Mudanças anunciadas

passeata

Por Iara Bichara

No ano passado, quando começamos a falar sobre migração da Kundalini da Terra para a América do Sul e as modificações decorrentes, que seriam notadas durante o Novo Ciclo energético do planeta, muitos dos que participavam das palestras se preocupavam exclusivamente com o final do Ciclo anterior e anteviam apenas a possibilidade, divulgada exaustivamente através de todos os meios de comunicação, de que seria o “fim do mundo”.

Nossa grande preocupação  — ou, melhor dizendo, ocupação — era conscientizar os participantes de que deveriam manter a serenidade, focando sempre a LUZ e consolidando uma atitude de aceitação e disposição para realizar essas mudanças, tanto internas quanto externas.

O mundo não acabou, mas o Ciclo que se encerrou levou consigo uma série de conceitos ultrapassados e limitadores.

Assim que encerramos os nossos encontros, em 15 de Dezembro de 2012, nos direcionamos a divulgar o Codex, para que todos pudessem ter acesso às “Leis de Conduta” que regerão os próximos 13 mil anos. Sabíamos, desde o início, que o trabalho não seria fácil, nem compreendido imediatamente.

Os orientadores, na sua sabedoria, haviam nos presenteado, não só com as Leis da Consciência Cósmica, mas acima de tudo, com um verdadeiro manual de sobrevivência na selva desta humanidade desorientada frente ao novo e às responsabilidades que deveriam ser assumidas.

Durante o período que essa migração levou para ser concretizada, ficamos sem a energia do planeta e nos acostumamos a um ritmo mais lento, porém mais estressante, já que quase tudo nos era indiferente e sem motivação.

Ficamos todo esse tempo como que anestesiados, o que não deixou de ser favorável, pois imaginem se, além de não termos a energia da Terra, ainda tivéssemos que esgotar o pouco daquela que nos sobrara! Refiro-me, especialmente, às pessoas que hoje têm mais de 25/30 anos, que nasceram antes do início da migração da Kundalini e que ainda receberam a influência dessa energia.

Os que nasceram durante o período de migração — de 1985 em diante — apresentavam um comportamento muitas vezes incompreendido pelos demais. Eles se voltaram para as novidades tecnológicas e, com isso, praticamente obrigaram os mais velhos a se inteirarem dos novos mecanismos disponíveis. Para manter uma relativa convivência, foi preciso aprender a usar os equipamentos dos mais jovens e acabamos por gostar também da brincadeira, tanto no sentido lúdico da palavra, quanto objetivamente. Começamos com os fones de ouvido, passamos para os jogos, depois para os computadores, os celulares e tudo o mais que veio em seguida.

Todo esse processo foi necessário para que chegássemos aos dias de hoje.

No Ciclo anterior nos habituamos a andar por caminhos já trilhados, a pedir orientação externa para resolver questões internas, a repetir situações por simples comodidade, a não questionar a veracidade de fatos e pessoas, enfim, a seguir a lei do mais fácil, ou do mais cômodo.

Este Novo Ciclo é caracterizado pelo trabalho contínuo, pelo questionamento em busca do crescimento e, sobre tudo, pela aceitação de que não há completude, nem plenitude, pois a transformação é constante.

Os acontecimentos que estamos vivenciando nestes últimos dias nos mostram que as transformações estão aí e que chegaram muito rapidamente.

Nossa recomendação ainda é a mesma do final do ano passado: não colocar o foco de atenção no medo e sim, na Luz, na Verdade e no Amor.

Mais do que nunca, a leitura do Codex se faz necessária, especialmente no que diz respeito à Lei da Autoridade, à Lei da Credibilidade, à Lei da Coletividade, à Lei da Essência e à Lei da Completude.

Dentro do nosso Espaço do Coração é importante que coloquemos todas as nossas indagações e questionamentos, trabalhando carinhosamente com o objetivo de vislumbrar a verdade e a melhor postura a adotar, assumindo a condição de agente de nossa própria mudança e não, de simples objeto de uma situação.

Liguem os seus faróis luminosos e caminhem com a certeza de que a Verdade e o Amor sempre prevalecerão.

SEJA LUZ!

Adendo, por Ale Barello

Fico até com vergonha de interferir num texto tão maravilhoso e esclarecedor, mas senti o impulso de usar mais um pouquinho de espaço para abordar uma questão que sempre vem à tona e quase nunca é possível falar dela, sem um longo histórico!

Quando as pessoas colocam termos como “crianças índigo”, “crianças cristal”, etc, baseiam-se no pensamento de dois autores americanos, especificamente, que abordam e separam algumas individualizações, ressaltando características diferentes e intrigantes.

Sempre nos foi colocado por nossos orientadores que o Universo não age como seus habitantes!

É lógico que haverá pessoas muito à frente de seu tempo, com idéias nunca vistas e propostas que modificam paradigmas, coletivamente. Não me refiro a estas, mas sim, ao erro decorrente de se ver em algumas crianças, apenas, características diferenciadas.

Quando as diretrizes de evolução chegam — e foram inúmeras vezes, em todos os Ciclos — toda uma geração chega ao planeta com características diferentes! Não é uma, dentre milhares, que é “índigo”, ou “cristal”… são todas! Se elas não se revelam, a influência é tanto da família, quanto da sociedade, que esmaga potenciais e descobertas, pensamentos e propostas, propósitos e missões.

Neste momento social, podemos ver exatamente o que acabo de abordar: trata-se mesmo de um grupinho de “cristais” agindo? Claro que não! Mesmo os que nem sabem o que é isso, nem nunca saberão, percebem no dia a dia que os filhos são diferentes… Diferentes em relação ao anterior, um nível acima. Isso não tem a ver com movimentos sociais. É relativo aos movimentos evolutivos. Inúmeras experiências dão conta de que, com ou sem o auxílio dos mais velhos, crianças de uma determinada geração executam certas ações, sem aparente conhecimento anterior, ou seja: ninguém ensinou, eles nascem “sabendo”.

É hora de unificar: “Aumentar semelhanças e diminuir diferenças”, é o que diz o decreto do Codex. O Universo não trabalha com “um encarregado de mudar”, porque sabe que esse um — ou essa meia dúzia — pode trilhar o caminho que quiser e colocar em risco os planos gerais, combinados antes de chegarem aqui.

É como se ajustássemos uma viagem a um outro país. Fazemos algumas reuniões entre amigos, combinamos a ida, o roteiro de passeios, a hospedagem e ajustamos que faremos tudo isso, juntos. Mas quando chegamos lá… Um fica com gripe, outro quer andar menos, outro desiste de ir a determinada atração, trocando-a por outra que lhe parece melhor. A viagem vai ser boa mesmo assim, fora do combinado. Voltarão juntos, talvez… Aproveitaram e respeitaram sua vontade de momento e no fim, não há culpa “por não terem ido ao parque”, preferindo “ver o museu”. Pode ser que um dos viajantes, depois de ter chegado em sua casa, e vendo as fotos do amigo de um lugar que ele mesmo não foi, pense: “Que pena, se eu voltar a esse lugar, vou visitar isso também!”…

Que sua estadia nessa existência lhe permita o tempo necessário para cumprir seu roteiro, a energia completa para fazer todos os programas estabelecidos com seu grupo e a alegria perfeita de saber-se participante de uma viagem tão esperada.

Esse é, sem dúvida, o melhor tempo para se estar aqui… até porque, foi você mesmo quem decidiu isso!

Seja Luz e aproveite a viagem!

6 Comments
  1. Texto e adendo maravilhosos! Abração de LUZ para vocês!

  2. Gostei muito, tocante e real.

  3. Reply
    Rosangela Louzeiro 23/06/2013 at 1:56 PM

    Texto bastante escalarecedor.

  4. Reply
    Erci R.P. GAldino 23/06/2013 at 7:40 PM

    Eu suspeitava que essa mudança dos brasileiros vinha através da mudança de ciclo. Novo ciclo, novas atitudes,Fico feliz por ter acertado, acho que minha luzinha interna está captando. Grata.

  5. Reply
    Godila Fernandes 21/06/2015 at 10:11 PM

    Parabéns, lindonas, Iara e Alê!
    Textos maravilhosos de inclusão espiritual.
    Amei a comparação da Alê com uma viagem em grupo,
    porque realmente se sabe que o é, mas não nos damos
    conta das DIFERENÇAS e do RESPEITO que elas merecem.
    Gratidão, meninas! Espetacular!<3

  6. Reply
    maria aparecida basso 21/06/2015 at 10:17 PM

    Belíssimo texto Iara e Ale,sempre digo que o nosso melhor tempo é o aqui e agora .Devemos sempre dar o melhor de nós,com muito amor luz e alegria.Sempre prevalece as nossas escolhas e a maneira que encaramos todas as situações.Portanto SEJA LUZ.

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