Desenho Você!

coração

No meio de uma brincadeira (bonecos) comigo, a minha caçula notou uma longa dispersão. Sem perdão por esta ausência de corpo presente me fuzilou com o mais sonoro e inconformado:

– COOOOOLÉEEEEEEEE???***Mamãe!

***(= qual’é??????)

Não foi um Coléee – qual’é qualquer… Explodiu melodioso, todo tonado, cheio de malemolência contestadora igualzinho de um mano (no caso, uma mina). O gestual bem gingado na expressão impaciente e incisiva da minha miniatura de líder da revolta – 4 aninhos recém-completados.

Justamente por ter lido e refletido tanto sobre INTEGRIDADE, o “qualé” da Elisa teve mais impacto sobre mim. Teste prático e revelador na escola da vida de compreensão e aplicação do conceito: eu não estava ali por inteira com a minha Pequena. O “qualé” pode ser insolente, e distante das boas maneiras. No entanto, o meu exemplo de alheamento foi sim nocivo, absoluta falta de respeito.

Pedi desculpas, muito envergonhada e engatei uma pergunta sobre a escola… Ela respondeu com um desabafo irritado: “lá eu brinco, mas aí eu desenho VOCÊ.”

“… eu desenho você” foi dito me olhando muito, com o “você” destacado e dolorido, traduzindo que mesmo longe, ela tentava me trazer para perto. O jeitinho dela se sentir mais perto de mim, na aula, era me desenhando. E realmente, percebi que estou lá, representada, onipresente em todos, todos os desenhos, seja qual for a temática. Uma escolha consciente dela de todos os dias.

Foi A ‘tungada’ para me fazer cair na real, me fazer mais real para minha caçula, mãe inteira como ela merece.

Não é preciso esperar para receber um sacode tão eficiente e de alguém que amamos. Até porque em muitas situações, a negligência é consigo mesmo, ignorando os sinais enviados pelo próprio corpo e a consciência, no coração.

O que desejo para cada um, nesta semana, é que estejam mais inteiros e no melhor de si mesmos em cada aspecto de suas vidas.

* Sugiro com ênfase e carinho a leitura dos 4 artigos do Unaversidade Era de Cristal:http://unaversidade.org/movimento/blog/series/o-padrao-da-maestria/

2 Comments
  1. Pois é, linda Claudinha, os nossos pequenos são GRANDES, ENORMES, quando se trata de percepção. Eles, por estarem mais perto das outras dimensões, conseguem sentir e expressar as nossas atitudes, digamos, desalinhadas em alguns momentos. Nosso agradecimento por esses toques deve ser a correção necessária e o amor sempre presente. Parabéns pelo belo texto e pela linda filha!

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