Fluindo

Texto: Gustavo Andrieviski | Ilustração: Gisele Caldas

ilustra_giselecaldas_CODEX_DIARIO_2 www.gisele-caldas.blogspotQuando escolhemos existir abrimos uma porta, ou melhor, mergulhamos num rio.

Nessa experiência somos por vezes a pedra que divide as águas.

Por vezes o galho que por ele vagueia ou o animal que nele se banha.

Somos os peixes, as algas, o leito e até mesmo a própria agua que pensávamos nos guiar pela correnteza, ora leve, ora intensa.

Então chega o final de nossa trajetória de experiências nesse rio, e desaguamos.

Nesse caminho parte de nós evaporou e se integrou às nuvens do céu pra mais tarde se unir outros rios e banhar novos leitos, parte foi reabsorvida para os lençóis subterrâneos do planeta que nos abriga, parte se tornou um rio ainda maior ou até mesmo o mar ou o oceano, sempre na expectativa ou quase certeza, de que inevitavelmente voltaremos a ressurgir, renovados, em alguma nascente.

Eu me pergunto, agora que adentramos esse novo ciclo, o que mudou?

Então, vem o Codex.

Lido, relido, estudado e em continuo reestudo.

Então, percebo que enquanto estou “rio”, ou qualquer uma das formas que assumi enquanto experimentava aquela existência, me sujeitava a uma série circunstâncias que ditavam meu comportamento. A inclinação do terreno ditava a velocidade do meu movimento, a radiação solar controlando minha temperatura, as influencias externas alterando minha composição. Todo um conjunto de leis me influenciando todas externas ou alheias a minha vontade. Minha única alternativa: fluir.

Mas e agora?

O que essas leis tem a me oferecer que eu já não tinha antes?

E escapando do som do choque da cachoeira contra as pedras ou da arrebentação das ondas na beira do mar, eu ouço:

Te oferecemos a correnteza, o vento sobre as águas, a luz do sol e a terra que te sustenta.

Eu entendo, assim, como as leis do Codex funcionam. Entendo como não são elas que atuam sobre mim. Entendo que o Codex é o universo me dizendo como criá-lo.

Eu me deito e me deixo levar. Já não sou mais pedra, galho, peixe ou alga. Eles são parte de mim, fluindo ao sabor da minha existência enquanto aprendo a criar o universo.

10 Comentários
  1. Maravilha, Gustavo! “Entendo que o Codex é o universo me dizendo como criá-lo.” Perfeito! Gratidão pelo insight prático, Gisele Caldas. 😀

  2. poetizando a vida…… Lindo! Gratidão Gu.

  3. Gustavo, texto lindo, poético e prático. Não apenas fluir, mas reinventar o caminho. Gratidão.
    Gisele, sempre renovando. Beijos.

  4. Responder
    Cleusa Xavier Nogueira de Castro 26/08/2014 em 11:35 AM

    Texto tão claro que me fez mergulhar e me sentir rio e suas aventuras… Me senti Universo! Obrigada por nos dar a chance e o sabor de nos sentir o Todo!

  5. Gratidão Gustavo..perfeita suas colocações…o Codex é isso, ler, reler, estudar e aplicar em nosso dia.. Gisele você é show!!

  6. Gu…. Eu me lembro, quando conheci você, a Bia e a Nathália – “por acaso”, na noite anterior ao Day Camp, em abril de 2013, quando vocês nos contaram que já estudavam o Codex. Quem diria, que um dia estaríamos aqui compartilhando as nossas experiências com o Codex.

    “Eu me deito e me deixo levar. Já não sou mais pedra, galho, peixe ou alga. Eles são parte de mim, fluindo ao sabor da minha existência enquanto aprendo a criar o universo.”

    Gratidão! <3

  7. Responder
    Veronica Modesto 26/08/2014 em 1:48 PM

    O que é Codex? Perdoem minha ignorância!

    • Olá, Verônica.
      Codex é um documento que norteia as bases do Novo Ciclo.
      Por gentileza, visite a aba “downloads” de nosso site e escolha o texto que quer baixar.
      Você vai se surpreender!
      Seja Luz!

  8. Gratidão, Gustavo pela profundidade de sua reflexão, um mergulho no Codex. 🙂

  9. Responder
    Monica Moreira Pereira 29/08/2014 em 7:08 AM

    A poesia do CODEX , Gustavo nos leva a ler o CODEX nas nuvens. lindo texto. Gisele ,você é fofa demais nos seus desenhos.
    Gratidão.

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