Feliz Ano Novo, sempre!

Comemorações, viagens, votos, confraternizações, projetos e, especialmente, muita expectativa…

Mais um ano de experiências que termina e outro que se inicia trazendo o novo, o desconhecido.

Por que acreditamos que tudo será diferente no próximo ano?

Será que a partir da meia noite de um dia determinado em um calendário, tudo se transformará no dia seguinte?

Quando adquirimos a crença de que o ano que acaba também leva com ele suas mazelas?

Ou será que a esperança resolveu escolher uma data para ser lembrada?

Bem, todas essas questões ficam guardadas bem lá no fundinho da nossa consciência e, se nós não nos lembramos de buscá-las, sempre há um “pessimista” de plantão que resolve colocá-las na nossa frente, justamente no momento que estamos mais eufóricos fazendo novos planos e pensando nas benesses do ano vindouro. E lá vem a criatura e joga um balde de água fria nos nossos tão acalentados sonhos de que tudo se modificará, como que por um encanto.

Pois é, isso sempre acontece…

Porém, se buscarmos um tempinho para refletir, sem juntar o derrotismo com o conformismo e a acomodação, nós poderemos constatar que há coerência nesse questionamento.

Afinal, como já sabemos, o Universo está em constante crescimento e isto não depende de datas específicas, mas de ciclos evolutivos que regem o todo, tanto no campo individual quanto no coletivo.

Então, você me perguntará se não devemos mais sonhar, nem fazer planos, nem comemorar a despedida de um ano que acaba e brindar a chegada do novo?

Bem, essa é uma pergunta muito simplista para justificar superficialmente algo que demanda da nossa parte, um trabalho mais profundo.

O trabalho mais árduo é aquele que fazemos no sentido de modificar nossos hábitos, nossos atos e nossos pensamentos.

Vemos com clareza o que nos afeta de fora para dentro, mas não nos damos conta do quanto nos agredimos de dentro para fora.

É claro que existem situações que independem da nossa atuação direta, mas se analisarmos cuidadosamente, sempre haverá uma maneira de agirmos no sentido de harmonizar os efeitos que nos causam estranhamento.

A transformação depende única e exclusivamente do empenho em modificar o nosso comportamento e manter o propósito de investir na alegria, na felicidade e na paz, pois tanto no campo pessoal, quanto no profissional, sentimental, familiar, amoroso, religioso, etc., etc., etc., se não nos sentimos alegres com o que estamos vivendo, felizes com o que estamos fazendo e em paz por realizar o melhor que podemos, sempre buscaremos uma desculpa para esperar por dias mais favoráveis.

A espera sem o investimento no trabalho cria uma falsa expectativa, uma vez que se não plantarmos as sementes, qual é a possibilidade de termos colheitas abundantes?

No entanto, quando fazemos o plantio adequado, a expectativa da colheita é uma possibilidade e, mesmo que ocorram intempéries, sempre poderemos amenizar seus efeitos, através de uma interferência de nossa parte.

Faço um convite a todos para que, nesta nova mudança de calendário, paremos um pouquinho para refletir.

Espero que possamos investir com segurança em novas realizações, colocando a excelência de nossos atos a serviço da qualidade dos nossos sonhos!

Desejo que possamos brindar a passagem do estágio de expectativa para o estado de possibilidades e que alcancemos o seu total aproveitamento!

Enfim, que a esperança e a fé habitem sempre em nossos corações e que possamos renová-las a cada dia com o nosso empenho e o nosso amor!

Seja Luz!

1 Comment
  1. É como tem sido meus “votos” à algum tempo. Que a colheita lhe seja leve.

Leave a reply

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Unaversidade