O Mesmo

“Projetados.
Separados.
Ilusões.
Estilhaços de um ego formado dentro de um sonho.
Um exército de imagens programado para acabar com a dor e com o
sofrimento que a “separação” causa ao Filho.
Nós, os “sem paz”, sofremos todo o tipo de agressão que Adão julgou
possível lançar sobre suas criaturas, na tentativa de se autopunir e receber
o perdão do Pai. Sofremos e agredimos, revidamos, nos vingamos,
ampliamos os fatos.
Aprendemos o padrão e não levamos em conta que isso não é verdadeiro.
Desta forma, não há como “não morrer”, como “não matar”, como “não
se sujeitar ao tempo”, à doença, à fome, à natureza, ou à lei da gravidade.
O que nos envolve se mostra real, por mais absurdo que pareça.
Temos sede de apocalipse, de fim coletivo, de guardar, de posse, de
pertencer, de exclusividade, de destruição. No final, temos culpa e
vergonha. Temos pavor de existir. Temos horror do que se apresenta.
Eu. Meu. Seu. Dela.
Nosso, é quando uma parte também é minha, correto?
Ou, o deus da dualidade.
E, o deus da definição.
Nem todos têm consciência do sonho, mas os que se deparam com a
possibilidade disso tudo ser um grande engodo, ao invés de trabalhar pelo
despertar, duplicam o temor e se vêem próximos da extinção.
Os Filhos do Homem herdaram a Terra do Sonho, um local onde se
respira o medo.
Mas a canção da Fonte continua: nosso lugar não é esse e já sabemos
disso.”

Despertos: O território do Sonho – livro 1 da Trilogia do Sonho, página 37 – por Alê Barello
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