Caso Bruno do Acre é marketing, comenta Ale Barello

Salve, salve interessados no aquém e no além!

Muito se tem dito do caso Bruno, o estudante de psicologia que sumiu em março deste ano, depois de preparar um trabalho heroico exposto de forma criptografada.

Nós mesmos, do site Unaversidade.Org replicamos a matéria do Globo.com, editoria Acre, assim que o caso foi divulgado. Você pode conferir a matéria aqui.

Na ocasião, o post foi campeão de audiência, com considerações entusiasmadas sobre um possível caso de contato extraterrestre, até de abdução – não, não mesmo! – ou quem sabe, de recepção de mensagens do além.

Um de nossos leitores criou coragem e perguntou:

– Qual é a opinião de vocês?

Eu respondi que preferia não opinar ainda.

É o que faço, normalmente. Eu não opino e não porque sou libriana, mas porque tenho uma baliza bem diferenciada com todas as coisas estranhas ao cotidiano.

Meu parâmetro passa pelo consciente e vai além. Ele atinge uma área que venho treinando insistentemente desde 2012, com o Espaço do Coração, uma conexão sutil entre as dimensões que vai se tornando concreta com o uso. É por aí que obtenho respostas práticas. É através do Espaço do Coração que entendo o que minha mente consciente não alcança, sempre numa oitava acima, sempre guiada pelo Amor.

Pois bem. Vamos ao que senti, no Espaço do Coração.

Já adianto que não é exclusividade minha essa percepção. Espero mesmo que compreenda que nossa caminhada está baseada na premissa de que neste Ciclo não há nada a se esconder. Por isso mesmo que meus motivos para questionar o caso Bruno começaram. Vejamos.

1. Tempo, tempo, tempo, tempo…

As novas informações públicas dão conta de que o estudante consumia uma média de 15 livros mensais sobre esoterismo. Minha mãe diria que “quem tem tempo vai longe”. Não exatamente assim, mas mais ou menos por aí. 🙂 Uma mente novinha em folha, cheia de tempo e recursos para consumir informação pode produzir muito. Isso foi feito.

2. O plano não é de hoje

O objetivo de Bruno é antigo. Ele não acordou num dia com o chamado de uma missão e a executou. Até aí, normal como qualquer um que tenha uma missão. A questão é que havia um plano e uma estratégia bem organizada. Havia um pedido para a família – que recusou – para amigos, para o primo, para os conhecidos, que embarcassem no plano. Não funcionou como pretendido inicialmente – e aí digo, por experiência própria, que mesmo com uma missão, nunca funciona de primeira! – e ele teve que sacar o plano B, no caso, sumir.

3. Um ídolo

Giordano Bruno é o cara. Quem leu algo sobre ele sabe disso. Mas a estátua denuncia um certo tipo de obsessão desnecessária. Eu amo Osho, mas nunca imaginei ter uma estátua dele. Sei lá se é seu caso, mas pare e pense se seria necessário… E ídolos em específico, nada têm de universal. Não serve para a China. Bom, na China existem muitos. Ok, você entendeu o ponto.

4. Legenda sem sincronia

De todas as imagens que vi – as que estão públicas e foram divulgadas – achei muitos erros básicos. São imagens com palavras grafadas de forma errada, símbolos com erros primários e conexões inusitadas. Falo, por exemplo, de Giordano Bruno supostamente conectando um arcabouço de pensamento ao Reiki. Conectaria?

5. Mensagens criptografas

Pode funcionar para o Dan Bronw e acabou por se provar funcional para 99% das pessoas que ainda se impressionam com isso. Porém importante – eu quero dizer que este porém em especial é importantíssimo! – esta é uma era de transparência. Isso é um fato sabido e respeitado por todas as filosofias que se alinharam com as mudanças de ciclo. SE, e eu grafo este SE em maiúscula, SE fosse uma mensagem universal para a humanidade, qualquer consciência – da terceira dimensão etérica (espíritos desencarnados) ou de outra dimensão (extraterrestres, formas-pensamento) NUNCA usaria uma forma criptografada. Ele pulou este capítulo, ou não achou a informação em nenhum livro, segundo minha opinião pessoal.

6. ZANFLA! O sumiço

Está certo. Vamos imaginar que haja uma mensagem especial e indispensável para a humanidade. Se fosse você a transmiti-la, sumiria? Para quê, se seu único propósito e missão como mensageiro seria, tão somente, explica-la e valida-la? Pergunte aos mensageiros que estão vivos, não acredite em mim, oras bolas, pipocas amarelas! Profetas, mensageiros, emissários, testemunhas, de todos os tempos, em todas as épocas, transmitem informação e assumem o conteúdo. Ficam ali, espinafrados, exiliados, sofrendo bullying, muitas vezes, mas presentes. Ele sumiu. Fácil, extremamente fácil, e completamente desalinhado com o modus operandi do esquema geral. Se o esquema pode mudar? Claro que pode, contudo, algumas situações são estanques, não porque Deus mandou, mas porque são, essencialmente, as pistas do caminho para validar e diferenciar a realidade, da Verdade.

Dito isso, eu preciso pontuar que não acho que Bruno seja um pilantra, um charlatão, um enganador. Também não acho que a mensagem em si deva ser desconsiderada, qualquer que seja o teor implícito ou explícito.

Falta muito para que a maioria entenda o básico, então, a mensagem de Bruno, por mais rasa ou comum que seja – e nem sei se é rasa ou comum, ou não, porque ele mesmo não a explicou – vale e é necessária se falar de bem, se falar de Amor, se falar de união, se falar de acesso ao conhecimento comum vindo da Fonte e de crescimento, de melhoria, de poder pessoal, de transformação. Palmas para o Bruno.

O que me espanta não é o Bruno. Sério mesmo. O Bruno é o sujeito que seguiu seu chamado e fez o que queria fazer. Estou absolutamente pasma é com o desejo individual de mais um salvador, de mais um guru, de mais um escolhido, de mais um iluminado.

O que me assombra e me faz perder o tesão por continuar a falar sobre crescimento pessoal com vistas ao coletivo é a sua falta de interesse em obter as informações em si, com o seu contato constante e profundo com a sua própria essência, com a única coisa que é você mesmo, além desta vida esquisitinha neste planeta azulzinho.

Se você ainda precisa de alguém que lhe traga de fora o que está aí dentro de você, eu estou quase pronta para dizer: desisto. Quase, porque ainda acredito que não tenha verificado o todo com consciência. Eu torço para que tenha acompanhado este caso pelo Fantástico, onde a edição apresenta uma entrevistada como “mística”, denominando a especialista consultada como alguém que “mistifica” o que fala, ou atestando que o assunto ainda faz parte de algo fora do comum, místico, misterioso, anormal… Caramba! Quer algo mais místico do que a corrupção no Brasil? ISSO SIM É MÍSTICO! UMA MÁGICA FEITA DIANTE DE NOSSOS OLHOS, COM TODO MUNDO ASSISTINDO! Não há nada de “místico” no movimento planetário, nos ciclos, nas curas sem remédio alopático, na comunicação sem que seja feita pelo celular!

Mas o caso é também um alerta para os pseudo-estudiosos da vida, do universo e de tudo mais. Como o Bruno, mais uma vez, na minha opinião. Aqueles que sabem de tudo um pouco e de algo, quase nada. Estudam cabala, astrologia, numerologia, anjos, tarot, bruxaria, reiki, meditação transcendental, codex, quinta dimensão, física quântica, angelologia, calendário maia, mestres ascensionados, theta-healing, cura prânica, xamanismo, ho’oponopono, o escambau a quatro, de uma vez, um tema por semana, batem tudo no liquidificador e acham, acham mesmo, que convencem a si mesmos na quantidade e na qualidade do saber.

Estudar? ÓTIMO! Vivenciar? Ah… Vivenciar… É disso que estou falando, com todas as letras, curadores não curados!

Para mim, Bruno está aí, vivinho, saudável, são, na moita, acompanhando as notícias pelas redes sociais e não demora ele volta. O mundo gira e hoje é tudo rápido. Já já o Fantástico para de falar, a vontade de não ser anônimo vence o plano inicial e ele aparece com uma história acessória.

Que seja assim e que esclareça a mensagem e perceba que nada é mais importante do que isso.

Nem o mensageiro.

SEJA LUZ – em maiúscula também, como o SE do texto. Já pensou SE você fosse LUZ? Que salto poderia dar sem depender de mais ninguém? 🙂

P.S: Bruno, se você estiver lendo isso, por favor, saiba que te usei para escrever um artigo. Não tenho nadica de nada contra você e acho sua estratégia porreta! Por gentileza, meu bom, apareça e tranquilize sua família. Seu pai está no desepero e a gente está comendo o cotovelo de curiosidade para ouvir o que tem a dizer, mesmo que já saiba. Terá nossa atenção, de boinha. Mas rapaz, a gente compra o livro, vê o filme, assiste o Webnario… Faz isso mais não, viu? 🙂

P.P.S: só responderei aos comentários feitos aqui, no post. No Facebook não. Se quiser falar, faça como eu, fale aqui. Responderei a qualquer pergunta ou questionamento. Grata.

Comments

  1. Foto de perfil de Isabor
    Isabor

    Concordo com o excesso de saber sem sabedoria. Fiz isto durante um tempo até que parei e decidi não aprender/cursar mais nada enquanto não estivesse aplicando tudo o que já havia estudado. Aí vc descobre que muito não tem aplicabilidade no aqui e agora. Rsrsrrsrs.
    É na vivência que ae apreende.
    Qt ao caso do rapaz do Acre somente fiquei sabendo pelo seu post. Incrível a quantidade de suposições criadas pelos “jornalistas” .
    Abraço.

  2. Foto de perfil de Zeneide Batista
    Zeneide Batista

    Artigo muito bom, também acredito que seja estratégia….
    Quanto ao aprender de tudo um pouco concordo que precisamos usar esses aprendizados, nos nossos desafios diários..ir testando os conhecimentos e se curando internamente. Quanto as respostas vindas do EC, são perfeitas…… mesmo que as vezes a gente queira negar.. rsrs Gratidão Ale.

  3. Foto de perfil de Claudia Sampaio
    Claudia Sampaio

    O.o Coerente. Grata pela reflexão. Que ele possa retornar à família. Assim espero. _/\_ Às vezes, planejamos uma situação, iludidos sobre o controle que temos em todos os resultados e uma série de gatilhos de outras possibilidades são acionados, modificando tudo que pretendíamos e as consequências são muito severas, mais desafiadoras até do que se nossas escolhas fossem mais transparentes, evidentes ainda que incisivas. Que tudo termine “bem”.

  4. Foto de perfil de Jocelene Laurindo
    Jocelene Laurindo

    Assim que soube do caso e li as primeiras notas sobre, a primeiríssima coisa que vibrou na minha cabeça foi Ale Barello no vídeo sobre 2017 no momento que em que diz:
    ” Veremos coisas que nuuuuunca vimos antes.” – e isso não pára de se repetir na minha mente toooodas as vezes que pincelam notícias e opiniões sobre esse rapaz. E penso apenas ” É, taí, nunca vi isso. 2017 trazendo strangers news rsrsrs…” – Quê mais será que vem??