AUTOR CONVIDADO

Inércia da iluminAÇÃO

Por Mana Malta

O único local em que eu estava totalmente na PRESENÇA era criando. Sempre soube que um dos arquétipos aos quais pertenço é de ARTISTA. No começo eu me senti perdida. Não reconhecia quem eu estava sendo.Olhei para minhas mãos, após dias de trabalho em plena dedicação e as unhas estavam por fazer. Vi BELEZA naquilo.

A primeira parte que vim a reconhecer como EU foi minhas mãos, sem cores de pigmentos além da natural. Sem estar muito consciente de quanto significaria mais tarde, deixei de pintar as unhas. Era como se algo naquele colorido artificial não fosse mais para mim. E lembrei que não era eu, era a linhagem de mulheres da minha família que só se reconheciam cuidadas após seu momento terapêutico na manicure. Era um ritual que vi desde a minha vó e tinha chegado até mim. Aquelas cores eram ao mesmo tempo VOZ e SILÊNCIO.

Lembrei que eu ESTOU mulher e reconheci dor, reconheci estereótipos e estava começando a entender que isso não é para ser assim. Me livrei do peso que estava registrado em meus cabelos longos que me diziam ser FEMININO e senti a POTÊNCIA do que é o feminino. Um ventinho soprou na minha nuca e tive PRAZER naquilo.

Me olhei, passei anos adultos sem fazer isso, pois era o EGO, diziam. RESPONSABILIDADES das quais me coloquei a realizar sem perceber que não preenchiam minha vontade, elas se acumularam e meu corpo estava sobrecarregado, ele não estava igual desde que eu vivia com a CERTEZA e ímpeto nos meus 18 anos. Agradeci pela proteção que inteligentemente meu corpo acumulou em forma de desequilíbrio e gordura e senti GRATIDÃO por ele.

Foi neste RECONHECIMENTO que passei a conseguir meditar. Percebam quantas camadas me distanciavam de uma simples tarefa que é OLHAR para quem somos, silenciar os ruídos.
O quanto a ansiedade que eu sofria era apenas sintoma de não saber.

MEDITANDO eu passei a ver, enxergar além dos cinco sentidos que nos ensinaram a aceitar. Aprendi que JAMAIS estou só e o quanto estar VIVA é manifestação divina e quanto os MESTRES do outro lado do véu estão nos contemplando como mestres do lado de cá. Pedi para ver a origem de minha alma, pedi insistentemente. Mas foi quando eu tive CORAGEM de saber a VERDADE foi que vi-senti-vibrei-inspirei-extasiei o que é a ORIGEM de todas as almas, o lugar que não há EGO e tudo são possibilidades.
O PRANA se revelou em júbilo e foi a primeira vez que tive a certeza de que TUDO é ILIMITADO e ABUNDANTE. De alguma forma eu estava no Big Bang, eu já existia, assim como você que lê este texto e todos os outros. Eu chegara ONDE TUDO É!

Me tornei meditante assídua, aquela sensação se tornou um hábito, eu precisava me manter naquele ESTADO DE PRESENÇA! E comecei a me cobrar sobre ser disciplinada, linearidade ainda se fazia presente na forma da rotina. Até perceber que o estado de presença está em todas as pequenas coisas, as crianças vivem assim. Nós nascemos sabendo e vamos nos moldando em pequenos caixões funerários de “filtros sociais”, sem nos darmos conta de que há escolha.

E foi no lugar mais inusitado que percebi que a única disciplina que se faz necessária é a contemplação do AGORA, numa consulta médica! Na sala de espera do consultório, olhei pela janela e havia uma mata. Pinheiros, Araucárias, Quaresmeiras, Palmeiras estavam dançando com o vento. Havia uma “roda” com árvores e uma pequena quaresmeira mais ao centro, entrei em PRESENÇA e sem me dar conta, fui árvore. Li o diálogo da pequena quaresmeira com as outras, ela era a comunicadora, as outras a protegiam do fluxo de ventania e com isso ela dançava em sentido oposto às outras, encostando em uma por uma na roda. Entendi que o tempo todo temos papéis, um dia a pequena irá crescer e aprenderá a ser uma protetora, mas para isso precisa da ESTRUTURA de suas irmãs.

Os pássaros dançavam junto, escolheram a PROTETORA com maior tronco para fazerem seus pequenos ninhos, se alimentando das frutas e coquinhos de todas as outras. Foi quando vindo por detrás da montanha, surgiu um bando de pássaros, voando de volta para o lar neste pequeno bioma no qual a janela do consultório me revelava. Naquele momento fluí como pássaro, tive a certeza de quando voamos bem alto em direção ao nosso propósito, a abundância será eternamente provedora de toda e qualquer necessidade.

Naquele momento senti em cada célula do meu corpo o que é o fluxo do PRANA, e fui a montanha que estava alheia a pequenos acontecimentos ao redor, na cidade, na mata, no mundo animal, de qualquer questão, pois não existe problema que não seja causado pela capacidade humana de se tentar manter permanente na FORMA e se sentir impermanente na ALMA.

Em PRESENÇA digo:

Estamos TODOS aqui para promover felicidade, alegria, prazer, não julgamento.
Somos puro AMOR INCONDICIONAL. Todo o resto é manifestação do nosso EGO sobre o que achamos necessário experienciar quanto ENCARNADOS.
Quanto mais acreditarmos que estamos livres de penitências, dores, castigos e vivermos a pura alegria da VIDA saberemos quem nós somos, ILIMITADOS!

Mana Malta está em: https://www.facebook.com/lupadimensional/

1 Comment
  1. Love…

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