Entre muitos espelhos

espelho 1Se estivermos dispostos a viver um Novo Ciclo, o que tornou-se vício na terceira dimensão — que foge às bases da quinta — deve ser superado.

O que sugere que a dualidade deva ser superada, por exemplo.

Ao enveredarmos num caminho de autoconhecimento, ouvimos com certa frequência a proposta de olharmos os outros como espelhos.

Esta concepção pode ser muito sábia e integrada, dependendo do seu enfoque.

Mas, perscrute suas crenças internas. Entre num salão de espelhos… Você se sente mais inteiro, ou muito dividido? Ou ainda, estranha e esmagadoramente só?

E em que situação, este “olhar o outro como espelho” costuma surgir?

Ele aparece como inspiração na Luz do outro, que em última instância é você mesmo? Ou, justamente, numa situação crítica e tensa, na qual o mais próximo que se consegue atingir em termos de gentileza é ser tolerante com aquilo que você considera falho em si ou no outro? Quando você dá um golpe, ou acaricia um espelho? Quem você atinge ou toca? E se trincado? Como é seu reflexo?

Agora pense num mundo em que decretamos que todas as individualizações são nossos espelhos. Dependendo da sua perspectiva, isto pode ser bem opressor e dificultar a compreensão da unidade que formamos, aumentando a ilusão, a cisão.

E ao invés de nos unir, nos fragmentamos. Por que usarmos os conceitos de uma forma restritiva e com excessiva descrição embutida?

O que mais se consegue com um espelho? Muitas coisas úteis! E outras nem tanto. É bastante subjetivo, pois depende de sua consciência e de seu conhecimento.

Refletir, iluminar, ampliar, deformar, distrair, iludir, repetir.

Você quer mesmo repetir indefinidamente esta situação, uma realidade que poderia ser modificada? Olhar sempre os mesmos reflexos, não dificulta a projeção de algo novo?

Tente lembrar-se de todas as coisas que conseguem refletir outras, que funcionam como espelhos, tanto naturais (nossos olhos, a água) ou os artificiais, vítreos, duros e frios, cristalinos. Dispostos com ou sem sentido arquitetônico e agora conheça a definição de um espelho:

Espelho é uma palavra que deriva do grego katóptron , kata oposição e óptron visão. “Essa ideia do espelho estar ligada ao olhar também aparece no francês miroir, derivado de miratorium (= objeto para se mirar). Deste modo, É uma continuação do latino speculum, o qual passou para o alemão Spiegel, enquanto o inglês mirror é derivado de miroir. Spe é uma partícula que significa entre outras coisas “expandir, aumentar, ter êxito, levar qualquer  projeto adiante, tanto o de natureza física como psíquica. […] Além de espargir, espalhar, na agricultura, com os esporos, sementes da terra.”** – **Etimologia de Termos Psicanalíticos – David Zimerman.

Não sei se você também reparou na disposição das palavras no enunciado da Lei da Consciência:

“Separar a ilusão da verdade. O aspecto contrário à verdade é a ilusão.”

Parece espelhado, não? Ilusão x verdade, verdade x ilusão.

Qualquer que seja a ferramenta/ideia/conceito que você use com o objetivo de fazer a diferença na construção da realidade do Novo Ciclo, precisa alça-lo da mesmice. E isto só se alcança “separando a ilusão da verdade”.

Consciência ao espelhar. Consciência ao ser espelhado.

Enquanto um espelho for erigido entre você e os outros, haverá uma ilusão.

espelho 2Nossa visão 3d está mais habituada a tolerar os reflexos do que a Luz em si.

Diminuir as diferenças, aumentar as semelhanças…  diz o Decreto da Reconciliação.

É um tanto difícil perceber as diferenças e as semelhanças, quando se recorre aos espelhos.

Quanto maior a consciência que separa a ilusão da verdade, menor a necessidade destes espelhos.

Mais reverência ao brilho de cada um. Mais intensa é a Luz. Seja e permita que o outro seja também: LUZ.

3 Comments
  1. Complicado para entender. Ale Barello, sou um grande admirador seu. Copiei o Codex Comentado com as 43 Leis em dezembro de 2012, coloquei em um fichário e já li várias vezes. Tenho certeza que algum dia pelo menos vou me familiarizar com as novas Leis do III Milênio. Nascí católico, descobrí que sou médium de cura, sigo o ensinamento espírita Kardecista, mas sou aberto para a Espiritualidade de um modo geral desde criança. Li quando menino o livro de Erich von Däniken, “Eram os Deus Astronautas?”, e nunca poderia imaginar que esse Autor um dia viesse ao Brasil e ser interessado no Movimento Era de Cristal. O Brasil é um país Espiritualmente adiantado na minha opinião. Que Deus te abençoe (falando como católico) Ale, seja LUZ. Um grande abraço desde Denver – Colorado – USA.

  2. Uau, que percepção apurada. Achei perfeita essas perguntinhas, para que possamos pensar um pouco mais. Gratidão!!

    “E em que situação, este “olhar o outro como espelho” costuma surgir?
    Ele aparece como inspiração na Luz do outro, que em última instância é você mesmo? Ou, justamente, numa situação crítica e tensa, na qual o mais próximo que se consegue atingir em termos de gentileza é ser tolerante com aquilo que você considera falho em si ou no outro? Quando você dá um golpe, ou acaricia um espelho? Quem você atinge ou toca? E se trincado? Como é seu reflexo?”

  3. Sem separação. Mesmo vendo as individualidades como espelho, entendendo que todos são eu ou não eu, não sinto fragmentação, nem inteireza. O sentimento é de que é o certo e pronto. Aceitar as diferenças , as mudanças, os diferentes e iguais caminhares é calmante. Tira a ansiedade ou ângustia do não reconhecimento de si.

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