Depressão: vítimas ou seguidores?

Depressão

Ilustração: Gisele Caldas

Não nascemos com depressão. É no decorrer da existência que esse distúrbio pode ou não ocorrer.

A depressão é bastante democrática; atinge seres de todos os gêneros, de todas as nacionalidades, de todas as cores, de todas as tendências políticas, filosóficas ou religiosas.

Falamos muito de depressão e conhecemos inúmeros casos da ocorrência desse desajuste, tanto em nosso círculo familiar, de amizades, como em personagens famosos, que chegaram quase a destruir ou que efetivamente acabaram com suas vidas em decorrência disso.

Porém, sem entrarmos no campo científico, como podemos entender a depressão?

Para isso, nada melhor do que o uso da semântica, no campo da linguística – que é o ramo que estuda o significado das palavras – para nos ajudar na compreensão, não só do termo, mas também das situações que ele designa.

Senão, vejamos o que consta no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa:

Depressão (latim depressio, -onis), substantivo feminino

  1. Abaixamento de nível.
  2. (Figurado) Enfraquecimento, abatimento, físico ou moral.
  3. Achatamento, cavidade pouco profunda.

Seguem-se também as expressões em que essa palavra entra como um dos componentes e entre elas temos: “depressão nervosa: estado patológico de sofrimento psíquico assinalado por um abaixamento do sentimento de valor pessoal, por pessimismo e por uma inapetência face à vida.”

Verificando os casos que conhecemos e analisando os significados descritos no dicionário, conseguimos compreender que a depressão é gerada por nós mesmos:

  1. Quando diminuímos as nossas capacidades, as nossas qualidades, o nosso desempenho e nos comparamos aos outros seres.
  2. Quando nos deixamos abater pela maledicência, pela inveja e pelo egoísmo, sejam eles externos ou internos.
  3. Quando descemos apenas à primeira camada do entendimento, sem nos aprofundarmos nas razões e nos questionamentos mais profundos.
  4. Quando não valorizamos a oportunidade que está contida nesta nossa existência e vivemos os nossos dias terrenos mais como um fardo do que uma bênção.

A depressão não escolhe suas vítimas, ao contrário, estas é que escolheram seguir por esse caminho – quase que na maioria das vezes inconscientemente – sem desconfiarem que, ao longo do percurso, serão tragadas por um turbilhão de sentimentos desconexos.

E não precisamos de muito mistério, nem esforço, para decifrar que o grande antídoto à depressão está guardado dentro de nós mesmos e consiste na vigilância constante, no trabalho sólido com a nossa motivação pessoal, na consciência da nossa potencialidade e na compreensão das leis que regem o Universo.

Quando um bebê vem ao mundo, ele chega com o seu pleno potencial. Que possamos alegremente cuidar dessa dádiva recebida e cultivá-la com a mesma leveza, o mesmo riso e o mesmo destemor das crianças!

Seja Luz!

1 Comment
  1. Reply
    Monica Moreira Pereira 25/10/2014 at 9:08 AM

    Iara querida , meu filho teve uma depressão aos 7 anos de idade , outra aos 20 e tomou antidepressivos apenas na fase aguda , Há uma parte organica mais fraca em certas pessoas que predispõem ao quadro depressivo , mas depois de muitos estudos e tentativas ,ensinei a ele que nós não podemos exagerar sob muitos aspectos, nos estudos e no trabalho,mas sem duvida, perdas ,mudanças e decepções são os maiores vilões da Depressão. Hoje ele enfrenta os problemas de frente , enverga mas não quebra. Participa e muitos seminários ,cursos e é um profissional de Marketing , e nunca mais tomou uma medicação. Gratidão pelas palavras . Sempre bom le-las qdo fraquejar .

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