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Live dos Buscadores

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Você é crente, ou cético? A definição de crente é fácil: aquele que crê, que acredita. Mas e cético, o que é?  A palavra cético vem de ceticismo a doutrina do constante questionamento.  "O termo Ceticismo é de origem grega e ...

Você é crente, ou cético?

A definição de crente é fácil: aquele que crê, que acredita. Mas e cético, o que é? 

A palavra cético vem de ceticismo a doutrina do constante questionamento. 

“O termo Ceticismo é de origem grega e significa exame, seu fundador foi Pirro, no século IV a.C.. Pintor nascido no Peloponeso, não deixou nenhum escrito filosófico sobre o assunto, mas desenvolveu um grande interesse por filosofia que o levou a fundar uma escola filosófica que garantiu sua reputação entre os contemporâneos.

O ceticismo argumenta que não é possível afirmar sobre a verdade absoluta de nada, é preciso estar em constante questionamento, sobretudo, em relação aos fenômenos metafísicos, religiosos e dogmáticos. Com o passar do tempo, o Ceticismo se dividiu em duas linhas, o filosófico e o científico.

O Ceticismo Filosófico é exatamente esse que começa com a escola de Pirro e que se expandiu pela chamada “Nova Academia” que ampliou as perspectivas teóricas, refutando verdades absolutas e mentiras. Seus seguidores alegavam a impossibilidade de alcançar o total conhecimento e adotaram métodos empíricos para afirmar seus conhecimentos. Assim, o Ceticismo Filosófico se dedicou a examinar criticamente o conhecimento e a percepção sobre a verdade.

O Ceticismo Científico tem, naturalmente, ligação com o Ceticismo Filosófico, que é a base de tudo. Porém não são idênticos e muitos dos praticantes do Ceticismo Científico não concordam as proposições da corrente filosófica. A corrente científica é a contemporânea, as pessoas que se identificam como céticas são aquelas que apresentam uma posição crítica geralmente baseando-se no pensamento crítico e nos métodos científicos para constatar a validade das coisas. Assim, ganha muita importância a evidência empírica, o que não quer dizer que os céticos façam seu uso constantemente. A necessidade de evidências científicas é mais recorrente na área da saúde, onde os experimentos não podem colocar em risco a vida das pessoas.

Entre os céticos há os chamados desenganadores que dedicam-se ao combate contra o charlatanismo, expondo suas práticas falsas e não-científicas. Os religiosos afetados por esses indivíduos, quando chamados a provar suas convicções, preferem atingir pessoalmente os céticos e não discutir suas práticas. Por outro lado, há também o pseudo-ceticismo, que, invés de manter o perfil de questionamento, partem logo para a negação. Assim, o Ceticismo pode levar a um ciclo vicioso e tornar seu praticante em um fanático tecnológico.”

O ceticismo é o caminho e dos buscadores. Para mim, fica claro que buscar constantemente é o resultado de não estar encontrando.

Nós pulamos de lá para cá procurando práticas de ensinamentos, de conhecimentos, de informações, para encontrar sentido na crença que nós não temos.

Nós somos céticos.

Quando uma pessoa próxima a você ou você mesmo está doente, nós rezamos todo dia, para ela melhorar.

Das duas uma, ou nós não acreditamos em nosso poder de pedir, ou não acreditamos no nosso poder de receber e mais, não temos a menor, a mais ínfima crença no estado de Fonte que somos e que estamos, ou não iríamos buscar lá fora, até porque, já teríamos entendido que não tem “lá fora”.

Tudo, absolutamente tudo o que nos afeta, afeta internamente e é só assim que pode ser percebido.

Então, o meu lá fora é diferente do lá fora do João, que é diferente do lá fora da Maria e assim por diante.

Eu penso – e eu penso muito – que estejamos neste agora no ceticismo coletivo que nos empurra para busca e que, ao mesmo tempo, nos afasta da solução. 

Alguns podem dizer que essa busca é uma coleta de informações. Eu digo que não; eu digo que essa busca é ceticismo. 

Mas vamos investigar essa busca: pode se tratar de necessidade de validação.

À medida que vamos buscando caminhos dentro de uma linha de pensamento, as coisas vão se somando, mas apenas para validar o seu pensamento inicial e isso está longe de ser crença; isso é o ceticismo em si. Porque a base do ceticismo é justamente não ser possível afirmar sobre a verdade absoluta de nada.

O ceticismo é a tentativa de construção de uma casa confortável, a crença, tendo como base areia.

O recolher de pedaços durante a busca vai enchendo um saco – e às vezes enchendo o saco – com areia. 

Areia é uma coisa leve, não é?

Mas 30 anos depois, quanto de areia tem com você? Quanto você carrega e finalmente, e mais importante: quanto é o suficiente para construir sua resposta?

Qual é a hora de parar de buscar, de desistir, ou de crer?

Perceba que nós temos três possibilidades: parar de buscar e ficar com o saco cheio, nos definindo como não crentes; temos a possibilidade de insistir na busca e permanecermos céticos, ou temos a possibilidade de crer.

E ainda tem uma armadilha: aquele que diz acreditar em tudo é o maior dos céticos, está no começo da carreira. Ele nem parou ainda para avaliar o conteúdo da trouxa, para separar da areia as pedras, as conchas, os bichos, o lixo, a água, o sal… Até porque, a areia é areia. 

Quem está buscando e recolhendo areia deveria, em algum momento, se desfazer do resto e ficar com areia.

Mas está bem, vamos imaginar que boa parte das pessoas para em algum ponto do caminho e separa suas coisas; limpa o material e começa a construir, o que é excelente! 

Assim, sai para lá uma conchinha, outra pedrinha, uma gosminha; ele seca a areia e retira o sal; junto com isso, a água evapora. Uau! Já dá para começar, não é? Vamos, enfim, começar a fazer a casa da crença, firme, sólida, coesa! 

Daí o sujeito descobre o básico: não é possível construir apenas com areia; não dá liga. No mínimo, precisa de um pouco de água para moldar. E como vai definir a estrutura? Bem, vai precisar daquela madeira que jogou fora e lá vai ele de volta ao ponto do caminho, 20 anos para trás, buscar a madeira que era, por exemplo, aquele guru hindu que oferecia. 

Pode-se concluir também que de areia e água, mais pedra dura, surgiria uma construção de concreto… Tem que pegar as pedras de volta!  Tem que catar os pedaços de pedra, as pedras Pedro, o dogma, a droga da pedra inquebrável da última tábua dos 10 mandamentos! Lá vamos nós recorrer ao Velho e Novo Testamento…

Opa! Não pode ficar tão duro assim, a massa da construção da crença pode ser algo levemente maleável, e que tal colocar um pouco de sargaço. Onde é que o sujeito deixou? Pensa, pensa, pensa: lá no ponto onde estudou uma filosofia que englobava tudo, só que naquele momento, para ele, tudo era a mesma coisa que nada. Tudo não era resposta digna. Agora, pode ser.

Mesmo a fase de construção é cheia de ceticismo. Um monte de “pode ser, quem sabe, quais são as provas, quem teria a resposta, quem será que já achou isso que eu procuro”…

Contudo, há o último e mais importante desafio: tudo o que você tem a mão, não é suficiente para te abrigar. O volume que você carregou, escolheu não pegar – porque com o passar do tempo ficamos mais fracos, mais lerdos e mais seletivos – e jogou fora não é grande o bastante para que você mesmo caiba no que pretende construir.

Você mesmo.

Você mesmo é sua ESSÊNCIA. Não seu corpo, seu cérebro, sua mente. Nem mesmo seu temporário e transitório espírito. 

Você é do tamanho de tudo o que existe. Por isso, não cabemos no que carregamos

Nós suportamos o que carregamos, mas o que carregamos não nos suporta e é aí que você se vê sem casa.

Pirro, aquele filho de uma grega que vendeu ao mundo a ideia de que não, não há Verdade… Que vergonha Pirro… Que desserviço à evolução.

Os filhotes de Pirro passam pelo agnosticismo, uma doença energética que etiqueta aqueles que nem negam, nem confirmam. Os da PIOR espécie de buscadores, porque provocam, enchem o saco. Não de areia… Dos outros mesmo! Não negam porque “e se houver mesmo essa coisa de Fonte e Deus, hein? Tô lascado!” Nem confirmam para não ficar mal com o entorno. Não parece “científico e racional acreditar”… Perguntadores crônicos, fazedores de provas. Para que, se não vão afirmar nada, muito menos negar?

O ceticismo drástico que é a primeira e mais completa exposição de agnosticismo na história do pensamento modernamente, usa a ciência como desculpa. 

“O caminho do sábio, diz Pirro, é perguntar-se três questões: 

Primeiro deve perguntar o que são as coisas e de que são constituídas

Segundo, como estamos relacionados a estas

Terceiro, perguntar qual deve ser nossa atitude em relação a elas

E ele mesmo dá as respostas.

Sobre o que as coisas são, podemos apenas responder que não sabemos nada. Sabemos apenas de sua aparência, mas somos ignorantes de sua substância íntima. A mesma coisa aparece diferentemente a diferentes pessoas, e assim é impossível saber qual opinião é a correta. A diversidade de opiniões entre os sábios, como entre os leigos, prova isso. A cada afirmação pode-se contrapor outra contraditória, mas com base igualmente boa, e qualquer que seja minha opinião, a opinião contrária é defendida por alguém que é tão inteligente e competente para julgar quanto eu. Podemos ter opiniões, mas certeza e conhecimento são impossíveis. Daí nossa atitude frente às coisas (a terceira pergunta) deve ser a completa suspensão do crença. 

Não podemos ter certeza de nada, mesmo as afirmações mais triviais.”

Diz-se que Pirro era tão cético que isso o teria levado a agir de maneira insensata. Um de seus amigos caiu certa vez num poço. Pirro, não fez nada além de olhar. Quando perguntado sobre isso respondeu: nem tenho certeza de que o que vejo, esteja vendo. 

Se, por um momento, nos livrássemos do pensamento de Pirro, esse que deu ao mundo o aval à incerteza, faríamos não uma descoberta, mas A descoberta.

No momento final de constatação de que você não cabe naquilo que carrega, há um CLICK!

O que estava procurando existia, mas não era na sacola, era dentro de você.

Sempre esteve lá e enquanto essa Luz não acontecer na sua vida não haverá crença, não haverá paz e, muito menos, Unidade.

2 Comments
  1. Fantástico!!

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