Coragem

Da série: “A primeira colheita: coragem”

Por Alê Barello

Luiz Barello e eu demoramos exatos 12 anos para colocarmos publicamente as ideias que recebíamos via (antiga) canalização.

Nossas carreiras, nossos contatos, nossos envolvimentos com a terceira dimensão nos faziam pensar que, sendo nós um casal “quase normal”, seríamos tomados como totais e absolutamente loucos, desajustados, insanos.

“Formas pensamento? Outras dimensões? Existência multidimensional?”

Bem, em meio à vida prática, à construção de um relacionamento a dois, criação de filhos, contas para pagar, não desistíamos… mais ele do que eu, que tinha um senso torto de urgência, acreditando que existiam duas vidas: a “normal” e a que vivíamos no caminho espiritual, com os ensinamentos, mensagens, exercícios, etc.

O que aconteceu, em 2012 foi uma urgência. Não que eu quisesse, realmente, abrir mão da minha vida mediocremente planejada… Mas ele, Luiz, sabia que era a hora e os nosso irmãos das Plêiades nos deram um ultimato, muito comum em qualquer história de receptores de informações. Os termos dessa conversa não precisam ser colocados aqui, mas o resumo é assim: “A FILA ANDA!”.

O que eles queriam dizer era bem isso… Se a gente não levasse a mensagem que nos cabia, a público, outros deveriam fazê-lo, coisa mais do que justa para aqueles que já haviam esperado pacientemente, por 12 anos da 3D para que nos decidíssemos…

E respirei fundo e tomei coragem…

Coragem é uma palavra séria, chega a sufocar.

Tinha que abrir, tinha que dizer a que vínhamos; me expôr, esquecer “eu, eu mesma”, minha conchinha, meu tranquilo anonimato.

Sabem pelo que leem por aqui que não falamos de nossas vidas. Não é por aí que se conduz um trabalho. Vez por outra, aqui ou lá descobrem que fazemos isso, o outro, somos formados nisso, estudamos aquilo, moramos em tal lugar… Mas dava para juntar, ou teríamos que largar tudo?

O “tudo”, com o tempo, foi se misturando. Sempre nos disseram que não precisaríamos abrir mão de nada e que tudo aquilo que já tínhamos como aporte seria a base para o trabalho público.

Sim, era!

Vejo por aqui, vez ou outra, um pessoal meio indeciso… Sei lá se tem medo (uh!, o medo!) de se mostrar, de tomar partido de alguma coisa, ou de ser considerado “anormal”. Pelo que contei acima, sabem perfeitamente que entendo…

Passam pelo grupo, até leem os posts mas não comentam… “Será que isso vai aparecer no meu mural pessoal?” “Meu marido vai ler?” “Meu chefe vai ver que comentei algo num grupo de malucos?”

Relaxe! Nem fique pressionado pela decisão, nem se culpe por não ter se posicionado.

Quando isso acontece é de dentro para fora, uma coisa visceral.

Nada segura a decisão em forma de gente!

Por outro lado, esse ano de trabalho revelou tanta Luz abafada, que a gente até perde o fôlego!

Uns começaram timidamente; outros, chegaram como um vento forte de verão!

Luz, Luz, Luz, pensamentos em palavras, emoções em imagens, frases, desabafos, novos rumos, definições; a vida se abrindo em dois caminhos e sim, a melhor escolha sendo procurada!

O que vi neste ano de trabalho público foi uma janela sendo aberta e a Luz entrando com tanta força, que por vezes, cegou os incautos.

Sua participação nisso tudo, é imensa!

Não sou mais “eu, o Luiz, a Iara, o Alberto, o Marcos”… somos NÓS.

E então, o dia fica mais claro e a noite também…

Vamos andando pela 3D como aquelas brisas frescas que afastam nuvens e deixam o sol ser o que é…

É preciso coragem para começar e amor para ficar.

Seja Luz!

* a série de artigos “A primeira Colheita” foi escrita em comemoração do primeiro ano de trabalho público do Movimento Era de Cristal. Originalmente os textos foram postados no grupo Era de Cristal do Facebook

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