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Feliz Mundo Novo!

Nesta nossa individualização, estamos vivendo um momento de grandes transformações comportamentais que merecem toda atenção, cuidado e reflexão.

Atenção, cuidado e reflexão são as medidas necessárias e primordiais para que possamos contribuir efetivamente na criação de um novo padrão de relacionamento neste planeta, incluindo os seres de todos os reinos que habitam a Terra.

A tecnologia, especialmente a desenvolvida nos últimos 50 anos, nos trouxe um número incontável de facilidades que se atualizam e renovam a cada dia, demandando que utilizemos toda sorte de instruções, manuais e tutoriais para que possamos desfrutá-las plenamente.

Entretanto, todo esse novo mundo tecnológico e virtual é operado pelas individualizações que ainda estão em aprendizado nas matérias básicas de convivência humana.

Sou de um tempo em que a Família era considerada a célula mãe de toda a Sociedade. Mesmo nas mais humildes, sem formação acadêmica e com poucos recursos financeiros, dos mais distantes rincões, não importando a nacionalidade, a raça e a condição cultural, pais e mães transmitiam aos seus filhos os ensinamentos de amor e, principalmente, de respeito aos seus semelhantes.

E tudo era feito na prática, sem manuais nem tutoriais, na convivência saudável de seus membros.

Uma convivência saudável que não excluía as contrariedades nem as divergências, porém não prescindia do respeito.

Numa família nem todos os desejos eram atendidos, nem todas as opiniões eram iguais, tanto por parte de pais, quanto por parte dos filhos, avós, tios, primos, sobrinhos e demais membros…

Contrariedades e divergências sempre existiram, pois eram – e continuam sendo – condições fundamentais para o crescimento emocional de todo ser que vive em sociedade. Sem isto, o indivíduo não está apto a fazer parte de um grupo, seja na escola, no trabalho, ou em qualquer outro local.

A palavra-chave era RESPEITO.

Até podemos questionar as formas do que entendiam como respeito e a exigência quanto a sua expressão, mas uma coisa é certa: tínhamos mais condescendência, complacência, empatia e menos questionamentos sobre diferença, divergência, diversidade…

Em todas as famílias existiam os filhos mais inteligentes, os mais espertos, os mais prestativos, os mais amorosos, os mais bonitos, mas isto nunca foi atestado de sucesso, nem de reconhecimento ou diferença na vida adulta. Assim como não eram exaltados, também não eram poupados, nem dos trabalhos, nem das repreensões. Entretanto, o amor era repartido entre todos e tudo seguia o fluxo natural dos acontecimentos.

Na atualidade, o que vemos é uma importância desmedida à exposição das qualidades, mas poucos são os responsáveis que acompanham verdadeiramente o crescimento de seus filhos, orientando-os com firmeza e convicção, uma vez que acostumados a manuais e tutoriais, deixam-se levar por modismos e conceitos que, na prática, nem sempre se revelam eficientes, por tratarem superficialmente assuntos que são específicos a cada família e a cada situação.

Estendendo a célula da família para a sociedade, como um todo, em um tempo tão tumultuado e repleto de controvérsias, convido vocês a se juntarem a mim para empreendermos uma aventura pelo novo. Nessa viagem não disporemos de roteiro, nem de guia e levaremos como única bagagem a certeza da unidade.

Precisaremos desenvolver os nossos sentidos e focar na ATENÇÃO. Para isso, iremos desligar os nossos equipamentos e conversar olhando nos olhos do outro, bebendo cada palavra e guardando a importância de cada frase, procurando entender cada momento como o agora mais importante que poderemos ter.

Deveremos vigiar os nossos hábitos para que eles não nos mostrem apenas os caminhos conhecidos e já percorridos, como única opção para um destino feliz. Também precisaremos ter CUIDADO para não desprezar os ensinamentos adquiridos ao longo da caminhada.

Por fim, só a partir de uma REFLEXÃO carinhosa é que poderemos ver no outro o nosso reflexo sem julgamento, com misericórdia, aceitando o que cada individualização tem de melhor a oferecer na construção de uma convivência regida pela harmonia, pela sabedoria e pelo respeito.

Boa viagem e Feliz Mundo Novo!

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2 Comments
  1. Reply
    Zeneide Batista 11/10/2018 at 4:30 PM

    Precisamos aprender a usar a tecnologia sim, sem esquecer os valores primordiais para uma boa convivência. Gratidão Iara.

  2. Amor, tolerância, paciência, aceitação, ternura, cuidado, respeito, amizade, resiliência, sempre estão em alta nos relacionamentos saudáveis. Quem disse que sempre é fácil?

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