Mudanças anunciadas: Tibete

buda

 

“As coisas não são o que parecem ser,

Nem são qualquer outra coisa.”

O Buddha

No dia 15 de dezembro postamos no nosso grupo de discussão do Facebook uma notícia que acirrou ânimos, envolveu dezenas de participantes e iniciou uma discussão extremamente produtiva sobre os primeiros sinais do Novo Ciclo: a destruição planejada da cidade de Lhasa, no Tibete, pelas autoridades chinesas, com finalidade tanto política, quanto comercial.

Para os que chegam agora aqui no nosso site e grupo, talvez uma explicação se faça necessária: a Kundalini da Terra – energia que sustenta o planeta – e que ficou sob a guarda das montanhas do Tibete por 13 mil anos, aproximadamente, migrou daquela região para a Cordilheira dos Andes, ativando-se completamente em fevereiro de 2013, dando início ao Novo Ciclo.

Para compreendermos o fato na totalidade precisamos sair da nossa zona de conforto embasada na dualidade: certo ou errado, oprimidos e opressores, justo e injusto.

Além disso, não há nem como analisar a situação em termos gerais se usarmos o julgamento como parâmetro e com isso, nos esquecermos de que cada fato isolado tem, ao mesmo tempo, repercussão no tempo, mas é, por outro lado, parte de um plano maior e só observando a continuidade deste fio prateado da cronologia, tanto para frente, quanto para trás, que poderemos, quem sabe, entender alguma coisa.

Antes de estar abrigada nas montanhas do Tibete, a Kundalini da Terra era guardada pela Atlântida. Seus sacerdotes e governantes optaram por resistir e perderam a chance de adaptarem-se ao Ciclo recém iniciado. O resultado da resistência foi a destruição de toda a ilha, o que não precisava acontecer em termos práticos.

O Tibete anda exatamente pelo mesmo caminho: pode escolher ficar com o melhor dos dois Ciclos ou resistir, perdendo materialmente o que construíram.

A questão objetiva com o Tibete é política e militar. A invasão da China e comando do governo comunista já dá conta, desde 1950, de balançar as estruturas. O motivo dos chineses? Livrar o Tibete da opressão inglesa… O mundo inteiro envolveu-se na disputa e a hoje, o XIV Lama, nem governa o país do local, está exilado na Índia e não tem como sair de lá e voltar a governar seu povo do Tibete.

Mas a história deste povo é assim, desde o início. Neste agora, vemos uma disputa que tem como foco o controle e pensamos: “Isso é injusto! Vão destruir o que fizeram antes! Não pode acontecer!”. Bem, sempre aconteceu!

Olhando para a história dos tibetanos

lhasa“De acordo com os vestígios arqueológicos encontrados no Tibete, presume-se que seus primeiros habitantes humanos apareceram 10 mil anos aC. No entanto, devido à natureza nômade das tribos do Tibete, não está consolidada até 2.300 anos atrás, quando começam a ter uma presença visível na história da Ásia. É nesse ponto, quando aparece o rei Nyakhri Tsampo, que estabelece uma dinastia militar que se estende do platô tibetano, entre os reinos da China, Índia, Nepal, Birmânia e Butão. A religião Xamânica chamada “Bon”, foi a primeira religião praticada pelos tibetanos antes da chegada do budismo.

Por volta de 100 a.C. uma dinastia militar fixou-se no vale de Yarlung e passou a comandar a região do atual Tibete. O seu governo permaneceu por oito séculos. Por centenas de anos com uma política de investimento em seu poderio bélico, o Tibete atacou povos vizinhos.

Esta política mudou em 617, quando o imperador Songtsen Gampo, 33º rei do Tibete, decidiu assumir uma postura menos agressiva. Seu reinado durou até 701, e seu legado foi imenso: criou o alfabeto tibetano; escreveu e estabeleceu o sistema legal tibetano (baseado no princípio moral no qual se preza a proteção do meio ambiente e da natureza); favoreceu a liberdade da prática do budismo, e construiu vários templos (dentre eles o Jokhang e o Ramoche).

Com este rei, o Tibete alcançou sua expansão máxima, chegando a ter 40 milhões de habitantes e expandindo suas fronteiras até entrar na China e tomar Chang’an (Xian) em 763. O Rei Songtsen Gampo casou-se com duas princesas budistas, uma chinesa e uma indiana. Isso lhe permitiu conheceer ambas as civilizações e também o Budismo Mahayana. O País das Neves, até então um estado feudal (17 feudos), foi convertido por este rei em uma nação mais pacífica. Enviou estudantes para a Índia, onde aprenderam o sânscrito e começaram a traduzir uma vasta literatura budista tibetana. No final do século VIII, o mestre Padmasambhava foi convidado (literalmente, nascido de lótus), também conhecido no Tibete como Guru Rinpoche (Mestre Precioso), para ensinar a filosofia budista. Graças a esses dois personagens, foi introduzido o budismo no Tibete. Os tibetanos consideram Guru Rinpoche como o segundo Buda após Sakyamuni, no ano de 500 aC. O Imperador Trisong Detsen e o mestre Padmasambhava construíram templos como o Jokhang ou Ramoche (ambas em Lhasa, nova capital tibetana), bem como numerosos mosteiros.”

(Fonte do texto citado)

De 1624 até o final do século XIX, o interesse europeu pela região cresceu. Até que a Inglaterra, juntamente com a Índia, estabeleceu uma rota de comércio e firmou-se no local. As invasões britânicas entre 1904 e 1911 terminaram com um tratado – não entre Inglaterra e Tibete, mas entre britânicos e chineses, o que já demonstra que o país estava longe de ser livre. A liberdade aparente aconteceu a partir de 1912, mas nunca de verdade. Até 1951, a paz e autonomia que acontecia no Tibete, estava baseada no fato de que a China estava envolvida em disputas maiores – as grandes guerras e a tomada comunista. Para eles, no entanto, o Tibete era um território que não oferecia perigo e seria reanexado quando a ocasião fosse propícia, plano finalizado com a invasão chinesa em 1951.

O Tibete é uma amostra do mundo

tibetNem no início de sua formação, nem atualmente, o Tibete escapou de disputas.

De modo geral, o Ciclo anterior foi pautado, planetariamente, por guerras e brigas de poder: dividir e conquistar. Nem eles mesmos, ao formar as bases de seu território, deixaram de subjugar, dominar, aterrorizar e destruir outros povos.

Pense em qualquer local geográfico; escolha uma civilização e verá que a sede por poder e espaço é uma constante. Aconteceu com egípcios, maias, incas, gregos, romanos, europeus, africanos, indígenas de todo o planeta e qualquer outro povo não citado. Aconteceu entre diferentes e aconteceu entre iguais, globalmente. A tônica dos 13 mil anos anteriores era essa.

Isso é certo ou errado?

Isso foi assim. Aconteceu desta maneira. Talvez, fosse o caminho mais conhecido e era necessário que o “mundo fosse conquistado”, no sentido de conhecido. As guerras e disputas por território nos deram um mapa e hoje, excetuando-se pouquíssimas regiões, podemos afirmar que o Planeta Terra é conhecido em todas as suas partes.

Se o fim justifica os meios?

Bem, sem preparo e sem condições não há muito o que se fazer, a não ser apelar para o “tradicional”, que nem é o mais fácil, nem o melhor, mas o conhecido. Hoje, com a tecnologia pronta para fazer o trabalho difícil de mapear, não há mais justificativa para atos de tomada de região à força. Um satélite resolve o que uma expedição fazia em anos, ou séculos. O que não pode mais acontecer é o uso das novas ferramentas com velhos propósitos.

A difícil escolha dos Tibetanos

O que os tibetanos têm que definir neste momento é o que levam para o Novo Ciclo: símbolos ou essência.

Aqueles que enxergam a situação da destruição da cidade de Lhasa como o final definitivo de um pensamento, estão bastante longe de entender os fatos.

O budismo é a quarta religião do planeta em número de adeptos e reconhecidamente respeitada pelas filosofias maiores do que ela, numericamente e assim, seria impossível que o desaparecimento de uma cidade representante do pensamento, acabasse com o próprio pensamento! Analisar os fatos por essa ótica é dizer o mesmo que, por exemplo, com a morte de Einstein, extingui-se o legado de Einsten! Isso não é possível nem levando-se em conta a realidade, nem sob os termos da verdade.

Aqui, o que está em jogo são os símbolos e esses sim, podem ser extintos quando o mais importante, a essência, já foi apreendida.

O começo do Novo Ciclo traz um primeiro impasse que se extende para a nossa vida pessoal, com o exemplo de Lhasa: quanto precisamos dos símbolos e quanto tempo, na escala cronológica, vamos resistir e defendê-los?

Um símbolo, por si só, não é bom nem ruim. Representa, quer dizer, mas não é. Apesar de estar na esfera do que entendemos como concreto, é o cúmulo da abstração e isoladamente, não tem função nenhuma, a não ser, trazer para a terceira dimensão algo que já existe, por conta própria, com toda a força e poder.

Neste agora, com as portas do Novo Ciclo abertas, os tibetanos podem levar o mais importante: a essência, ou podem apegar-se aos símbolos, o que os leva a uma escolha delicada e que não depende de nossa anuência, do nosso apoio, ou de nossa indignação e pseudosenso de justiça, porque não se trata do conceito dual de justo/injusto; antes e fundamentalmente, é parte de uma história de 13 mil anos que sempre dependeu de escolhas e enquanto o foco estiver baseado nos velhos padrões – continua sendo a conquista de espaço – não terá solução. Por outro lado, quando para os próprios budistas o propósito maior – o pensamento – é desanexado da noção de posse – o território – vemos o desabrochar maravilhoso da flor de lótus, espalhando-se suavemente pelo mundo, ganhando mentes, corações e locais e fundamentando nas bases da verdade, os propósitos do Amor e da Iluminação budista.

Os primeiros anos do Novo Ciclo e a ruptura do tecido da realidade

socialApesar de termos abordado esse assunto de diferentes formas ao longo de 2013, apenas no mês de dezembro, a partir do encontro presencial em São Paulo, nos dedicamos a explorar as primeiras noções do termo ruptura e de divulgar o que, exaustivamente, nossos comunicadores vêm alertando: nada ficará com a mesma estrutura.

Se Lhasa tivesse símbolos que representassem o budismo e fosse só isso, eles teriam um problema. Mas não têm! É claro que não haveria necessidade alguma de destruírem templos e imagens… Um trabalho lindo, sagrado, de milhares de anos, um patrimônio da humanidade e não só dos tibetanos. O que indiretamente está acontecendo pelas mãos dos chineses é uma alavanca para uma mudança maior. À força, a escolha é colocada na mesa. Os propósitos podem morrer com a destruição dos símbolos ou ficarem mais sólidos, à medida em que, sem eles, podem espalhar-se livremente pelo mundo, levando a cada local distante, a verdade do pensamento. Seria essa a liberdade que os tibetanos sempre quiseram? Ela pode estar com outra roupagem e ser um milagre maior do que o pedido inicialmente?

Sem a Kundalini da Terra no Oriente, a força vai para as pessoas que carregam os pensamentos. Os “símbolos” agora são vivos, andam, se move, se espalham, se misturam.

Difícil, mas possível. Peço que olhe e veja, em 360 graus…

Para que a verdade se apresente o véu da realidade precisa ser rompido e isso tem relação direta com os símbolos. Cai a realidade estabelecida até então e fica a verdade. Sai o símbolo e fica o propósito. Desaparece a bandeira e fica o hino. Isso num nível planetário, social e individual. Dentro de você, a simbologia precisa dar espaço à verdade para que a quinta dimensão exista na realidade, recriando-a. Você não verá nada de novo no tecido que já existe. Estará trocando um conquistador por outro, mas nunca o propósito. Quando eu olho uma questão política com base no Velho Ciclo, penso que “A não pode oprimir B. Que A chegou primeiro que B. Que aquela terra é de A”. É? Se eu escolho entre tibetanos ou chineses, sou obrigada a ver o mundo com os óculos do velho padrão: “tem uma terra e ela é de alguém que estava lá primeiro”. Tem sim uma terra, mas ela de alguém? O “de alguém” é que promove o desconforto. Isso é do Velho Ciclo. Temos que achar outras alternativas e esse é o nosso único papel. Pare, definitivamente, de separar os fatos entre “justo e injusto”, primeiro, porque obrigatoriamente, envolve um julgamento, segundo e mais importante, porque isso é o mote do velho padrão!

Se você está incomodado com Lhasa, espere isso acontecer com algo mais próximo, culturalmente, a você. Você verá isso entre 2014 e 2017, lá longe e no seu país. Então, olhe para essa notícia como uma chamada de “no capítulo anterior…”, do outro lado do mundo. Somos um e isso nos afeta, mesmo que esteja longe. E quando chegar perto, perto demais, do seu lado, você ainda verá do mesmo jeito, ou já pode treinar, neste agora, um olhar abrangente e recheado de compaixão, sem a raiva e o passo torto do julgamento?

Finalizo este artigo que teve apenas o objetivo de ampliar a discussão e nunca, de convencer, com um conceito budista, um dos mais importantes, aquele que passa pela transitoriedade:

“São dois tipos de ensinamento, às vezes no Budismo se diz ensinamento provisório e ensinamento definitivo ou ensinamento relativo e ensinamento absoluto”.

A questão de Lhasa se encontra aí, no definitivo para o Velho Ciclo e no provisório para o Novo.

Que eles saibam escolher.

Seja Luz!

Para saber mais sobre 2014 e 2017

Palestra no Youtube

18 Comments
  1. Reply
    Janice Valeria Pedro 16/12/2013 at 1:05 PM

    É mais do que brilhante…é DIAMANTE! Mais uma vez, APLAUSOS!!!! Sua lucidez é espantosa…quando crescer quero ser assim. Beijos de luz com todo meu amor.

  2. “Um símbolo, por si só, não é bom nem ruim. Representa, quer dizer, mas não é. Apesar de estar na esfera do que entendemos como concreto, é o cúmulo da abstração e isoladamente, não tem função nenhuma, a não ser, trazer para a terceira dimensão algo que já existe, por conta própria, com toda a força e poder.”
    É tudo o que pensei, nada a acrescentar…gratidão, Luz Brilhante! Beijos Alê!

  3. Acredito que neste momento passa a se fortalecer os conceitos e ensinamentos deixados pelos grandes mestres … “Os propósitos podem morrer com a destruição dos símbolos ou ficarem mais sólidos, à medida em que, sem eles, podem espalhar-se livremente pelo mundo, levando a cada local distante, a verdade do pensamento. ” Grata por tão bela aula… Bj

  4. Maravilha, Alê…
    Grata por clarear ainda mais a nossamente. Meu cardíaco pulsa vibrante. Bjks de luz

  5. O Tibet, por milhares de anos cumpriu o papel de ser um cofre… depois, por umas dezenas de anos, cumpriu o papel de disseminar o conteúdo guardado tão preciosamente por tanto tempo. O Sagrado Tibet, nosso amado Himavat, cumpriu lindamente com seu papel, e continuará sendo, eternamente, ainda que virtual, a Terra Sagrada que recebeu e hospedou os Mahatmas no Ciclo Passado. Gratidão Infinita, e que possamos, na nossa vez como anfitriões, cumprir tão honradamente com a tarefa. AUM.

  6. Como sempre, Alê Barello é de uma lucidez espantosa! Se estamos quebrando velhos padrões em nós mesmos, por que o mesmo não aconteceria em lugares distantes?
    Esta quebra, tem que acontecer no planeta inteiro, para que brote a LUZ DA NOVA ERA!!!
    Gratidão pelo lindo texto elucidativo, Alê querida!
    Abração de LUZ!

  7. Foi muito bom ter essa perspectiva histórica na relação com o simbólico; ampliou-se a lente e foi possível acomodar novas imagens. Agradecida!

  8. Reply
    Valéria de Carvalho Pereira 16/12/2013 at 4:44 PM

    Alê, me emocionei por estar vivenciando tudo isso com a consciência iluminada pelos conhecimentos que generosamente tem vindo ao meu encontro. Gratidão à Era de Cristal, por essa oportunidade! Grata, Alê, por sua didática tão amorosa que esmiúça o que ainda não conseguia entender sob a luz das informações esclarecedoras! Meu coração, não!, meu Ser transborda de gratidão!!!

  9. Gratidão Alê pela dedicação imensa à causa da LUZ!!!!!!!!!!!
    Esta mesma LUZ SEJA!!!!!!!!!!!!
    Com muito amor e carinho!

  10. Reply
    Jane da Rosa Fontoura 16/12/2013 at 6:39 PM

    Desculpe de não saber sobre a história geral do Tibe.
    Fiz a pergunta.Porqie as pessoas e moradores não fazia, algo para impedir.
    Depois e obrigada minha querida amiga esclarecer e narrar toda a história eu acho bom eu ficar quieta e aguardar.
    Obrigada à todos.

  11. Reply
    Marlina dos Santos 16/12/2013 at 6:52 PM

    Como sempre “Lux Vera” !. Namastê

  12. Reply
    Marilda Benevides 16/12/2013 at 7:32 PM

    Cheio de luz! Gratidao!

  13. De todos os textos seus que já li esse para mim eo mais contundente. Chama à realidade imediata atravésdas leis do Codex. Que você possa sempre publicar mais artigos polêmicos como esse, pois aprendemos através dos comentários e de seu apanhado final, perfeito . Gratidão, sempre.

  14. Reply
    Uiara Andriewiski 17/12/2013 at 11:29 AM

    Que mudem os conceitos…”certo”…ou…”errado”…mas sem julgamentos e destruição…que se houver destruição que seja natural…o homem destruir símbolos que ainda orientam caminhos, para construir modernidades que pertencem a 3ª D não leva a nada. Se não houvesse esse passado, não saberíamos desse presente, e nem saberíamos viver no hoje nos preparando para o amanhã.

  15. Considero a importância do princípio da impermanência, mas, a cultura e a tradição devem ser preservadas e respeitadas. Com a impermanência dá espaço às transformações, mas o respeito deve vir junto, legitimando a própria necessidade da mudança. Tomar lugar à força é sinal de barbárie, retrocesso, inconsciência e ignorância, uma das grandes causas de arrependimento…

  16. Eu acho que a perfeita evolução, não precisa destruir o que ja foi erguido, acho que se fosse evolução mesmo, iríamos adiante construindo o novo e desocupando o que não abriga mais, uma casa já habitada não serve mais para quem está saindo, mas serve para quem esta entrando. O novo não precisa destruir o velho, e a luz sempre vem de todas as formas ela “É” ! Os símbolos, como ondas de forma continuarão seu caminho independente dos seus templos e endereços mas Alê Barello, li e entendi o post, achei lindo e realmente entendi, mas novamente desculpe, acho desnecessário que haja no Tibete apenas o entendimento de que seja preciso dar espaço. Somos multi, somos vários em um só corpo e em muitas dimensões, mas estamos inseridos no contexto material enquanto nossa consciência e coração buscam evolução, este nosso movimento por si só já é difícil administrar, por isso a busca constante em crescer. Mas o que seria de nós sem nossos erros, sem nossa parte sombria se não fossem para cumprir a tarefa de ensinar? Evoluir e buscar a luz é abandonar o antigo, abrir mão, dar espaço, abrir novos caminhos, isso é micro e macro no meu entender, dentro e fora. O que tiver que ser será! Continuo lamentando profundamente! No meu ponto de vista, para transcender e evoluir é preciso olhar, conhecer e tornar-se íntimo do antigo para ter a escolha de abandonar. Destruir, esquecer e colocar algo novo no lugar não acho que seja evolução. É uma substituição. E isso para mim, não é crescer.

  17. Antes de comentar li e reli umas 3 vezes e sei que ainda não tenho palavras…só sinto. Sinto muito tudo isso e estou anestesiada em estar vivenciando esse Novo Ciclo e ver tudo acontecer,tudo que tem sido falado através da Alê e do grupo era de Cristal,toda mudança individual e coletiva,o Planeta mesmo em Transição. Nossa! Que Lindo tanta coisa Ruim acontecendo..é isso mesmo uma desorientação de estar sem saber e sabendo! Tendo um Norte mais sem chão! uuuuuuu! Ainda bem que eu consigo rir e levar tudo na esfera transcendental! Super Artigo,para um super Tibet ! Seremos sim, mais velozes e menos furiosos! kkkkkk Seja Luz!

  18. Reply
    margarida vergilio 17/12/2013 at 10:24 PM

    HUM! se todos compreendêssemos a essência do SER! Luz resplandecente para todos e muito +++ p/ Alê.

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