Escolha do Editor

Do que teus olhos estão cheios?

De alguma forma muito misteriosa, a primeira coisa que li hoje foi uma mensagem que trazia os seguintes dizeres:

“São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!”
(Mateus. 6:22 e 23).

Aqueles que acompanham o Movimento Era de Cristal e Unaversidade e, por consequência têm alguma identificação com minhas “personas” nas redes sociais, devem ter notado que meu jejum de participação nas redes sociais continua firme e forte!

Por conta de alguns compromissos profissionais continuo interagindo com pouquíssimas pessoas e mesmo a estas, não dedico tempo algum de leitura de suas postagens. Estou alheia, mas não alienada!

Há uma rede mais do que social por baixo da teia de relacionamentos que nos une. Não preciso ler para saber que existem, foi o que acabei concluindo. Parece óbvio, mas não é. Durante o dia e mais especificamente antes de dormir, algumas imagens e nomes de pessoas com as quais convivia diariamente nas redes sociais, conhecidas pessoalmente ou apenas no mundo virtual, vêm facilmente aos meus pensamentos e é nesse momento em que os cumprimento e até travo algumas conversas imaginárias! Loucura? A mais intrigante e divertida delas!

As mudanças em meu estado de humor e na minha conduta de forma geral já são constatáveis para mim, mesmo que ainda não reflitam no coletivo. O mais espetacular foi a constatação de que o tempo começa a voltar ao normal, digo o tempo cronológico, aquele que aparentava fazer um dia ter 13 ou 14 horas, está mais elástico, cheio, abrangente e sobra hora para pensar no que fazer.

E o que isso tem a ver com a citação da manhã?

Tudo! Não que agora meus olhos estejam cheios de luz – não tenho essa pretensão – mas sinceramente, têm menos trevas.

Não deixei de assistir noticiários, de ver vídeos pontuais sobre os acontecimentos públicos, nem de me informar sobre os fatos que acontecem com as pessoas. Continuo falando com elas, por incrível que pareça, mas apenas sair da onda coletiva de repetições das muitas bobagens de julgamento, dos ódios explícitos, até mesmo das correntes bem intencionadas de envio de energia para todos os casos, ocasionou numa diminuição de trevas e, consequentemente, num espaço maior para a luz.

Porque, sabe, o coletivo é um lugar estranho! Ele tem a força de nos impulsionar a sentir o que não é nosso, e sim, o mais forte de tudo e de todos, a média de sentimentos. Uma média que pode não refletir o que você sente, mas que te obriga a sentir o mesmo que todos.

Num exemplo prático, falo sobre Brumadinho. Não imagino como eu teria reagido se tivesse acompanhado as postagens do coletivo sobre o assunto, mas penso que, no meu caso, seria mais para revolta. Eu pegaria o sentimento mais forte do coletivo – revolta – e encheria meus olhos dessa treva. O que aconteceu de fato, foi que senti empatia e compaixão. Foi um tempo de choro e comoção, mas sem revolta. Meus olhos viram as vítimas e em segundo lugar os solucionadores e não, os responsáveis.

Literalmente, foi uma questão de “ponto de vista”, que fez a diferença.

Coisa linda poder dar espaço para a Luz sem fazer força. O caminho mais fácil parece ser eliminar as trevas e isso não requer nem prática nem habilidade, mas necessita de muita persistência e consciência para separar Verdade de Ilusão.

No final, só tem Luz mesmo… Treva é quando você fecha os olhos para a Verdade.

Seja Luz!

1 Comment
  1. Como sempre, gostei.
    Esse afastamento Tbem já navego nele há tempos ..
    Assim tenho mais tempo para me dedicar ao que me faz bem ou pelo menos ao que mais gosto!
    Belíssima colocação Alê

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