelo seu depoimento tão alinhado!

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