Ecos

Ilustração Gisele Caldas

Ilustração Gisele Caldas

Nossas mentes se confundem

Nossos medos  gritam

Nossas dores chamam

E o eco não repete

 

Nossos olhos se afogam

Nossas mágoas queimam

A respiração se ausenta

Num delírio constante

 

Queria eu encontrar a saída de mim mesmo…

 

Hoje que eu tanto sei

Hoje que já ouvi os segredos do universo

Como sou eterno!

Como meu ser é luz!

Hoje que me debato no conflito entre ser e existir

Por que ainda esse tamanho vazio?

 

Quem é esse que resiste em mim?

 

Quando o som ecoar será que vou ouvir?

 

Será que vou entender que é  possível ser e existir sem culpa?

 

Eu acredito e o som ecoa… Amor…

Mas eu ainda acredito em distâncias…

Em tempo…

Em ecos…

Ecos estão sempre tão longe…

10 Comments
  1. Que presente! O espelho de muitos de nós.

    • Reply
      Gustavo Andriewiski 21/10/2014 at 9:01 AM

      Adorei a ilustração Gí. É tão legal ver as conexões entre a palavra e o desenho!

  2. Gustavo, neste hoje, dia da poesia e do poeta, você tão bem colocou o eco dessa eternidade que, por vezes, como a querida Gisele ilustrou, entorna o nosso coração! Beijos saudosos, queridos e parabéns pela reflexão!

  3. Reply
    Janice Valeria Pedro 21/10/2014 at 5:16 AM

    …então Gustavo, olha como somos todos “um”; veja como somos semelhantes em nossa divagações, em nossas angústias, em nossas reflexões ( como diz nossa querida IARA..)
    e em tantas outras coisas que nos compõe. O que sacode a mim, sacode a você também…o que me faz urrar de dor, provavelmente também o faz a qualquer ser que tire os olhos do próprio umbigo e tenha a coragem de se mostrar. A escalada é infinita… e pode ser dita, incontestavelmente carregada de todas as nós… os que foram, os que são e os que virão. Bem vindo, então!!!!
    AMOR!!!!

    Sinto em meu peito a paz tão almejada
    Não a conheço e pra mim se chama solidão
    Giro no vácuo lentamente…
    E as lembranças do meu coração
    Bailam à minha volta vazias como eu
    Sinto a leveza que me envolve e a não resistência do existir
    De todas as formas ou de nenhuma delas, eu sou!
    Não existem caminhos, nem partidas, nem chegadas…
    Suspensa, silenciosa, entregue… Meu ser lamenta,
    Minha alma chora, por todos os erros, por todos os acertos,
    Pela ausência das palavras certas…
    Não soube ser, humana… Nem tão pouco divina…
    Rodopio sem nenhuma orientação e desnorteada me deixo ser levada
    Para onde o universo quiser.
    Em meio à serenidade quero seguir pelo eterno
    Vagar pelo nada, ser uma com o todo.
    E mesmo flutuando, ainda sinto o ardor, do fogo que não foi consumido,
    Do amor que não foi vivido, do abraço que não foi dado,
    Da comunhão que não aconteceu…
    Meu sangue escorre e vai lavando a poeira do que foi o meu caminho
    E a carne vira pó que se espalha pelas estrelas
    Quero voltar para casa… Hei de voltar para casa, lá nos confins do universo,
    Numa estrela pequenina, de onde irei velar, por todos os que amei.

    • Reply
      Gustavo Andriewiski 21/10/2014 at 8:58 AM

      Que lindo Janice! Somos todos um e nossas luzes lutam, não pra esconder nossa sombra mas pra permitir que a enxerguemos e mais ainda a aceitemos.

      • Lindo! É isso…Somos todos um,e nesta busca do eu sou,E DA NOSSA FONTE DE VIDA E AMOR, vamos seguindo e apesar de tudo vai valer a pena,e também serei uma estrela pequenina, de onde irei velar,por todos que amei.
        Gratidão

  4. Reply
    Claudia Sampaio 21/10/2014 at 3:28 PM

    Um grande presente tanto da Gisele quanto do Gustavo. Quanta poesia, luz… E que sincronia perfeita! Gratidão, Queridos.

  5. Maravilhoso!!!
    Li, fechei os olhos, senti…Ecoei!
    Gratidão.

  6. Reply
    Monica Moreira Pereira 25/10/2014 at 8:39 AM

    Que gostoso ser poeta e conseguir passar tanta paz e esperança em simples e profundas palavras , junto com nossa Gi , me mostrou todo nosso universo . Gratidão.

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