Messiah e a Questão Primordial

Messiah e a Questão Primordial

Eu acho que estou numa bolha! “Bolha”, para os padrões do milênio e da linguagem tecnomundial significa que um indivíduo está centrado em seus interesses pessoais, que, por sua vez, são retroalimentados pela informação via tecnologia. Olhamos ...

Eu acho que estou numa bolha!

“Bolha”, para os padrões do milênio e da linguagem tecnomundial significa que um indivíduo está centrado em seus interesses pessoais, que, por sua vez, são retroalimentados pela informação via tecnologia.

Olhamos um vídeo mais do que 25 segundos e assuntos relacionados aparecem como sugestões. Os websites, hoje, são capazes de reconhecer o tempo em que o ponto de leitura se mantém na tela e isso indica, dentre outras coisas, para onde o sujeito está olhando e então, qual é seu interesse. Se nesse quadrante há uma propaganda de, digamos, sapatos, tome sapato pelo resto da semana, nos feeds de notícia, vídeos sugeridos, posts de amigos, etc. E por essas ou outras, acabamos engolidos por um ouroboro , que no fim, somos nós mesmos, em estado de fagocitose da fatia que nos interessa da Pilha de Informações.

Minha bolha é bem interessante. Para mim, é claro. É um “mais do mesmo” que inclui assuntos tão diversos, quanto estranhos, porque eu me interesso por tudo o que não sei e desconheço muito mais do que conheço, o que a Matrix já percebeu, faz tempo. Por isso, logo depois de um vídeo de “receita rápida mousse de maracujá sem gelatina” no YouTube, a próxima recomendação quase nunca é culinária e sim, “Como desenhar no meu estilo” (??? Não consigo fazer um sol tendo como base um copo!), ou “O que fazer com esses 4 retângulos”.

T|ela Feed Youtube

Minha página de recomendações no Youtube em 07/01/2020

Contudo, quando um assunto que sei que sei se apresenta, despretensiosamente, é aí que me preocupo. O que eu ainda não sei sobre isso?

Foi nessa batida que cheguei a Messiah, série da Netflix que estreou em 1.o de Janeiro e apareceu de cara, na capa do app depois de uma série de filmes nada a ver com temas religiosos. Bom, era uma estreia. Eles estavam fazendo propaganda pesada disso e não sucumbi de pronto, mas não resisti o suficiente, ainda bem.

Messiah é o que se pode chamar de thriller político/policial/religioso, segundo os críticos de cinema, seja isso, o que for, porque não define um gênero e sim, o próprio conteúdo.

Com uma trama bem amarrada e um enredo levado por personagens duais e inseguros, a série, em 10 episódios, sugere que uma figura histórica, o Messias, teria voltado ao cenário atual em meio às tensões contemporâneas. 

A história é ambientada em dois eixos, o Oriente Médio e os Estados Unidos e é indiscutivelmente provocativa. Falar mais do que isso é tirar de você o prazer de comprovar minhas palavras, caso resolva assistir  à primeira temporada, o que pode fazer, imediatamente, aqui.

Imagem Capa Messiah Netflix

Onde pegou, para mim?

É claro que eu não vou te contar se o protagonista era, ou não, o Messias aguardado. 

O que eu pretendo confessar e testemunhar é que: nunca, em toda a minha vida de conhecimento de Cristo, imaginei que eu não fosse capaz de detectar sua existência – caso, se e quando Ele voltar (não tem jeito de colocar essa frase com coerência gramatical, sinto muito; trata-se do Eterno, aquele para o qual tempo, inclusive verbal, inexiste!)

Sinceramente, nem passava pela minha cabeça, certa que estava de ter ferramentas emocionais, intelectuais, energéticas e morais para, ao menos, confiar na minha voz interior.

A isso some-se que eu mesma tenho sido enganada e enganadora. Em nome do holismo que transmito nas mensagens do Movimento Era de Cristal e Unaversidade, fui perdendo, aos poucos, a capacidade de me expressar da forma adequada quanto a Cristo. É como se fosse uma timidez de declarar que nunca me desliguei, de Verdade e na Verdade, de sua figura orientadora, como Mestre e modelo. Na gíria, para mim, Ele é O CARA e já fiz tanto artesanato mental tentando trocar a persona de Cristo por conceitos mais abrangentes que, quando o Próprio, em carne e osso – no seriado – aparece, eu não sei quem é, se é, ou se não é!

Se Cristo é quem eu acredito que seja, a enteléquia da Fonte, sou incapaz de reconhecê-lo no momento.

E se você parou em “enteléquia”, posso ajudar. Aristóteles afirmava que enteléquia é a “tensão de um organismo para se realizar segundo leis próprias, passando da potência ao ato”. Fonte como potência, Cristo como a realização objetiva do potencial. Fonte, tudo o que É e Cristo como a atividade materializada de tudo o que É. Mas Cristo, meu irmão… Somos da mesma cepa, estendidos – morfológica, fisiológica e energeticamente – da Fonte.

Se eu não sei reconhecer Cristo em outra forma que não a dos contos registrados, não consigo trasportar a personalidade para um contexto atual, não entendo as necessidades de adaptação de discurso ao tempo, como validaria sua vinda?

O que leva ao ponto primordial da minha reflexão. Toda a narrativa da vinda do Messias contempla a chegada de seu opositor, o Anticristo. Ele não é o mal lá fora, vindo nos assombrar. É o mal em nós, o bug, a ilusão se fazendo corpo. Um novo Fiat Lux, padrão 3D. O que existir de dual em cada um se materializará e haja força para ficar com a parte luminosa, concorda?

Pois é. Eu iria molemente no discurso de qualquer um dos dois. E ao contrário do que aparenta, não é questão de pouca fé. É fé demais! Meus olhos se enganam ainda com milagres e posso ver o amor nas mais duras palavras, bem como ódio flamejante em abraços apertados. Como você mediria esse problema? 

Você não verá nada disso na série. Essas coisas estão na minha bolha e em nenhuma linha do roteiro. Acho até que só tem um conteúdo na minha bolha: “saiba tudo o que puder saber de qualquer coisa, para que entenda apenas isso!”

Messiah me deu vontade de mais Cristo. Me deu vergonha da negação que tenho insistido em fazer. Me deu desespero de tanta necessidade de ilusão que tenho. Me deu enjoo da minha racionalização e me deu um fósforo. Um só pedacinho de pólvora no alto de um palito de madeira.

O suficiente para acender, em mim, uma grande Luz.

Seja Luz!

Assista à Live sobre o que esquecemos de fundamental – 06 de janeiro de 2020

 

9 Comments
  1. Reply
    Christian Roney Malcon 07/01/2020 at 3:31 PM

    Não ia comentar, mas achei interessante você falar sobre anticristo. Então vou comentar. Talvez o Anticristo seja o próprio Cristo original, quebrando e derrubando tudo que as nossas crenças construíram até agora. Nossos pensamentos interagem com o meio. Nossas emoções por meio do que pensamos e acreditamos é a resposta de nossa “realidade” e o Universo é consciência que adquiriu consistência de matéria para atender as vibrações inferiores das nossas consciências.
    Na nossa dimensão, os fatos acontecem minuto após minuto, e quando são produzidos se tornam crenças-recordações, e essas recordações nem sempre são exatamente o que aconteceu, tornando um nosso ponto de vista sobre a situação ocorrida. Que nem sempre é a realidade do que aconteceu.
    A verdade se compõe por nossas crenças que surgem em relação ao nosso entendimento e recordações. Só o conhecimento dissipou e dissipa a falsa crença. Com a religião ocorre a mesma coisa.
    As crenças são a base das religiões. Muitas vezes baseadas em puras lendas e mitologia.
    As crenças podem ter sido necessárias no passado distante.
    Hoje são irrelevantes num mundo dinâmico, cheio de mudanças constantes.
    Mas mesmo assim essas crenças viram cultos e até razão pela qual os seres humanos se matam entre si, causam intolerância e preconceito.
    Afirmam por meio de dogmas que Deus está longe, impenetrável e tudo é um plano misterioso, como se precisasse de dízimos para se manter, como uma troca de favores para dar bens materiais a quem pede.Dessa forma não pode haver paz, equilíbrio, amor, alegria, saúde, bem estar.
    A certeza da crença é a incerteza.
    Desse modo qualquer desequilíbrio, doença, desastre, caos, pode ser entendido como “a vontade de Deus”.
    Mas na verdade não se trata de Deus e sim as nossas crenças vibracionais e energéticas que controlam nossa vida e nosso futuro.
    Portanto, talvez o que se ache por anticristo, que veio para destruir as crenças limitantes, seja o verdadeiro Cristo, a iluminar com uma fagulha o que pode se tornar um incêndio avassalador a tudo que é contrário a Fonte. Assisti a série inteira e dois dias, e achei o autor de uma Luz imensa. Não há milagre. O milagre somos nós!

    • Cristian, há tanto tempo venho resistindo a esta imagem de Anticristo, e de repente algo se abriu. O que aconteceu há mais de 2000 anos, em nada se parece com o que acontece hoje. Destruir uma imagem equivocada me parece tão plausível! Gratidão pelo seu texto

    • Faz tempo que tenho vontade de te falar isso.Faz tempo que me surpreende o quanto você fala de Jesus,de histórias da bíblia,desde Adão…eu achava que não conduzia com os objetivos do grupo,com a 5D,com seus” orientadores “Mas parece que Ele atrai. Também tenho buscado ver mais sobre,outras séries ,as cartas de Cristo, uma nova visão, então,vamos de mais Dele!grata!

    • Não, não precisamos de religião, precisamos de religare sem o re! Grata pelo comentário, Christian.

  2. Assisti a série e sinceramente fiquei impressionada com as falas, tudo muito claro, mostrando como ainda nos prendemos as crenças, e por mais que busquemos a Luz interna, por vezes ficamos esperando os planos, queremos saber o que vem depois, sendo que por várias vezes o personagem diz… tudo é agora, tudo é escolha…Ficou a certeza de que Mestre sempre esteve nos orientando, Ele é parte do nosso Eu interno, que não damos a devida atenção…. Grata pela resenha.

  3. Maratonei e amei.
    A questão chave é separar a realidade da verdade; a individualização na experiência na terceira dimensão e a essência; o acreditar e a fé.
    Parabéns pela resenha.

  4. Maratonei também !!!
    Vendo a série e , preciso dizer, uallll , lendo e assistindo outras , juntando com a live do dia 13 , cada vez mais percebo a conexão, e o quanto sua semente vem se espalhando💖 ,
    ” toda energia emitida , gera informação que se finaliza numa forma” Codex
    Grata pela resenha, grata por abrir nossas mentes e coração (nos conectando) para tudo isso. Gratidão Alê

  5. Nos e que agradecemos sua presença presente!

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