Liderança ou chefia?

liderToda a história da humanidade, desde que temos registro, é permeada por líderes.

Mesmo antes destes registros, podemos concluir que já havia aquele que tomava para si a iniciativa por ações que assegurariam a sobrevivência, não só a ele mesmo, mas também ao núcleo em que estava inserido.

Os livros de história e de filosofia, assim como os livros sagrados, de todas as religiões mostram-nos exemplos dessas lideranças, seja através dos reis, profetas, anciãos, pensadores, dos filósofos, comandantes, enfim, daqueles que por escolha própria, por hereditariedade ou por indicação – não importando se de apenas um ou de muitos indivíduos, assumiram a responsabilidade de conduzir exércitos, povos, nações…

Essa liderança também é conceituada no campo da estética, das artes e, especialmente, do pensamento.

Desde que o mundo é mundo, na concepção mais popular do que isto possa representar, não só fomos comandados, como nos apoiamos nesse comando. Enfim, apesar de toda a glória que o poder possa exercer sobre o ego e a vaidade humana, o comandado tem sempre a desculpa, em caso de derrota ou de desvio de objetivo, de dizer que apenas cumpriu as ordens do chefe.

Fácil, não é mesmo? E muito confortável, também, pois no caso de vitórias e acertos, o mérito não é apenas do líder, mas de todos que participaram daquela ação.

Os séculos foram passando, mudamos de ciclo planetário, novos aportes nos foram dados, tanto pela ciência e pela tecnologia – com suas pesquisas, estudos e inventos – quanto pelo desenvolvimento do autoconhecimento, assim como das infinitas possibilidades disponíveis nas diversas dimensões que podemos atingir, porém continuamos atados às antigas concepções de comando, liderança e hierarquia.

Quando comandantes:

  • Exigimos que respeitem nossas ordens e impomos nossa própria vontade, muitas vezes confundindo o objetivo a ser alcançado;
  • Frente a uma derrota ou fracasso, transferimos a culpa à inépcia ou à inércia dos comandados.

Quando comandados:

  • Basta um pequeno ponto divergente, para que coloquemos em dúvida a competência e o grau de comprometimento do responsável;
  • Procuramos nos apegar aos nossos antigos conhecimentos, para demonstrar que podemos ocupar o lugar do comandante, esquecendo-nos da importância de cada peça, na obra final;
  • Esperamos seu primeiro deslize para apontar no outro os defeitos que nós mesmos temos e ajudamos a construir.

Pois bem, e se nos propuséssemos a mudar um pouquinho esses conceitos? Será que poderíamos ver o nosso entorno de uma maneira diferente?

Liderança e chefia são duas palavras muito distintas em significado, mas que, na prática, foram e continuam sendo confundidas.

O chefe é o responsável por uma tarefa que deverá ser executada por outros; conhece o trabalho e sabe o que deve ser feito. Responsabiliza-se pelo resultado final e responde por ele.

O líder, além de conhecer a tarefa, é o motivador para que a atividade seja realizada voluntariamente e com entusiasmo pelo grupo. Divide com seus liderados o êxito ou a derrota.

Todos os ilustres que passaram para a história como líderes, foram líderes ou chefes?

Neste ponto, proponho que paremos um pouquinho para pensar, para sentir e para refletir sobre esses papeis.

  • Como comandante você é chefe, líder ou a mistura dos dois?
  • Como liderado, você precisa de um manual de instruções, para ir executando item por item cada tarefa (e cobrando o mesmo dos seus companheiros) ou insere-se no grupo e se compromete com o trabalho?

Sempre procuramos referências e informações no mundo exterior, no que está fora de nós mesmos, esquecendo-nos de que temos à nossa disposição o melhor exemplo existente: o nosso próprio organismo, o corpo que carregamos neste tempo e nesta dimensão. Nele, todos os sistemas estão integrados e funcionando de tal maneira equilibrada que, quando algo surge para desestabilizar um deles, os outros prontamente se mobilizam, criando mecanismos de defesa, não só para aquele que se encontra debilitado, mas para que todo o organismo continue preservado.

No nosso corpo não há um só sistema que se sobreponha aos outros, em termos de importância, nem que não se comprometa a cumprir com excelência sua função, em benefício de todos.

É a atuação das Leis do Amor e da Misericórdia em sua mais pura essência.

Que tal aplicarmos essas maravilhas em nossas vidas, agora, já?

Seja Luz!

1 Comment
  1. Que grande reflexão!!!!Realmente temos que rever nossas posições…. lideres ou chefes? e que possamos colocar em nossa vida as leis do Codex como guia prático.Gratidão Iara.

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