Carta aberta ao Movimento Era de Cristal

Seja Luz na Copa®, por Gisele caldas

Seja Luz na Copa®, por Gisele Caldas

Desde o início deste ano, e mais especialmente nos últimos dois meses, estamos conversando, em pequenos núcleos, sobre a necessidade de uma postura ativa entre os meses de junho e julho de 2014.

Em termos estritamente energéticos nada é bom, ou ruim.

A dualidade — diferente de polaridade — inexiste neste campo que envolve energia e informação e isso nos tranquiliza para que tomemos qualquer decisão referente aos nossos passos na vida prática, sem que nos tornemos reféns do velho e conhecido medo, ou de qualquer onda atípica de euforia.

O caso é que sempre podemos escolher!

Em qualquer situação, sistema, ou acontecimento, o nosso direito à seleção da frequência que queremos manter dentro de nós é preservado e até mesmo solicitado pelos nossos corpos superiores. Precisamos de um posicionamento, a despeito do que há lá fora e apenas depois de tomada a decisão é que o mundo passa a fazer sentido e se alinha com o padrão que acabamos de criar e validar. É de nós, para o mundo; de cada um, para o outro; de dentro, para fora.

Assim — e apesar do “exterior” — nos resta decidir o que queremos pensar, sentir e fazer frente ao enorme enigma que nos foi proposto com a chegada da Copa do Mundo, porque no caso específico do nosso país, o evento não está restrito aos jogos: são jogos dentro de jogos, são torneios e lados se dividindo; é o cotidiano difícil dos últimos anos empacotado numa festa global que tem dia para começar e hora para acabar.

Podemos dar o troco ou deixar a bola correr. Podemos gritar por melhorias ou pelo gol. Podemos não assistir aos jogos ou podemos entrar na onda. Podemos qualquer coisa, menos, sair do contexto. Estamos neste aqui e neste agora e já entendemos que fazemos parte do desafio.

Por isso, é preciso sentir com cuidado e não há melhor radar do que o próprio coração.

Não há como pedir que alguém sempre educado se ponha a blasfemar, ou que um anfitrião nato chute turistas! Quem está na fila de espera por uma cirurgia no sistema público sem vagas, não pode ser impelido a parar de sentir e torcer pela seleção. Como fazer para que os alegres fechem a cara e os festeiros se mantenham em luto social?

Nem há como, nem há motivo, pois absolutamente qualquer coisa que esteja desalinhada com a própria natureza de quem a sustenta, gerará angústia, tristeza, culpa, raiva ou medo.
Diante disso tudo, sugerimos que cada um seja exatamente o que é, lembrando-se de suas origens únicas e de seus propósitos comuns.

Esteja livre para torcer, para vibrar, para rir e para acolher.  Seja honesto com você e não sinta vergonha de querer participar da festa: o bilhete de entrada não vem com um carimbo de “alienado”.

Há também os que não querem compactuar com a situação e isso é lícito. Que seja; ache seu modo de torcer por outro tipo de jogo, por outra forma de time, por uma disputa que não envolva futebol.

Por fim, os que nem são da festa, nem do protesto, recolham-se, caso precisem desse descanso. E façam saber que necessitam disso, imponham limites e cumpram. Normalmente, quando nos sentimos invadidos, esquecemos de verificar que fomos nós mesmos que deixamos as portas abertas…

Porém, há uma recomendação única, seja lá qual for sua escolha: é possível incluir amor, compaixão, mansidão, gentileza, afeto e generosidade em todos as decisões.

Também é necessário que se tenha consciência de que qualquer luta é sempre contra si mesmo, uma vez que viemos da mesma Fonte e temos apenas formas e experiências diferenciadas.

Essa disputa nas ruas pelas questões sociais, ou na Copa pelo prêmio, vai passar. O que ficará é o que fazemos, sentimos, pensamos e emitimos em cada agora. São essas as bandeiras e faixas, bem como os troféus e medalhas e temos até um “estatuto”, como baliza… Quer melhor sanador de dúvidas do que o Codex?

Sonhamos com um campeonato, num dia desses qualquer, onde cada jogador tenha uma bola e todos vençam, apenas por existir. O objetivo de um jogo como esse? Bater suas próprias marcas e evoluir no desenvolvimento pessoal, sem atrapalhar o caminho dos demais participantes, sem perder sua bola, sem tomar a de ninguém. Na arquibancada, outros jogadores esperando a sua vez e mais tantos que já foram, incentivando a chegada ao gol, porque sabem o quanto a auto-superação é difícil.

Enquanto esse mundial não chega, faça o que você sabe de melhor: Seja Luz!

Na torcida pelo nosso melhor, assinam esta carta:

Alê Barello, Alexandre Magno, Bianca Daher, Caroline Nunes, Cláudia Dantas Fonseca, Cláudia Kropf, Claudia Regina Sampaio, Cristina Haas, Fátima Pedro, Gisele Caldas de Carvalho, Gustavo Andriewiski, Iara Bichara, Joana Ludwig, João Alberto Bichara, Luiz Barello, Marcelle Sampaio, Marcyah Alessy, Margareth Araujo, Monica Moreira, Renato Almeida Morais Junior, Rose de Morares, Sheilla Trevisan, Ursula Fernanda Silva, Walkiria Branco e Zeneide Batista.

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