De coração

Texto: Claudia Sampaio | Imagem: Arquivo pessoal Claudia Sampaio
 
Vivi e Lilica no porta-retrato de corações...

Vivi e Lilica

Quem nunca presenciou um bebê descobrindo as próprias mãos? É uma das fases mais deliciosamente cômicas e ternas da infância. 

Neste Ciclo Novo, nascemos para outra plataforma de cognições e ações. É um nascimento diferente, como no filme Matrix, renascemos adultos. A responsabilidade, disponibilidade e autonomia são pré-requisitos de navegação, mas ao mesmo tempo, sentimos a expectativa de uma criança, entre encantados e assombrados com as possibilidades e ferramentas que se apresentam, gradualmente, respeitando nosso desenvolvimento e adaptação.

Nossos bebês nos mostram como aprender sobre a vida, com o máximo de sensações possíveis na interação com o que os rodeia. Qualquer objeto lhes dado é investigado minuciosamente: mordido, esfregado, jogado, sacudido. Então, vamos crescendo, e perdemos um tanto desta índole científica. Uma bênção imensa é saber que nossa Mestra é a Natureza deste vasto planeta. Ela é de fato nossa Mãe.

Quando se reflete a respeito da emanação de Amor, talvez o campeão de referência seja o vínculo Mãe & Bebê. E creio que 9 em cada 10 pessoas irão simbolizar o Amor com um coraçãozinho.

É sensacional demais imaginar que no ventre ainda, “o primeiro órgão formado é o coração – irá “bombear em média 74 mil litros de sangue por dia – o suficiente para ao longo de uma vida inteira, encher 100 piscinas. A pressão exercida pelo órgão também é tão forte que o sangue poderia ser jorrado a 10 metros de altura.”

E também que “durante sua vida vai bombear aproximadamente 1,5 milhões de barris de sangue, essa quantidade seria o suficiente para encher 200 vagões-tanque de trem.”

Outro detalhe bonito, seus batimentos tem função infinitamente maior do que sonda nossa imaginação, pois é o órgão que rege a “sincronização geral” do nosso organismo. Pelo pulsar eletromagnético tudo entra em ordem ou desordem.

Recentes estudos apontam maravilhas sobre o coração, uma rede neural independente, campos eletromagnéticos amplificados, inteligência superior, etc.

Poesia pura: o coração (e tudo o mais) de uma criança é tecido à melodia do pulsar do coração materno.

São pequenas amostras, mas suficientes para deterem nossa atenção, tanto quanto as mãos hipnotizam os pequeninos. Anatômica, energética e arquetipicamente, o coração reluz soberano em seus mistérios e sua conexão com a compreensão do Amor.

A Lei do Amor do Codex diz:

 “Colocar o bem estar, a ocupação e os sentimentos para com os outros, acima do eu. Negar a existência do mal no mundo e não resistir. O amor segue o curso da menor resistência.”
– O maior presente a outro ser, tenha ele a forma que tiver, é dar-se a si sem amarras ou expectativas.”

Pensei comigo, aqui nesta vida terrena, humana será que algum dia já experimentei ser agente ou receptora de um Amor como este que o Codex descreve?

Onde há mais CORAÇÃO, literalmente?

Logo imaginei a gestação de um ser. Não apenas um, o que já é magnificamente milagroso por si, mas dois, às vezes até mais coraçõezinhos freneticamente palpitantes dentro de uma individualização.

Geralmente, durante a gravidez, por um impulso biológico é assim que nosso organismo se comporta. Ele se doa inteiro à construção da vida do pequeno ser. Ao elencar as necessidades, total prioridade ao bebê em formação, esta é regra geral. Nesta fase, o corpo flui como a Natureza, num vertiginoso mergulho na sabedoria primal dos instintos, inconsciência, intuições. Numa inteligência espetacular de trocentas etapas necessárias para gerar, guardar e nutrir uma nova vida. Assim que nasce, nada acalma mais um nenê do que o ritmo que ele conhecia deste o útero, as batidas do coração materno e não por acaso, a posição instintiva da amamentação une os dois corações.

A Vida é a própria emanação de Amor. Limitando-se apenas ao funcionamento complexo do coração, reconhecemos que o Amor é um fluxo contínuo. Nunca estagnado, em constante MOVIMENTO. Num ir e vir, contrair e dilatar, trabalho incessante. Nossos corações não tiram férias, sempre vigilantes. Por demais abusados de nossos despropósitos.

Talvez tenha sido por isto que a primeira prática transmitida pelo Movimento Era de Cristal seja a do Exercício do Espaço do Coração. Por segundos tomamos consciência de nosso pulsar, a frequência do Amor.

Assim, nesta vibração, com a mesma ternura: cante, sinta, olhe, toque, ouça a si e ao outro.

Ancorando com discernimento e confiança a plenitude deste vínculo Mãe e Filho, na sua vida.

Seja todo coração. Emane Amor. Seja Luz!

Citações:

http://www.deondesaiuisso.com/2013/10/10-curiosidades-sobre-seu-coracao.htm

http://saude.ig.com.br/coracao/

http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=27434

20 Comments
  1. Lindo como sempre…. parabéns querida…muita sensibilidade e sabedoria..”A Vida é a própria emanação de Amor. Limitando-se apenas ao funcionamento complexo do coração, reconhecemos que o Amor é um fluxo contínuo. Nunca estagnado, em constante MOVIMENTO. Num ir e vir, contrair e dilatar, trabalho incessante. Nossos corações não tiram férias, sempre vigilantes. Por demais abusados de nossos despropósitos. Seja Luz!”

    • Reply
      Claudia Sampaio 29/05/2014 at 7:25 PM

      Meu Anjo da Ametista, Querida Zê Batista, você é um exemplo de vivência deste Amor pra mim. Te agradeço o carinho. Seja Luz!!!

  2. Reply
    marcelle sampaio 26/05/2014 at 3:51 PM

    Clau, acho que esse é seu artigo que mais me mobilizou. Ele é sim bem amplo nos colocando em mais de um ponto de vista, como aliás, sempre estamos! Nunca pensei tanto sobre a lei do amor, como nas últimas semanas. Uma lei que soa simples, mas incrivelmente, é de uma dificuldade prática visível. Parabéns pela clareza e profundidade. Lhe sou muito grata, minha querida irmana. Beijo com abraço de corações.

    • Reply
      Claudia Sampaio 29/05/2014 at 7:29 PM

      É mesmo, Marcelle, fui refletir também e percebi o quanto distamos da vivência deste Amor que o Codex descreve, no dia a dia. Mas, fico feliz porque juntos estamos redescobrindo toda a Luz deste sentimento e o impregnando com mais força e verdade nas nossas vidas. Sou grata imensamente grata pela honra de ter te reencontrado, Irmana. Beijos cheios de coraçõezinhos em você.

  3. Claudia, quanta coisa vamos relembrando com esses artigos! E vemos como tudo se complementa neste Universo, que mal conhecemos. Beijos!

  4. Reply
    Claudia Dantas Fonseca 26/05/2014 at 4:14 PM

    Querida Claudia, teu artigo nos convida a escutar e ouvir novamente o exercício do Espaço do Coração.
    Na busca da reconexão do nosso Ser, alimentada pela pura onda e vibração do Amor.

    • Reply
      Claudia Sampaio 29/05/2014 at 7:35 PM

      Pura onda e vibração de Amor foi esta que senti lendo o seu comentário, Claudia. Te agradeço do fundo do coração tanto carinho. Sempre juntos no EC.

  5. Que emocionante Claudinha… lendo e sentindo pulsar cada palavra. “O amor segue o curso da menor resistência”… Quanta força faz um coração ao bater? Nem sentimos, não é? Não pesa, dói…
    Perfeito. Mais um lindo e valioso artigo!

    • Reply
      Claudia Sampaio 29/05/2014 at 7:37 PM

      Acho que vou escrever esta sua frase no meu pulso para lembrar sempre, Gell rsrs: não pesa, não dói. Gratidão, linda, pela vibração de amor com que vc me envolve sempre. Você me transmite uma leveza e alegria imensas. Beijos!!!

  6. Reply
    Luciana Oliveira 27/05/2014 at 1:21 PM

    Querida Claudia, você é muito talentosa. Estou emocionada, parabéns!

  7. Reply
    Erci Raposo Pimentel Galdino 27/05/2014 at 1:38 PM

    Parabéns, adoro seus textos. Realmente é o Amor Incondicional que move o Universo, daí tantos batimentos cardíacos.Bjs

  8. Sensível e delicado artigo, Cláudia, muito bonito a forma que você fala do coração e da relação mãe filho. O coração é o primeiro órgão que nasce e o ultimo que morre. As pulsações cárdicas do embrião é a primeira função que o ser humano realiza independente da mãe, a primeira marca de individualidade. Tão importante e damos tão pouca atenção as suas razões. Grata.

    • Reply
      Claudia Sampaio 29/05/2014 at 7:53 PM

      Neuza Querida, eu quem te agradeço por este olhar que acrescenta sempre, nos faz refletir além. Adorei sua reflexão sobre a individualidade do coração _/_ <3 Seja Luz!

  9. Reply
    Kateline Santos 28/05/2014 at 3:52 PM

    Belle Cacau…. quão belle es tu alma…. tua luz não é superficial…. tua sabedoria tem muitas vidas, e Tu és toda Luz menina linda! Não deixes de doar-nos com o teu Dom e Talento p/ a escrita, deixa a gente entrar no teu mundo através dos teus artigos, ele é carregado de sabedoria e amor. Luz p/ todo o sempre querida!

    • Reply
      Claudia Sampaio 29/05/2014 at 7:55 PM

      Kateline, nem sei o que dizer minha linda, a não ser que imaginar teu sotaque ao falar me encanta mais ainda se é que é possível. Gratidão por todo o seu carinho de sempre, incentivo, disponibilidade. Você é um exemplo de ser humano que se doa completamente, ímpar e iluminado. Beijos estalados!!!

  10. Me lembrei da minha primeira gravidez ,onde abdiquei de tudo pra viver o momento e da emoção indescritivel,gigante do nascimento de meu primeiro filho…foi como a explosão de uma bomba no meu coração…transbordando de Amor . Sim , Claudia …Amar .sem resistir …Lindo texto, Obrigado !

    • Reply
      Claudia Sampaio 29/05/2014 at 7:57 PM

      Grata, Monica, por dividir conosco sua vivência tão bonita e por este incentivo que nos impele a buscar o melhor de nós mesmos. Beijos! Seja Luz!

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