Falando sobre Ufologia – Resumo do Encontro Ufológico – Parte 4

Sexta Palestra:  Início às 16:00 horas

O que Falta para o Contato Oficial e Definitivo com Nossos Visitantes?

Palestrante:

Toni Inajar Kurowski, Médico veterinário, professor universitário, policial e perito criminal. Pós-graduado em metodologia da ciência e mestrado em gestão ambiental. Especialista em exame de fotos e filmes de discos voadores, coordenador do Grupo de Análises de Imagens da Revista UFO.

Resumo:

Conforme a Teoria do Big Bang, nosso Universo tem cerca de 13 bilhões de anos.

Nosso Sol é uma estrela de 3ª. ou 4ª. geração, ou seja, é possível que tenha havido 1 ou duas gerações anteriores a essa.

Se desde o Big Bang até agora fosse medido em quilômetros, o ser humano teria aparecido nos últimos 7 centímetros.

Geof Marcy diz que na nossa galáxia existem 200 bilhões de estrelas. Dentre elas, 100 milhões são iguais ao nosso sol. Disso, 22% delas possuem planetas muito semelhante à Terra.

Na Via Láctea, 22 milhões de planetas são iguais à Terra (zona Cachinhos Dourados) pois têm água em estado líquido. Nesses 22 milhões de planetas pode haver 1/3 de vida menos inteligente, 1/3 igual e 1/3 superior , ou seja: 7.333.333 de civilizações poderiam nos visitar.

O cientista Ravi Kumar Kopparapu, da Pensilvânia – USA, sugere que nas anãs vermelhas (estrelas relativamente pequenas e frias), pode haver civilização. Existem mais anãs vermelhas do que sóis como o nosso. De cada 100 estrelas, 77 são anãs vermelhas.

Portanto, refazendo as contas: em 21.197 bilhões de estrelas com planetas há a possibilidade de vida inteligente, apenas na nossa galáxia. Ou seja:  7 bilhões de civilizações mais evoluídas.

Segundo a arqueologia, o Homo Sapiens surgiu cerca de 400 mil anos atrás, as civilizações há 5 ou 6 mil anos e as primeiras máquinas apenas por volta de 1.660 da nossa era.

A tecnologia surgiu apenas no século 18, com a invenção do Watt e o cavalo a vapor. Nossa civilização técnica tem apenas 300 anos.

Algumas especulações sobre a razão do contato ainda não ter ocorrido prendem-se ao fato de  atingirmos algum patamar moral e eles seriam salvadores messiânicos que viriam nos salvar do caos ou, por outro lado, alguns ETs são maus, vêm explorar o homem ou cumprir as leis da evolução planetária.

O grau de evolução de uma civilização está diretamente ligado ao aproveitamento da energia existente no planeta, nas estrelas e na galáxia.

A Escala de Kardashev é um método proposto pelo astrofísico russo/soviético Nikolai Kardashev para medir o grau de desenvolvimento tecnológico de uma civilização.

Existem 3 etapas:

Tipo I: Uma civilização capaz de aproveitar toda a energia potencial de um planeta

Tipo II: Uma civilização capaz de aproveitar toda a energia potencial de uma estrela

Tipo III: Uma civilização capaz de aproveitar toda a energia potencial de uma galáxia.

Na Terra, nossa produção de energia nos qualifica no estado de transição do Tipo 0 (zero) para a consolidação do Tipo 1. Nossa energia não deriva de forças globais, mas da combustão de plantas e fósseis (petróleo). Se desenvolvermos o aproveitamento de outros tipos de energia, chegaremos ao Tipo I dentro de 200 a 300 anos, quando teríamos a possibilidade de controlar o clima, os terremotos, o aquecimento ou o resfriamento.

Numa previsão, atingiríamos o Tipo II dentro de 3.200 anos e o Tipo III em 5.600 anos.

Toni questionou se por parte de outras civilizações haveria vontade de contato, levantando as teorias da não interferência, da interferência limitada, da interferência crescente, da interferência indesejada que pode ser que já estejam ocorrendo.

Provavelmente o que falta para o Contato Oficial e Definitivo, seja compreender completamente seu planeta.

Sétima  Palestra:  Início às 17:00 horas

O Grande Silêncio: Uma Nova Discussão sobre o Paradoxo de Fermi

Palestrante:

Marco Aurélio de Seixas, é médico cardiologista em São Paulo e há 25 anos estuda e influência extraterrestre no desenvolvimento das religiões.

Resumo:

O palestrante trouxe a proposta de algumas reflexões.

Tanto no Macrocosmo quanto no Microcosmo há um grande espaço vazio.

Lei de Sturgeon: “90% de qualquer coisa é lixo”. Theodore Sturgeon, americano, escritor de livros de ficção científica, postulou esse famoso adágio, analogamente à Lei de Murphy.

Segundo o Pub Med, banco de dados médicos, em 2016 havia 1.260.400 artigos científicos e, no entanto, ainda não descobrimos a cura de muitas doenças.

Marco Aurélio colocou que se por um lado houve a evolução da ciência, com a construção do Telescópio Hubble, o Acelerador de Partículas de Genebra ou a descoberta das Ondas Gravitacionais (dobra do Tempo), por outro lado também houve uma involução da ciência, como, por exemplo, a instituição do IG Nobel que premiou a invenção do uso de calças de poliéster em ratos, a autobiografia “Os prazeres de colecionar moscas mortas”, ou o tratado “Porque libélulas têm atração fatal por lápides pretas”.

Com a Ufologia também houve uma evolução com o Caso Varginha, as visitas de dormitório (abduções em seu próprio quarto), a liberação de documentos oficiais e os Agrogrifos, como o de Prudentópolis. Porém também houve uma involução  como, por exemplo, a Ufolatria, ou Ovnilatria – religião ou culto aos OVNIs, o Projeto Portal, a religião USA em que pessoas se matam acreditando que suas almas serão resgatadas por uma nave, e também a afirmação de Bob Lazar de que Jesus seria um extraterrestre.

Quanto a visão alienígena, mais de 95% dos pesquisados responderam que acreditam, 97% acreditam em vida inteligente e 99% acreditam que a Terra recebeu ou receberá alienígenas.

Para Enrico Fermi, físico italiano naturalizado americano e prêmio Nobel de Física, o Universo está cheio de vida, mas onde está todo mundo?

Se no Universo existem de 100 a 400 bilhões de Galáxias, com um número exorbitante de civilizações inteligentes, como contatá-las?

O Sinal “Wow!, como ficou conhecida a transmissão de 1420 meghertz, interceptada pelo radiotelescópio Big Ear, que trabalhava para o projeto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence) em 1977,foi creditada a uma transmissão realizada por uma civilização avançada. Recebeu esse nome porque o astrônomo Jerry Ehman, quando detectou a transmissão, ficou tão fascinado que escreveu “Wow!” ao lado dos números nos quais registrou as variações de intensidade do sinal. E o nome pegou. Se para muitos foi um contato realizado por aliens, para outros pesquisadores, como Antonio Paris, cometas liberam muito hidrogênio quando passam perto do Sol. Como são compostos principalmente por metano, amônia, dióxido de carbono e água, tudo congelado, o calor do Sol esquenta a água que cria uma nuvem de hidrogênio e esse gás poderia ter gerado um sinal de curta duração, de exatamente 1.420 megahertz, que é a frequência do hidrogênio e a mesma captada pelo radiotelescópio Big Ear. Em 2006 a mesma frequência foi captada através da passagem de um outro planeta. Os estudos continuam.

O palestrante passou um vídeo do programa pinga Fogo, da TV Tupi de São Paulo, de uma entrevista com o médium Chico Xavier, realizada em 1971, que quando perguntado sobre a existência de vida extraterrestre e quando seria feito um contato, respondeu: “ Se não entrarmos numa guerra de extermínio nos próximos 50 anos, poderemos ter grande desenvolvimento na ciência e no aprendizado pessoal, para podermos iniciar um contato com civilizações mais avançadas.”.

Marco Aurélio finalizou a palestra dizendo: “Quer estejamos sozinhos ou acompanhados, as duas hipóteses são assustadoras e, ao mesmo tempo, maravilhosas!”.

 

Oitava  Palestra:  Início às 18:00 horas

Cinco Dias a Bordo de Um Disco Voador nas Mãos de Alienígenas.

Palestrante:

Travis Walton, lenhador americano, de 664 anos de idade, protagonista de um dos casos de OVNIs  mais conhecidos e comentados pela mídia.

Resumo:

Na verdade não se tratou de uma palestra, mas sim do relato do que ele lembra, até agora, de ter acontecido na noite de 5 de novembro de 1975.

Quando se preparavam para voltar para casa, ao término de um longo e duro dia de trabalho,  em um veículo, na companhia de 6 outros colegas de trabalho, todos da cidade de Snowflake, no Arizona, Travis Walton e seus amigos avistaram um objeto luminoso parado em frente ao local em que estavam.

Travis saiu da caminhonete e correu em direção ao OVNI, não se importando com os gritos dos companheiros que tentavam demovê-lo da ideia de continuar em seu intento.  Aproximando-se do objeto, recebeu uma forte descarga de luz e, segundo os relatos, seu corpo foi arremessado a uma altura de mais de 3 metros e caiu no solo como um saco de ossos. Seus companheiros apavorados, imaginando que ele havia morrido e temendo a possibilidade de também serem atingidos, se afastaram do local.  Ele não se lembra  de como foi parar dentro da nave, mas apenas de ao acordar estar muito fraco e em um local com máquinas e equipamentos  muito estranhos para ele, rodeado por 3 criaturas pequenas, de olhos escuros, sem orelhas e nariz aparentes, com as quais ele brigou. Essas criaturas saíram e entrou um homem bem alto, com um capacete na cabeça e depois mais uma mulher e outro homem, com aparências serenas  e  bonitas. Disse que o sentaram, mesmo ele resistindo, colocaram uma máscara em seu rosto e ele desacordou. Ao acordar, estava próximo de um posto de gasolina, há algumas milhas do local em que avistara o objeto.

Entrou na cabine do posto e ligou para o cunhado que foi buscá-lo na companhia de sua irmã.  Travis, porém, não sabia que tinha ficado desaparecido por cinco dias.

Existe um filme sobre esse episódio (Fire in the Skyy), claro que – segundo ele – com alguns detalhes fantasiosos e também farta matéria na Internet, onde vocês poderão saber de detalhes do caso.

A plateia fez muitas perguntas, mas as respostas de Travis Walton foram lacônicas, talvez pela repetição incansável do assunto.

Trechos do filme Fire in the Sky – relato da experiência – mais entrevista na qual ele fala que o filme não relata a verdade dos fatos.

Para o site oficial de Travis: http://traviswalton.com

Comments

  1. Mirtes Pegorer

    Iara, grata por todo esse material disponibilizado para que possamos tentar entender um pouco mais sobre esse assunto fascinante..Gosto de ler sobre ufos desde 1974..rsrs
    NO entanto,com tanta pesquisa, tantos relatos,experiencias, as perguntas ainda são muitas e sem previsão de resposta..que pena..
    Mas continuamos firmes na certeza de que eles estão por perto,apenas esperando que muitos de nós estejam preparados para recebe-los!