A importância do perdão

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Por Iara Bichara

Nesta semana foi festejado o Dia dos Namorados. Excluindo a discussão sobre suas finalidades “comerciais”, essa data sempre sugere muitas reflexões. A primeira delas é o reforço sobre a falsa ideia de felicidade que um par pode lhe proporcionar. A felicidade independe de você estar só ou acompanhado, ela não é algo que possa ser trazido de fora para dentro de você, ao contrário, se não partir do seu interior, não terá o menor valor.

Outra reflexão é quanto à semântica. A palavra correta seria namorado ou enamorado? Segundo a definição, “namorado é aquele que sente amores”, enquanto que enamorado significa “encantado, cativado, que ou quem se apaixonou”. Será que todos aqueles que se dizem amar, colocam o bem estar, a ocupação e os sentimentos para com o amado acima do seu eu, de suas vontades, desejos e vaidades? Já que estamos em uma era de transparência, nesse caso seria melhor utilizar “enamorado”, pois paixão e amor são diferentes.

O que importa mesmo é que o namoro implica no relacionamento entre seres, no envolvimento entre eles e nas situações que são criadas, em decorrência desse relacionamento. E aí vem a reflexão mais séria: estamos preparados para agir de acordo com a Lei da Misericórdia? Como lidamos com o perdão? Por que é muito mais fácil concedermos o perdão do que nos perdoarmos?

A transição planetária requer que lidemos com o perdão, de uma forma ampliada e mais abrangente, por se tratar de uma das condições básicas para que possamos viver plenamente este novo ciclo: “não fazer nada contra a Lei da Misericórdia.”

O perdão aos outros seres está sempre ligado a um envolvimento relacionado a alguma situação específica. Portanto, considerando que perdoamos a situação e não o “ser” em questão, isto fica mais fácil e simples. O mesmo não acontece quando temos que nos perdoar. Nem sempre fica clara a situação envolvida, pois nossos olhos ainda estão cobertos pela venda tridimensional que nos cega e por sua teia de subterfúgios que nos aprisiona.

Já temos a possibilidade de nos conectar com frequências mais elevadas, mas ainda não conseguimos mudar o nosso mundinho pessoal, nem acabar, de uma vez por todas, com os entraves que permeiam a terceira dimensão. Na maioria das vezes não conseguimos detectar nossas falhas.

Precisamos lembrar-nos que estamos em treinamento. E não se trata do treinamento comum e habitual até os dias de hoje, onde são dadas as instruções para que novas funções sejam executadas a contento. Neste caso, as instruções são para que executemos as funções que já estamos habituados a exercer, mas de uma maneira totalmente diferente, conscientes dessa diferença.

É justamente aí que residem a dor e a maravilha do treinamento. Dor, porque fica muito clara a limitação que nos impomos a todo instante, assim como o nosso apego aos antigos padrões de pensamento, de comportamento e de ação. Maravilha, porque estando cientes de que a transformação é necessária e inevitável, temos conhecimento do grau verdadeiro de nossa evolução nesse processo.

Treinar é repetir muitas vezes a mesma ação até conseguir o objetivo. Tomemos por exemplo os atletas: nenhum deles vai para uma prova ou competição, sem ter passado por exaustivos treinos. A demora e o erro fazem parte do ensaio para o acerto. O mesmo ocorre conosco: poderemos errar incontáveis vezes, antes de conseguirmos atingir a meta. Entretanto, devemos ficar atentos para que isto não sirva como desculpa para a acomodação, nem como punição para a incapacidade de perdoar.

O importante é que consigamos chegar ao final da jornada, sós ou acompanhados, namorados ou enamorados de alguém, de algo ou de um ideal, porém sempre confiantes na nossa unidade e na nossa capacidade de contribuição no quadro evolutivo de nosso planeta.

5 Comments
  1. Maravilha! Libertador o texto! Banho de LUZ para todos nós!!!

  2. Lindo e esclarecedor!
    Então, podemos pedir perdão a nós (subconsciente) sempre e a todo momento, pois temos muito a perdoar-nos.

  3. Muito bom. Para refletir!!!

  4. Reply
    FERNANDA SÁPEREIRA 14/06/2013 at 3:44 PM

    QUERIDA YARA,ADORO OUVIR SUAS PALAVRAS.”CONSCIÊNCIA” quanto precisamos pedir LUZ para nossa consciência.Particularmente acredito que só através dela conseguiremos chegar onde queremos. É nela que tenho pautado minha vida nos últimos tempos.Gratidão e GRANNDE ABRAÇO.

  5. Bem lembrado que relacionamentos amorosos, por serem tão próximos e íntimos nos chamam a exercitar o perdão constantemente, nem sempre conseguimos exercer a Lei da Misericordia como deveríamos, porém vamos treinando na Unidade! Obrigada e beijos!

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