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Fim de Mundo?

Quando eu era pequeno, me lembro claramente do dia em que ouvi dos meus pais que o mundo iria acabar.

Naquela época nós tínhamos um cachorro da raça pastor-alemão chamado Rin-tin-tin e que tinha sua casinha nos fundos da nossa casa. Eu e minha irmã ficamos tão consternados com aquela notícia que choramos muito e escrevemos uma carta para o Rin-tin-tin nos despedindo já com saudades da falta que ele faria.

Essa é a minha primeira lembrança de “fim de mundo”. Naquele dia meu mundo tinha acabado, eu e minha irmã éramos pequenos, eu com 9 anos de idade e minha irmã com 7, pelo jeito já entendíamos muito bem o sofrimento da perda.

Os anos se passaram e agora com 35 anos de idade, volta e meia tento entender um pouquinho mais sobre o significado de “fim de mundo” uma vez que meu mundo acabou por inúmeras vezes, inúmeras foram as vezes que me vi rodeando o fim das coisas tangíveis e não tangíveis.

Por muitas vezes pensei: Mas como D’US seria capaz de permitir que tudo o que o Homem criou seja “destruído”? E como ficam as casas, os prédios, os veículos, toda essa tecnologia criada para alimentar essa sociedade que anseia por sustentabilidade e condições melhores de vida? Como dar um “fim” em tudo isso que foi criado com muito trabalho?

Vários foram os “fins de mundo” , eles nunca aconteceram de fato e estamos todos aqui , passado o ano de 2012 no tempo linear contado pelo humano meramente tridimensional,  adentramos o novo ciclo – e quem diria que o contexto mudaria?  Hoje quem conta sobre “fim de mundo” sou eu aos meus pais e percebo como os olhinhos deles que no auge de seus quase 70 anos terrestres brilham e como eles se questionam quando ouvem falar por mim sobre a nova energia.

O “fim de mundo” se tornou em “inicio de mundo”, uma RE DESCOBERTA dos potenciais que havíamos, muitos de nós, meus pais também, esquecido.

Todos os dias no caminho para o trabalho, escutando minhas músicas prediletas em conexão comigo mesmo, observo a cidade em que eu LUZ escolhi nascer, falo de São Paulo a cidade mais “frenética” da América do Sul. Observo durante o percurso no metro meus irmãos, que são muitos, cada um com sua história , desafios e aprendizados, uma rede de mentes conectadas invisivelmente tentando RE DESCOBRIR quem são, alguns conscientes, outros nem tanto.

Mas foi também com a ajuda de muitos seres de luz que passaram pelo meu caminho que intui e captei da pilha de informações um entendimento que merece ser compartilhado.

Tudo o que foi, é e será está em constante transformação e em perfeita harmonia, somos uma fagulha de luz que resolveu por livre e espontânea vontade ter uma experiência na densidade a qual estamos nesse agora inseridos. Tudo se transforma, somos luz que se transformou em matéria e o dever de toda a matéria é ser a melhor matéria para esse plano e sociedade que anseia por sustentabilidade e condições melhores de vida para a Fonte SOU EU nessa experiência.

Isso então pode significar meus amigos, que não existe em si um “fim de mundo”, existe porém a transformação daquilo que foi um dia na nossa contagem Terrestre bom para aquele momento, mas que a partir de agora, a partir dessas grandes conquistas (que sim já tivemos!!) que novos voos podem ser alçados, novas formas de casas, prédios, veículos e toda essa tecnologia pode ser melhor ainda adaptada aos seres que se dispõem a viver novas aventuras.

Hoje já não tenho tanto medo do “fim de mundo”, sinto saudade do Rin-tin-tin e sinto saudade de coisas que nem sei o que são, talvez seja minha porção humana RE LEMBRANDO da eternidade e de como todo o “fim” se torna em um “novo início”, sempre se transformado.

Que você possa dentro de si mesmo tocar esse fóton de luz que ressoa e se transforma pela vastidão do sagrado cósmico em lindos inícios.

Feliz “fim de mundo” rs…

Tiago Monteiro.

Autor do Artigo
TIAGO MONTEIRO
Sobre o Autor
Escrevo para REALMA MENTE lembrar Quem Sou
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